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Mais de 300 mil estudantes da rede estadual se cadastram na Carteira de Trabalho Digital

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O programa coordenado pela Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) com o objetivo de aproximar ensino e mercado de trabalho foi um êxito. No período de 30 de março a 12 de junho deste ano mais de 300 mil estudantes realizaram cadastro na Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital) e na plataforma Emprega Brasil, por meio do Conexão Empregabilidade.

O objetivo do programa é proporcionar a esses estudantes oportunidades de desenvolvimento profissional, estimulando seu envolvimento com o mundo do trabalho, facilitando sua inserção no mercado formal, fomentando a oferta de vagas de estágio remunerado e programas de aprendizagem profissional, como o Jovem Aprendiz, e políticas públicas voltadas à empregabilidade.

“Nós implantamos um programa pioneiro no Brasil, integrando o registro laboral às escolas”, comemora o governador Carlos Massa Ratinho Júnior. “Em 60 dias, nós fizemos 300 mil carteiras de trabalho. Isso se reflete em impacto positivo no mercado de trabalho, além de ajudar a criar oportunidades para os nossos alunos”, completa.

A ação nasceu a partir do termo de cooperação técnica firmado entre a Seed-PR, a Secretaria do Trabalho, Qualificação e Renda do Paraná (SETR) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e é voltado para jovens a partir de 14 anos que estejam regularmente matriculados ou sejam egressos da rede, em especial aqueles de cursos técnicos e formações profissionalizantes.

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Para o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, o programa ajuda a preparar os alunos da rede para a vida profissional. “No Paraná, nós trabalhamos sempre pensando no futuro do estudante”, explica. “O programa funciona como uma ponte entre a etapa escolar e o desempenho de cidadania, já que a atuação no mercado de trabalho é parte importantíssima desse processo”, conclui.

AUTONOMIA E APRENDIZADO – Por auxiliar na inserção no mercado de trabalho, o programa acaba proporcionando aos estudantes a possibilidade de desenvolverem valores como responsabilidade e respeito, além de estimular a independência financeira.

“É muito bom ter essa autonomia”, destaca Carolina Dobrowolski Gerard, 17 anos, que está na 3ª série do Ensino Médio e desde o ano passado trabalha em um supermercado. “Mas melhor ainda é saber que estou no caminho certo, que vou me formar já preparada para o mercado de trabalho”, reflete.

Já o estudante Eric Eduardo Fernandes Teixeira, 16 anos, enxerga na experiência uma oportunidade de aprendizado constante. “Tem sido tudo muito proveitoso, porque já aprendi muita coisa, como lidar com questões financeiras e de gestão de pessoas, além de ter aprendido a me comunicar melhor”, conta ele, empregado há cerca de 3 meses. “Espero poder transmitir o que tenho aprendido, para motivar outros jovens a seguirem o mesmo caminho e ajudarem a dar um futuro melhor ao país”, conclui Eric.

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SOBRE O CADASTRO – A ação de cadastro foi realizada em escolas da rede estadual, com acompanhamento pedagógico, e todo o apoio das equipes gestoras à orientação de alunos e responsáveis. O cadastro tem como objetivo garantir que os estudantes tenham o aplicativo da Carteira de Trabalho Digital instalado e a conta Gov.br validada. Dessa forma, por meio da Plataforma Emprega Brasil, os alunos podem ser visualizados pelo Sistema Nacional de Empregos (SINE) e candidatar-se gratuitamente a vagas de emprego e cursos de qualificação.

A CTPS Digital é documento único que substitui o modelo físico da Carteira de Trabalho, e é essencial para a participação em processos formais de contratação, registro de vínculos trabalhistas e acesso a programas de aprendizagem profissional.

A iniciativa integra as políticas públicas estaduais voltadas à empregabilidade, sem substituição das atividades pedagógicas regulares.

Fonte: Governo PR

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MPPR expede recomendação administrativa para conter atropelamento de animais silvestres em rodovias de Londrina e cobra medidas do Município e do DER-PR

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 20ª Promotoria de Justiça de Londrina, no Norte Central do estado, emitiu recomendação administrativa cobrando ações efetivas para cessar a mortandade de animais silvestres nas rodovias LA-003, conhecida como Mábio Gonçalves Palhano, e PR-538. Os trechos afetados margeiam o Parque Estadual Mata dos Godoy. O documento foi direcionado ao Município de Londrina, ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e ao Instituto Água e Terra (IAT).

A medida é desdobramento de procedimento administrativo instaurado em 2022 pela Promotoria de Justiça. Um levantamento técnico apontou que, entre março de 2018 e janeiro de 2019, foram registrados 337 animais atropelados de 57 espécies diferentes naquelas vias e em outras rodovias da região. O estudo identificou seis pontos críticos de atropelamento, com medidas mitigatórias validadas pelo IAT.

Biodiversidade – A área é reconhecida pelo Ministério do Meio Ambiente como prioritária para a conservação da biodiversidade e abriga espécies ameaçadas de extinção. Entre os animais em risco, estão a anta, classificada como criticamente em perigo no estado do Paraná, e a onça-parda, classificada como vulnerável. Levantamentos recentes confirmaram a letalidade contínua nos trechos, com 18 animais atropelados entre novembro e dezembro de 2025, além da constatação de desgaste na sinalização existente em vistoria realizada em março de 2026.

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Além do dano ambiental, os atropelamentos representam risco à segurança dos motoristas. Dados do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual registraram 258 acidentes por atropelamento de animais em 2019 e 283 ocorrências em 2020, resultando em vítimas fatais e feridas.

Medidas – Entre as solicitações feitas ao Município de Londrina, estão o reforço da sinalização, a implantação de mecanismos permanentes de redução de velocidade e a elaboração de projeto executivo para a construção de passagem segura de fauna sobre o Ribeirão Três Bocas. Ao DER-PR, foi recomendada a redução da velocidade máxima de 60 km/h para 40 km/h nos trechos que cruzam o núcleo do parque, a instalação de radares fixos eletrônicos e a implantação de passagens de fauna e cercas direcionadoras. Por sua vez, o IAT deverá fiscalizar o cumprimento das medidas e analisar os projetos apresentados em até 30 dias.

Os destinatários têm 30 dias para responder por escrito sobre o acatamento da recomendação e devem apresentar cronogramas que prevejam a conclusão das obras em prazo não superior a 12 meses. O descumprimento poderá levar à adoção de medidas judiciais, com responsabilização civil por dano ambiental.

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Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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