Agro
Semana do Fazendeiro 2026 em Viçosa terá mais de 500 vagas em cursos do Sistema Faemg Senar para qualificação no agronegócio
A 96ª Semana do Fazendeiro, promovida pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), terá ampla participação do Sistema Faemg Senar em 2026, com uma programação robusta de capacitações voltadas ao fortalecimento do agronegócio mineiro.
Entre os dias 18 e 26 de julho de 2026, serão ofertados 53 cursos e oficinas, totalizando 547 vagas, destinadas a produtores rurais, trabalhadores do campo, estudantes e demais interessados em qualificação profissional e geração de renda.
Capacitação rural ganha novas oportunidades com foco em inovação e mercado
A programação do Sistema Faemg Senar em parceria com o Sindicato dos Produtores Rurais de Viçosa reúne cursos em diferentes áreas do conhecimento aplicado ao campo, com foco em inovação, gestão e agregação de valor à produção agropecuária.
Entre as novidades desta edição está a inclusão do curso de produção de cerveja artesanal, que será oferecido pela primeira vez no evento, acompanhando o crescimento do setor no Brasil.
De acordo com dados do Anuário da Cerveja 2026 (ano-base 2025), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o país conta com 1.954 cervejarias distribuídas em 794 municípios, além de expansão nas exportações, que alcançaram US$ 218,4 milhões.
Curso de cerveja artesanal estreia com duas turmas na programação
Atento às oportunidades do setor, o Sistema Faemg Senar incluirá o curso de produção de cerveja artesanal com 40 vagas.
As turmas serão divididas em duas modalidades:
- Produção de cervejas tipo Pilsen e Trigo (20 vagas)
- Produção de cervejas tipo IPA e Stout (20 vagas)
A iniciativa busca ampliar as possibilidades de diversificação de renda no meio rural e atender à crescente demanda por produtos artesanais de valor agregado.
Agroindústria, gestão e bem-estar também fazem parte da grade
Além da nova formação em cervejaria, a programação inclui cursos voltados à agroindústria e transformação de alimentos, como produção de queijos artesanais, iogurte grego, doce de leite, conservas, linguiças e salames.
Também serão ofertadas capacitações em áreas de gestão e desenvolvimento pessoal, incluindo inteligência emocional, saúde emocional, autocuidado e gestão de pessoas.
Outras formações contemplam ainda carpintaria em bambu, drones aplicados ao agronegócio e bem-estar no meio rural.
Cafeicultura e produtos típicos de Minas têm destaque regional
Na área da cafeicultura, forte na região das Matas de Minas, a programação inclui cursos de classificação, degustação, torra e preparo de café, além de formação de barista e receitas à base da bebida.
As atividades reforçam o potencial da cadeia produtiva do café como vetor de geração de renda e valorização da produção regional.
Degustações comentadas valorizam produtos da cultura mineira
As tradicionais degustações comentadas também integram a programação da Semana do Fazendeiro 2026.
Nesta edição, os participantes poderão participar de encontros com especialistas para aprofundar conhecimentos sobre cafés, cachaças e queijos, produtos que representam a identidade alimentar de Minas Gerais.
Inscrições e participação
As inscrições serão realizadas de forma online e presencial, conforme disponibilidade de vagas. Cada participante poderá se inscrever em até dez cursos, desde que não haja conflito de horários entre as atividades escolhidas.
Qualificação como estratégia para o desenvolvimento do agro mineiro
Com a ampliação da oferta de cursos, a Semana do Fazendeiro 2026 reforça seu papel como um dos principais eventos de capacitação rural do país, promovendo inovação, qualificação técnica e novas oportunidades de negócios para o agronegócio mineiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Exportações de carne bovina do Brasil crescem 32,8% na receita diária em junho de 2026 com alta de preços e embarques
As exportações brasileiras de carne bovina — fresca, refrigerada ou congelada — registraram forte crescimento na receita média diária até a terceira semana de junho de 2026. Na comparação com o mesmo período de 2025, o avanço foi de 32,8%, refletindo a combinação entre aumento de embarques e valorização do produto no mercado internacional.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o faturamento médio diário passou de US$ 65,665 milhões em junho de 2025 para US$ 87,208 milhões em junho de 2026, indicando um desempenho mais robusto da cadeia exportadora brasileira de proteína animal.
Receita acumulada acompanha ritmo positivo das vendas externas
No acumulado até a terceira semana de junho, as exportações brasileiras de carne bovina somaram US$ 1,220 bilhão. No mesmo mês de 2025, o faturamento total foi de US$ 1,313 bilhão, conforme metodologia da Secex que prioriza a média diária para comparação de desempenho entre períodos.
O resultado reforça a tendência de crescimento do setor, mesmo em um cenário global marcado por oscilações de demanda e ajustes de preços internacionais.
Embarques de carne bovina avançam 10,9% na média diária
O volume exportado também apresentou expansão no período analisado. A média diária de embarques de carne bovina alcançou 13,362 mil toneladas em junho de 2026, contra 12,052 mil toneladas por dia no mesmo mês do ano anterior, representando alta de 10,9%.
No total, os embarques chegaram a 187,080 mil toneladas até a terceira semana de junho deste ano, frente às 241,046 mil toneladas registradas em junho de 2025, considerando o fechamento completo do mês anterior como base comparativa da Secex.
O desempenho indica manutenção de ritmo consistente nas vendas externas, mesmo diante de ajustes na dinâmica global de consumo.
Preço médio da tonelada impulsiona resultado das exportações
A valorização da carne bovina brasileira no mercado internacional foi um dos principais fatores para o crescimento da receita.
O preço médio da tonelada exportada atingiu US$ 6.526,2 em junho de 2026, ante US$ 5.448,4 no mesmo período de 2025. O avanço de 19,8% reforça o ganho de competitividade e o posicionamento do Brasil como fornecedor relevante no comércio global de proteína animal.
A alta nos preços contribuiu diretamente para elevar o valor gerado por tonelada embarcada, ampliando a rentabilidade das exportações.
Receita diária tem maior crescimento entre os indicadores
Entre os principais dados avaliados pela Secex, a receita média diária foi o indicador com maior variação positiva no período, crescendo 32,8% na comparação anual.
O desempenho supera tanto o avanço do volume exportado (+10,9%) quanto a valorização média da tonelada (+19,8%), evidenciando o impacto combinado de preços mais altos e maior fluxo de embarques.
Setor mantém tendência de expansão nas exportações
Os dados da Secex indicam um cenário de crescimento consistente para a carne bovina brasileira no mercado externo em junho de 2026. A combinação entre maior demanda internacional, valorização do produto e aumento no volume exportado sustenta o desempenho positivo da receita do setor.
Com isso, o Brasil reforça sua posição como um dos principais players globais na exportação de proteína bovina, com ganhos relevantes tanto em volume quanto em valor comercializado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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