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Agro

Cafés especiais impulsionam renda da agricultura familiar em Minas Gerais e fortalecem marcas próprias

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A agregação de valor ao café tem transformado a realidade de agricultores familiares em Minas Gerais. Por meio da torrefação, da criação de marcas próprias e da comercialização direta ao consumidor, produtores vêm ampliando significativamente sua rentabilidade e conquistando novos mercados. A estratégia é incentivada pelo Programa de Verticalização da Cadeia Produtiva do Café, desenvolvido pela Emater-MG, que apoia famílias rurais na industrialização e comercialização de cafés especiais.

Na região das Matas de Minas, um dos principais polos produtores de cafés de qualidade do país, a agricultora Luiza Lacerda é um dos exemplos do sucesso dessa iniciativa. Filha e neta de cafeicultores, ela viu a renda da propriedade crescer após investir no beneficiamento do café e na venda direta ao consumidor.

Localizada em Espera Feliz, no entorno do Parque Nacional do Caparaó, a propriedade da família passou a atrair turistas interessados não apenas nas belezas naturais da região, mas também na experiência de degustar cafés especiais produzidos localmente.

Atualmente, cerca de 25% da produção anual da família, estimada em aproximadamente 200 sacas, já é comercializada como café torrado e embalado. Segundo a produtora, a diferença de valor agregado é expressiva.

Enquanto uma saca de 60 quilos de café verde pode ser vendida entre R$ 3 mil e R$ 4 mil, o mesmo volume, após passar pelos processos de torra e comercialização direta, pode gerar faturamento entre R$ 6 mil e R$ 10 mil, dependendo da qualidade e do posicionamento do produto no mercado.

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Verticalização fortalece renda e autonomia dos produtores

De acordo com a Emater-MG, a verticalização permite que uma parcela maior da renda permaneça dentro da propriedade rural, reduzindo a dependência de intermediários e fortalecendo a autonomia dos agricultores.

O programa oferece assistência técnica em diferentes etapas do processo, incluindo qualidade do produto, torrefação, embalagem, rotulagem e estratégias de comercialização. O objetivo é preparar os produtores para atender um consumidor cada vez mais interessado na origem, na rastreabilidade e na identidade dos cafés especiais.

Segundo dados da instituição, Minas Gerais conta atualmente com 873 agroindústrias familiares de café. Os produtos são comercializados diretamente nas propriedades, em feiras, cafeterias, pequenos estabelecimentos comerciais e também por meio de plataformas digitais voltadas à agricultura familiar.

Turismo rural amplia oportunidades de negócio

Além da venda de café, a verticalização tem impulsionado o turismo rural em diversas propriedades. Em Alto Jequitibá, também na região das Matas de Minas, a produtora Silmara Emerick transformou parte da estrutura da fazenda em uma pequena torrefação, onde realiza o processamento e a embalagem dos cafés especiais produzidos pela família.

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Hoje, aproximadamente 30% da produção é destinada à comercialização direta. A propriedade também recebe visitantes interessados em conhecer o processo produtivo, desde o cultivo até os diferentes métodos de preparo da bebida.

A integração entre café especial e turismo rural tem criado novas fontes de renda para as famílias, fortalecendo a economia local e ampliando a conexão entre produtores e consumidores.

Da lavoura à xícara: mais valor para quem produz

O avanço da industrialização dentro das propriedades familiares demonstra que o café brasileiro pode gerar muito mais valor quando comercializado de forma diferenciada. Ao controlar etapas como torra, embalagem e venda, os produtores ampliam margens de lucro, fortalecem suas marcas e consolidam novos modelos de negócio.

A experiência das famílias atendidas pela Emater-MG mostra que a verticalização da cadeia produtiva do café tem se tornado uma importante ferramenta para aumentar a competitividade da agricultura familiar, estimular o empreendedorismo rural e promover o desenvolvimento sustentável nas regiões produtoras de Minas Gerais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Glifosato volta ao centro do debate após decisão nos EUA e ação judicial no Brasil

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O glifosato voltou a ocupar o centro das discussões sobre regulação agrícola após uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos e o avanço de uma ação judicial no Brasil que busca proibir o uso do herbicida. Os dois movimentos evidenciam abordagens distintas em relação à segurança jurídica e ao futuro de um dos defensivos agrícolas mais utilizados no mundo.

Nos Estados Unidos, a Suprema Corte decidiu, por sete votos a dois, manter entendimento favorável ao herbicida comercializado como Roundup, reduzindo o alcance de milhares de ações judiciais movidas em âmbito estadual. Segundo a interpretação apresentada pelo presidente do Grupo Cabrera, Antonio Cabrera, a decisão reforça que, uma vez aprovado e rotulado pela autoridade reguladora federal competente, o produto não deve estar sujeito a exigências divergentes impostas por estados ou tribunais locais.

Na avaliação de Cabrera, o julgamento amplia a previsibilidade regulatória para produtores e empresas do setor, fortalecendo a uniformidade das regras aplicadas aos defensivos agrícolas.

Brasil enfrenta nova disputa judicial sobre o herbicida

Enquanto os Estados Unidos caminham para consolidar um entendimento sobre a competência regulatória federal, o cenário brasileiro segue em direção oposta.

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Em 2026, o Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou uma ação contra a União e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), solicitando o banimento do glifosato no país. A ação pede o cancelamento dos registros do produto e a proibição de sua produção, importação, exportação, comercialização e utilização em território nacional.

O processo reacende um debate que envolve aspectos ambientais, de saúde pública, jurídicos e econômicos, além dos impactos sobre os sistemas de produção agrícola brasileiros.

Ferramenta é considerada estratégica para o plantio direto

Especialistas do setor destacam que o glifosato desempenha papel relevante na agricultura moderna, especialmente na adoção do sistema de plantio direto, amplamente utilizado nas principais regiões produtoras de grãos do Brasil.

Nesse sistema, o herbicida é empregado na dessecação da cobertura vegetal antes do plantio, reduzindo o revolvimento do solo e contribuindo para o controle da erosão, a conservação da umidade, a manutenção da estrutura física do solo e o aumento da sustentabilidade da produção.

Materiais técnicos da Embrapa reconhecem o uso do glifosato como uma das ferramentas empregadas no manejo do plantio direto, prática considerada importante para a agricultura conservacionista.

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Competitividade do agronegócio entra no debate

Antonio Cabrera também destaca que o Brasil figura entre os líderes mundiais na adoção do sistema de plantio direto, enquanto países europeus, como a Alemanha, apresentam participação significativamente menor dessa tecnologia.

Na visão do dirigente, a diferença entre os cenários regulatórios pode influenciar diretamente a competitividade do agronegócio brasileiro. Segundo ele, eventuais decisões judiciais que restrinjam o uso do glifosato podem impactar práticas consolidadas de manejo agrícola e elevar os desafios para a produção de alimentos.

O debate sobre o futuro do herbicida deve permanecer em evidência nos próximos meses, acompanhando o andamento da ação judicial no Brasil e as discussões técnicas e regulatórias envolvendo um dos insumos mais utilizados pela agricultura mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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