Paraná
Governo do Paraná amplia avaliação internacional para toda rede estadual de ensino superior
As sete universidades estaduais do Paraná assinaram nesta quinta-feira (25), em Curitiba, uma parceria com a empresa Sprix Brasil Serviços de Educação e Tecnologia para a execução do Teste de Habilidades Acadêmicas Fundamentais (Tofas). A ação, financiada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), conta com investimento total de R$ 266,2 mil e prevê a aplicação de 3.803 avaliações em cálculo básico e programação para estudantes de graduação das áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.
A iniciativa é resultado de um projeto-piloto bem-sucedido de 2025, quando o Tofas foi aplicado em quatro universidades estaduais. Naquela primeira fase, foram 208 avaliações de programação, nos níveis de proficiência 1 e 5, e 559 avaliações de cálculo básico, nos níveis 3 e 5. O balanço positivo do piloto impulsionou a ampliação do projeto para toda a rede, com a projeção de 2.815 avaliações de cálculo básico, correspondentes aos níveis 3 e 4 de proficiência, e 988 avaliações de programação nas linguagens JavaScript e Python.
O Tofas é um instrumento de avaliação de abrangência internacional que identifica o domínio de competências acadêmicas fundamentais. Desenvolvido pela empresa de origem japonesa Sprix, com sede em Tóquio e atuação em mais de 50 países de diferentes continentes, o teste já foi aplicado a mais de 12 milhões de estudantes no mundo. Aqueles que alcançam 80% ou mais de acertos recebem uma certificação digital, que pode ser utilizada para concorrer a vagas em programas internacionais de intercâmbio.
O secretário estadual em exercício da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Jamil Abdanur Júnior, destaca a importância do projeto como uma forma de combater a evasão dos estudantes, ao afirmar que o Tofas contribui para fortalecer as políticas de permanência estudantil e o processo de ensino-aprendizagem com indicadores para melhorar a gestão acadêmica. “Os dados obtidos com as avaliações poderão subsidiar o planejamento de estratégias pedagógicas e acompanhamento dos estudantes, com foco na melhoria do desempenho acadêmico e no aumento das taxas de conclusão dos cursos”, afirma.
- Universidades estaduais ofertam atendimento odontológico gratuito para crianças e bebês
-
Estado destina R$ 14,3 milhões a programas acadêmicos de proteção a mulheres e crianças
O diretor-presidente da Sprix Brasil, Masaru Nomura, diz que a parceria representa uma oportunidade de ampliar horizontes para os estudantes. “Acreditamos que cada estudante tem dentro de si uma evolução, e queremos ajudá-los nessa construção, levando cada um para o mundo. O objetivo é que, com o máximo de participantes possível, tenhamos mais riqueza nos dados para apoiar o crescimento de cada um e ampliar as possibilidades para os universitários”.
METODOLOGIA – O Tofas será aplicado em duas etapas. A primeira, um pré-teste, vai mapear as lacunas de aprendizagem dos estudantes. Com base no desempenho obtido, parte dos alunos será direcionada para um curso online personalizado de acordo com as necessidades identificadas. A expectativa é de atender aproximadamente metade dos acadêmicos participantes do teste de cálculo básico. Depois será o pós-teste para comparar os resultados anteriores e posteriores ao curso, mensurando a evolução dos estudantes e a efetividade da capacitação.
O cronograma prevê a aplicação das avaliações ainda neste ano, com um quantitativo específico para cada instituição de ensino. Serão 760 alunos da Universidade Estadual de Londrina (UEL); 725 da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro); 687 da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); 492 da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste); 449 da Universidade Estadual do Paraná (Unespar); 400 da Universidade Estadual de Maringá (UEM); e 290 da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP).
Para a reitora da UEL, Andrea Name Colado Simão, a certificação internacional representa um diferencial para os universitários e para o sistema estadual de ensino superior. “Essa é uma iniciativa extremamente importante, pois além de qualificar as universidades para políticas públicas voltadas à internacionalização, possibilita a oportunidade para que os alunos de graduação possam conhecer outros países, culturas e novas formas de aprendizado, além de prepará-los para o mercado de trabalho e ingresso em cursos de pós-graduação”.
INTERCÂMBIO – O Tofas também é a porta de entrada para o programa Talentos Paraná no Mundo, que neste mês selecionou dez alunos de graduação em Ciência da Computação, Engenharia da Computação e Engenharia Elétrica da Unioeste, Unicentro e UEPG para um intercâmbio de seis semanas nos Estados Unidos. Os alunos, que alcançaram 100% de aproveitamento no teste, embarcam ainda neste mês para uma imersão acadêmica na Universidade da Cidade de Nova York (Cuny). O investimento é de R$ 725 mil do Fundo Paraná, dotação administrada pela Seti.
