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Aeroporto de São José do Rio Preto recebe estrutura alfandegária temporária para jogos da Libertadores

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O Aeroporto de São José do Rio Preto, no interior paulista, terá status de aeroporto internacional entre 11 de agosto e 28 de novembro deste ano em razão das partidas da Copa Libertadores da América, organizadas pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). Com a medida, estabelecida por portaria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), foi montada uma estrutura alfandegária temporária para realização das fiscalizações exigidas para operações internacionais.

No caso do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) mobiliza auditores fiscais federais agropecuários lotados em Campinas para atuar em São José do Rio Preto nos dias de jogos. As duas cidades estão distantes cerca de 350 quilômetros.

Embora a portaria entre em vigor em agosto, a estrutura vem sendo utilizada desde abril, quando partidas da competição foram realizadas em Mirassol, município localizado a 15 quilômetros de São José do Rio Preto. Com a classificação da equipe local para as oitavas de final, novos voos internacionais devem ocorrer para o transporte das delegações. O próximo jogo está previsto para 13 de agosto, no estádio Maião. A Conmebol exige que as partidas sejam realizadas em cidades localizadas em um raio de até 150 quilômetros de um aeroporto internacional.

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As operações internacionais autorizadas pela Portaria nº 19.438, de 12 de junho, têm caráter excepcional e são permitidas exclusivamente para serviços aéreos não regulares destinados ao transporte das delegações.

Cabe ao Vigiagro inspecionar cargas e bagagens desses voos para verificar a entrada e a saída de produtos de origem vegetal e animal sujeitos a restrições sanitárias. Entre os itens cuja entrada no país é proibida ou controlada estão mudas de plantas, frutas, flores, sementes, presuntos e outros embutidos. A medida busca evitar a introdução de pragas e doenças que possam causar prejuízos à agropecuária brasileira.

Como exemplo da importância desse trabalho, em maio deste ano a equipe do Vigiagro no Aeroporto Internacional de Guarulhos interceptou cerca de uma tonelada de aspargos importados do Peru. Análises da Secretaria de Defesa Agropecuária confirmaram a presença da praga quarentenária Prodiplosis longifila, ausente no território brasileiro.

Nas operações realizadas em Rio Preto, as inspeções seguiram os procedimentos previstos nos protocolos do Vigiagro, incluindo a fiscalização de bagagens e o recolhimento de resíduos de bordo, quando presentes.

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Em uma das ações, os auditores identificaram uma bagagem contendo matéria orgânica durante inspeção por raio X. Após a verificação, constatou-se tratar de whey protein utilizado por atletas. Por se tratar de produto industrializado e autorizado, o item foi liberado.

No estado de São Paulo, o Vigiagro atua regularmente nos aeroportos de Guarulhos, Viracopos, em Campinas, e Catarina, em São Roque. As equipes também realizam atividades no Porto de Santos, nos portos secos e nos centros de distribuição dos Correios que operam com mercadorias de comércio exterior.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Proteína da soja ganha valor no mercado e reforça importância da qualidade na armazenagem de grãos no Brasil

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A soja começa a deixar de ser avaliada apenas pelo volume produzido e passa a ganhar atenção crescente por seus atributos de qualidade, como teor de proteína, óleo e aminoácidos. Esse movimento, já consolidado em mercados como Estados Unidos e Canadá, começa a avançar gradualmente no Brasil e pode alterar a forma como o grão é valorizado na cadeia produtiva.

A tendência reforça a importância da pós-colheita e da armazenagem adequada como fatores determinantes para a manutenção do valor industrial da soja, especialmente no segmento de nutrição animal.

Qualidade da soja ganha peso na indústria e pode influenciar remuneração do produtor

Pesquisas conduzidas por José Marcos Gontijo Mandarino, pesquisador da Embrapa Soja, indicam que atributos como proteína e óleo impactam diretamente o rendimento industrial do farelo de soja, um dos principais insumos utilizados na nutrição animal.

A Embrapa Suínos e Aves destaca que o farelo de soja pode representar entre 65% e 70% da proteína utilizada em formulações para aves e suínos, evidenciando sua relevância estratégica na cadeia de proteína animal.

Em países como Estados Unidos e Canadá, produtores já recebem bonificações por soja com maior teor de proteína, com variações que podem chegar a 15% conforme contratos específicos. No Brasil, esse modelo ainda não está consolidado, mas especialistas indicam tendência de valorização progressiva da qualidade do grão.

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Armazenagem adequada passa a ser fator estratégico na rentabilidade

Para o setor, a mudança de percepção sobre a soja também amplia o papel da armazenagem como etapa decisiva na preservação de atributos de qualidade.

Segundo o CEO da Provent Brasil, Elton Stadler, a armazenagem deixa de ser apenas uma etapa de conservação de volume e passa a ter impacto direto na estratégia econômica do produtor.

Ele destaca que, à medida que o mercado passa a considerar atributos como proteína e aminoácidos na formação de preços, a manutenção da qualidade do grão se torna um diferencial competitivo.

Estudo aponta perdas de qualidade em armazenamento inadequado

Um estudo da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal de Pelotas mostrou que silos sem controle adequado de ambiente podem gerar perdas significativas após seis meses de armazenagem.

Os principais impactos observados foram:

  • Aumento de 58,4% nos grãos ardidos
  • Crescimento de 14,5% nos grãos fermentados
  • Redução do teor de proteína
  • Maior perda de massa dos grãos

Os resultados reforçam a importância do controle de temperatura, umidade e ventilação na preservação da qualidade da soja armazenada.

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Tecnologia de exaustão ganha espaço em unidades armazenadoras

Nesse cenário, sistemas de exaustão contínua, como o Cycloar, têm sido adotados em unidades armazenadoras há mais de três décadas.

A tecnologia atua na redução do calor interno, da condensação e do excesso de umidade nos silos, fatores diretamente associados à deterioração da qualidade dos grãos ao longo do tempo.

Mudança de mercado pode impactar renda do produtor rural

A tendência de valorização de atributos intrínsecos da soja, como teor de proteína e qualidade do farelo, pode alterar gradualmente a dinâmica de remuneração no campo.

Especialistas apontam que produtores que investirem em boas práticas de pós-colheita e armazenagem tendem a estar mais bem posicionados em um cenário de maior exigência da indústria.

Segundo o setor, a preservação da qualidade após a colheita pode se tornar tão relevante quanto a produtividade na definição do resultado econômico da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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