Agro
TIP na pecuária ganha força na estiagem e aumenta eficiência produtiva no sistema a pasto
Estiagem pressiona pecuária e exige estratégias mais eficientes de terminação
O período de estiagem segue como um dos maiores desafios para a pecuária de corte no Brasil. A redução na disponibilidade e qualidade das pastagens compromete o ganho de peso dos animais e impacta diretamente a rentabilidade das propriedades rurais.
Diante desse cenário, a Terminação Intensiva a Pasto (TIP) vem ganhando protagonismo entre os pecuaristas como uma alternativa mais eficiente e equilibrada em relação ao semiconfinamento tradicional durante a estação seca.
TIP aumenta suplementação e reduz dependência do pasto
De acordo com o zootecnista e diretor técnico industrial da Connan, Bruno Marson, a principal diferença entre os sistemas está no nível de suplementação adotado.
No semiconfinamento tradicional, a suplementação na fase de terminação varia entre 0,8% e 1,2% do peso vivo dos animais. Já na TIP, especialmente no período seco, esse nível pode chegar a até 2% do peso vivo, reduzindo a dependência direta das pastagens.
Segundo o especialista, esse modelo permite maior previsibilidade produtiva e melhor desempenho mesmo em condições climáticas adversas.
“A suplementação estratégica é o grande diferencial da TIP. O sistema permite maior lotação e ganhos elevados de carcaça, entre 0,900 kg e 1,200 kg por animal ao dia”, explica Marson.
Semiconfinamento perde eficiência na seca, aponta especialista
Para Marson, o semiconfinamento apresenta melhores resultados durante o período das águas, quando há maior oferta de pasto de qualidade.
No entanto, na estiagem, a dependência das forragens naturais aumenta os custos e reduz a eficiência produtiva.
“O semiconfinamento é uma boa estratégia no período chuvoso. Já na seca, a TIP se mostra mais eficiente, pois o pasto passa a ser usado como fonte de fibra, enquanto os demais nutrientes são fornecidos no cocho”, destaca.
Maior lotação melhora uso da área e reduz custos fixos
Um dos principais diferenciais da TIP está na intensificação do uso da área. O sistema permite trabalhar com lotação entre 6 e 8 unidades animais por hectare (UA/ha), ampliando a eficiência produtiva da propriedade.
Além disso, a concentração de animais em terminação libera áreas para outras categorias do rebanho, favorecendo o manejo das pastagens e contribuindo para a sustentabilidade do sistema produtivo ao longo do ciclo.
Intensificação a pasto reforça sustentabilidade na pecuária
Segundo o especialista, a TIP também contribui para a sustentabilidade da atividade pecuária ao promover melhor manejo do solo e das forrageiras.
Esse modelo favorece maior retenção de água no solo, reduz a degradação das pastagens e melhora a eficiência biológica do sistema, fatores cada vez mais importantes diante da maior frequência de períodos secos.
Eficiência e controle de custos são determinantes na estiagem
Para Bruno Marson, a adoção de estratégias mais intensivas durante a seca é fundamental para garantir competitividade na pecuária de corte.
“Durante a estiagem, a eficiência operacional, o ganho de peso consistente e o controle de custos são determinantes para a rentabilidade da fazenda. Nesse cenário, a TIP se destaca como uma das melhores alternativas de terminação a pasto”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Beef Hour das Raças na Feicorte 2026 reunirá 16 tipos de proteína e reforça integração da cadeia da carne no Brasil
A Beef Hour das Raças será um dos principais destaques da Feicorte 2026 – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, que acontece de 23 a 26 de junho, no Recinto de Exposições Jacob Tosello, em Presidente Prudente (SP). A ação reforça a integração da cadeia produtiva da carne ao reunir genética, tecnologia e experiência sensorial em um mesmo ambiente.
Nesta edição, a atração amplia sua proposta e passa de 14 para 16 variedades de proteínas, consolidando-se como uma das maiores experiências gastronômicas e técnicas do setor pecuário brasileiro.
Degustação reúne 16 variedades e evidencia diversidade da proteína animal
A iniciativa será realizada em parceria com associações nacionais de criadores e produtores de todo o país, destacando a diversidade e a evolução da pecuária brasileira.
O cardápio contará com carnes de:
- Nelore
- Tabapuã
- Brahman
- Sindi
- Gir
- Guzerá
- Brangus
- Senepol
- Angus
- Bonsmara
- Montana
- Wagyu
- Caracu
- Texas Longhorn
Além dessas raças bovinas, a edição de 2026 traz duas novidades: carne de búfalo e cordeiro da raça Suffolk, ampliando o leque de proteínas apresentadas ao público.
Experiência conecta consumidor à cadeia produtiva da carne
Segundo a CEO da Verum, empresa organizadora da Feicorte, Carla Tuccilio, a Beef Hour das Raças reforça a conexão entre o campo e o consumidor final, evidenciando o valor agregado da cadeia produtiva da carne.
A proposta é mostrar, de forma prática, como o avanço genético, a nutrição e a gestão de produção impactam diretamente na qualidade da proteína que chega ao mercado.
Zebu e cruzamentos industriais reforçam eficiência produtiva
A presença expressiva das raças zebuínas na programação, em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), reforça o papel dessas genéticas na pecuária tropical.
Para o coordenador da ação pela ABCZ e presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Gir (Assogir), Jorge Sab, o Zebu é estratégico para atender à crescente demanda global por carne de forma eficiente e sustentável.
Segundo ele, a Beef Hour contribui para aproximar o consumidor da pecuária moderna e destacar o potencial de cortes especiais produzidos a partir dessas raças.
Raças europeias e adaptadas ampliam eficiência e qualidade da carne
A participação de raças como Angus e Senepol reforça o avanço dos cruzamentos industriais no Brasil, voltados à eficiência produtiva e qualidade de carne.
De acordo com a Associação Brasileira de Angus, iniciativas como a Beef Hour ajudam a consolidar a raça como referência em programas de carne premium no país.
Já a Associação Brasileira dos Criadores de Senepol destaca a importância da adaptação ao clima tropical, com desempenho produtivo aliado à maciez e qualidade da carne.
A ABCB Bonsmara também ressalta o equilíbrio da raça entre desempenho, adaptação e qualidade de carcaça, com foco em eficiência econômica e produtividade em diferentes sistemas de produção.
Búfalo e cordeiro Suffolk estreiam na experiência gastronômica
Uma das principais novidades da Feicorte 2026 será a entrada da carne de búfalo na Beef Hour das Raças, marcando a participação da bubalinocultura no evento.
Segundo a Associação Brasileira de Criadores de Búfalos, a carne de búfalo vem ganhando espaço por seu alto teor proteico e características nutricionais diferenciadas, atendendo a um mercado em expansão.
Também estreia a carne de cordeiro da raça Suffolk, representando a ovinocultura de corte. A raça se destaca pela precocidade, acabamento de carcaça e maciez da carne, sendo referência na produção de cortes premium.
Feicorte reforça integração entre genética, produção e consumo
A Beef Hour das Raças consolida a Feicorte 2026 como um dos principais eventos da cadeia da carne na América Latina, ao integrar genética animal, tecnologia, produção e consumo em uma experiência única.
A ação reforça o protagonismo da pecuária brasileira na oferta de proteínas de alta qualidade e na evolução contínua dos sistemas produtivos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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