PRESENÇAS – O encontro desta quinta-feira reuniu os reitores Alexandre Almeida Webber (Unioeste), Fábio Hernandes (Unicentro) e Salete Paulina Machado Sirino (Unespar); o vice-reitor da UEPG, Ivo Mottin Demiate (UEPG); as diretoras Mariana Moran Barroso, de Ensino de Graduação da UEM, e Sibelli Olivieri Parreiras, de Planejamento da UENP. Da Seti, participaram a diretora de Ensino Superior da Seti, Maria Aparecida Crissi Knuppel, e os assessores Carlos Henrique Boscardin Nauiack (Ensino Superior) e Gisele Miyoko Onuki (Relações Institucionais e Cooperação Internacional).
Fonte: Governo PR
Paraná
Em Campo Largo, Ministério Público do Paraná obtém condenação de ex-secretário municipal, de empresa e de seu sócio por fraude no fornecimento de marmitas
O Ministério Público do Paraná, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, obteve a condenação por ato de improbidade administrativa de uma empresa fornecedora de refeições, de seu sócio e de um ex-secretário municipal de Viação e Obras. A decisão judicial decorre de ação civil pública que apurou irregularidades e enriquecimento ilícito na execução de um contrato administrativo para o fornecimento de marmitas para servidores municipais.
Áudio da Promotora de Justiça Mariana Andreola de Carvalho Silva
Conforme apurado pelo MPPR, o contrato, firmado originalmente em 2014, foi mantido e prorrogado ilegalmente por meio de termos aditivos em 2015 e 2016. A continuidade do serviço ocorreu mesmo após a edição de uma lei municipal que alterou a modalidade do auxílio-alimentação dos servidores, tornando obrigatório o pagamento do benefício em dinheiro e esvaziando a justificativa legal para a entrega das refeições.
Esquema – A Promotoria de Justiça demonstrou que a empresa recebeu repasses dos cofres municipais por serviços não prestados, entregas em quantidade inferior à registrada e cobranças em duplicidade vinculadas a órgãos específicos, como a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e o Centro POP. Auditorias da Unidade de Controle Interno do Município revelaram um crescimento abrupto e sem lastro no volume faturado, com planilhas registrando, por exemplo, o envio de cinco marmitas para setores que contavam com apenas dois funcionários.
Paralelamente, a instrução processual comprovou a existência de um arranjo informal estruturado entre maio de 2015 e junho de 2016. O sócio da fornecedora e a pessoa jurídica inseriam artificialmente cerca de 15 marmitas adicionais no faturamento mensal da prefeitura. O valor excedente era convertido em dinheiro e repassado em envelopes à administração pública. O ex-secretário de Viação e Obras admitiu em juízo haver recebido os valores em espécie que transitavam à margem dos mecanismos de controle e da contabilidade pública.
Condenações – Diante da comprovação de dolo específico e enriquecimento ilícito às custas do erário, o Juízo da 1ª Vara da Fazenda Pública de Campo Largo aplicou aos réus as seguintes penalidades: a empresa foi condenada à perda dos valores acrescidos ilicitamente ao seu patrimônio, com o consequente ressarcimento ao erário de R$ 284.823,14, ao pagamento de multa civil de igual valor e à proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios e incentivos fiscais ou creditícios por dez anos. O sócio da empresa e o ex-secretário de Viação e Obras foram condenados à perda dos valores acrescidos ilicitamente (R$ 16.930,00), ao pagamento individual de multa civil em igual valor e à suspensão dos direitos políticos por oito anos.
Ainda cabe recurso da decisão judicial.
Processo 0000912-68.2018.8.16.0026
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
-
Paraná6 dias agoCerimônia marca a posse de Simone Maria Tavarnaro Pereira e Roberto Ouriques como Procuradores de Justiça
-
Educação6 dias agoPND poderá ser usada em seleções de 2.031 redes de ensino
-
Brasil6 dias agoGoverno Federal lança campanha que alerta para relação entre álcool e violência contra a mulher durante a Copa do Mundo
-
Paraná5 dias agoPolícia Civil do Paraná apreende armas e haxixe na Rodoviária de Curitiba
-
Educação7 dias agoMEC realiza oficina sobre metas do PNE para educação infantil
-
Brasil6 dias agoGoverno do Brasil lança chamada para remunerar mais de 2,3 mil famílias de povos e comunidades tradicionais da Amazônia
-
Educação6 dias agoSancionado piso salarial para professores da educação básica
-
Paraná5 dias agoPrevisão é de tempo bom e ausência de chuva para a 4ª Corrida do Porto
