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Tecpar inicia processo de transferência de tecnologia de vacinas com biofarmacêutica Sinovac

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O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a empresa biofarmacêutica chinesa Sinovac assinaram, nesta quinta-feira (25), o contrato para a formalização da transferência de tecnologia na área da saúde entre a empresa e o instituto. O contrato é uma etapa que dá continuidade ao projeto de fornecimento das vacinas contra varicela e contra raiva humana, dentro do programa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP).

O Tecpar foi selecionado pelo Ministério da Saúde para fornecer ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025 e no final do ano o ministério formalizou a parceria com laboratórios públicos oficiais e seus parceiros privados.

A assinatura do contrato nesta quinta-feira é uma das premissas da fase 2 do projeto de PDP, que é a preparação para o início da transferência de tecnologia. Essa fase é marcada por diversas atividades que demandam muito tempo, pessoas e trabalho, antes de começar o fornecimento do produto, explica o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon.

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“Os técnicos do Tecpar e da Sinovac estão trabalhando juntos desde o ano passado e agora a intenção é que as equipes detalhem as etapas de desenvolvimento, a estratégia para o escalonamento da produção e o cronograma de transferência de tecnologia. Com esse plano em mãos, inicia-se também a adequação da infraestrutura e dos projetos de produção para os próximos 10 anos”, explica Marafon.

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As equipes das duas instituições iniciaram as discussões técnicas para definir onde será realizado o controle da qualidade das duas vacinas, para planejar a infraestrutura para cada etapa de produção e também para delinear os próximos passos para o cumprimento das exigências regulatórias brasileiras.

A intenção é de que os documentos para obtenção do registro da vacina contra a varicela sejam submetidos à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em setembro deste ano. No caso da vacina antirrábica humana, o projeto aguarda a obtenção da aprovação da agência regulatória chinesa para, na sequência, ser solicitado à Anvisa.

COMO FUNCIONA – O Programa de PDP é uma política pública que visa a transferência de tecnologia de laboratórios privados para um laboratório público, com o objetivo de fabricar determinado medicamento em território nacional.

Nessa parceria tríplice, o Ministério da Saúde atua como regulador do programa e comprador do medicamento, enquanto o laboratório público trabalha como incubador da tecnologia no Brasil. As empresas parceiras são responsáveis por fornecer o produto por determinado período, até a transferência da tecnologia para a produção nacional.

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A PDP se desenvolve em fases. Ela prevê o desenvolvimento, transferência tecnológica, absorção de tecnologia, capacitação produtiva e tecnológica. Após a aprovação do projeto, laboratório público e parceiros privados iniciam o fornecimento do produto fabricado pelo laboratório farmacêutico privado, enquanto inicia-se, simultaneamente, o processo de transferência e internalização da tecnologia.

A partir da finalização dessa etapa, que tem como prazo máximo dez anos, o Ministério da Saúde verifica o processo de transferência de tecnologia efetiva e mantém a aquisição do produto diretamente do laboratório público participante da política.

Fonte: Governo PR

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Governo do Paraná amplia avaliação internacional para toda rede estadual de ensino superior

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As sete universidades estaduais do Paraná assinaram nesta quinta-feira (25), em Curitiba, uma parceria com a empresa Sprix Brasil Serviços de Educação e Tecnologia para a execução do Teste de Habilidades Acadêmicas Fundamentais (Tofas). A ação, financiada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), conta com investimento total de R$ 266,2 mil e prevê a aplicação de 3.803 avaliações em cálculo básico e programação para estudantes de graduação das áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

A iniciativa é resultado de um projeto-piloto bem-sucedido de 2025, quando o Tofas foi aplicado em quatro universidades estaduais. Naquela primeira fase, foram 208 avaliações de programação, nos níveis de proficiência 1 e 5, e 559 avaliações de cálculo básico, nos níveis 3 e 5. O balanço positivo do piloto impulsionou a ampliação do projeto para toda a rede, com a projeção de 2.815 avaliações de cálculo básico, correspondentes aos níveis 3 e 4 de proficiência, e 988 avaliações de programação nas linguagens JavaScript e Python.

O Tofas é um instrumento de avaliação de abrangência internacional que identifica o domínio de competências acadêmicas fundamentais. Desenvolvido pela empresa de origem japonesa Sprix, com sede em Tóquio e atuação em mais de 50 países de diferentes continentes, o teste já foi aplicado a mais de 12 milhões de estudantes no mundo. Aqueles que alcançam 80% ou mais de acertos recebem uma certificação digital, que pode ser utilizada para concorrer a vagas em programas internacionais de intercâmbio.

O secretário estadual em exercício da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Jamil Abdanur Júnior, destaca a importância do projeto como uma forma de combater a evasão dos estudantes, ao afirmar que o Tofas contribui para fortalecer as políticas de permanência estudantil e o processo de ensino-aprendizagem com indicadores para melhorar a gestão acadêmica. “Os dados obtidos com as avaliações poderão subsidiar o planejamento de estratégias pedagógicas e acompanhamento dos estudantes, com foco na melhoria do desempenho acadêmico e no aumento das taxas de conclusão dos cursos”, afirma.

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O diretor-presidente da Sprix Brasil, Masaru Nomura, diz que a parceria representa uma oportunidade de ampliar horizontes para os estudantes. “Acreditamos que cada estudante tem dentro de si uma evolução, e queremos ajudá-los nessa construção, levando cada um para o mundo. O objetivo é que, com o máximo de participantes possível, tenhamos mais riqueza nos dados para apoiar o crescimento de cada um e ampliar as possibilidades para os universitários”.

METODOLOGIA – O Tofas será aplicado em duas etapas. A primeira, um pré-teste, vai mapear as lacunas de aprendizagem dos estudantes. Com base no desempenho obtido, parte dos alunos será direcionada para um curso online personalizado de acordo com as necessidades identificadas. A expectativa é de atender aproximadamente metade dos acadêmicos participantes do teste de cálculo básico. Depois será o pós-teste para comparar os resultados anteriores e posteriores ao curso, mensurando a evolução dos estudantes e a efetividade da capacitação.

O cronograma prevê a aplicação das avaliações ainda neste ano, com um quantitativo específico para cada instituição de ensino. Serão 760 alunos da Universidade Estadual de Londrina (UEL); 725 da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro); 687 da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); 492 da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste); 449 da Universidade Estadual do Paraná (Unespar); 400 da Universidade Estadual de Maringá (UEM); e 290 da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP).

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Para a reitora da UEL, Andrea Name Colado Simão, a certificação internacional representa um diferencial para os universitários e para o sistema estadual de ensino superior. “Essa é uma iniciativa extremamente importante, pois além de qualificar as universidades para políticas públicas voltadas à internacionalização, possibilita a oportunidade para que os alunos de graduação possam conhecer outros países, culturas e novas formas de aprendizado, além de prepará-los para o mercado de trabalho e ingresso em cursos de pós-graduação”.

INTERCÂMBIO – O Tofas também é a porta de entrada para o programa Talentos Paraná no Mundo, que neste mês selecionou dez alunos de graduação em Ciência da Computação, Engenharia da Computação e Engenharia Elétrica da Unioeste, Unicentro e UEPG para um intercâmbio de seis semanas nos Estados Unidos. Os alunos, que alcançaram 100% de aproveitamento no teste, embarcam ainda neste mês para uma imersão acadêmica na Universidade da Cidade de Nova York (Cuny). O investimento é de R$ 725 mil do Fundo Paraná, dotação administrada pela Seti.

PRESENÇAS – O encontro desta quinta-feira reuniu os reitores Alexandre Almeida Webber (Unioeste), Fábio Hernandes (Unicentro) e Salete Paulina Machado Sirino (Unespar); o vice-reitor da UEPG, Ivo Mottin Demiate (UEPG); as diretoras Mariana Moran Barroso, de Ensino de Graduação da UEM, e Sibelli Olivieri Parreiras, de Planejamento da UENP. Da Seti, participaram a diretora de Ensino Superior da Seti, Maria Aparecida Crissi Knuppel, e os assessores Carlos Henrique Boscardin Nauiack (Ensino Superior) e Gisele Miyoko Onuki (Relações Institucionais e Cooperação Internacional).

Fonte: Governo PR

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