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Brasil

MMA e MDA instituem Programa Nacional de Manejo Florestal Comunitário e Familiar

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Os ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) assinaram, nesta terça-feira (16/6), portaria conjunta que institui o Programa Nacional de Manejo Florestal Comunitário e Familiar (PMFC). A medida marca a retomada da política pública voltada ao fortalecimento do manejo sustentável realizado por comunidades tradicionais, agricultores familiares e populações extrativistas, consolidando uma estratégia nacional para geração de renda, conservação biodiversidade e valorização das florestas. 

A assinatura do ato normativo foi realizada pelo ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e pela ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, em cerimônia que reuniu representantes de organizações comunitárias, parceiros institucionais e beneficiários da iniciativa. 

Na oportunidade, Capobianco destacou a capacidade do manejo florestal em conciliar conservação ambiental e desenvolvimento econômico. “Estamos promovendo uma mudança de paradigma. Quando conseguimos transformar os ativos da biodiversidade, associados à nossa diversidade cultural, em oportunidades de produção, inclusão social e valorização dos territórios, estamos mudando a história”, afirmou. 

A ministra Fernanda Machiaveli ressaltou os objetivos do Programa. “Queremos fortalecer o manejo florestal comunitário e familiar, ampliando empreendimentos capazes de gerar renda e, ao mesmo tempo, conservar as florestas. A iniciativa também reconhece o trabalho que comunidades já desenvolvem, com ou sem apoio do Estado, para garantir renda por meio do manejo sustentável dos recursos florestais e da prestação de serviços ambientais”. 

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Estratégia nacional 

O manejo florestal comunitário e familiar de uso múltiplo é reconhecido como uma das principais estratégias para a conservação da biodiversidade brasileira, ao combinar o uso sustentável dos recursos naturais com a geração de renda, serviços ambientais e desenvolvimento local. A criação do programa atende a uma demanda histórica apresentada por organizações da sociedade civil. 

A partir da implementação do PMFC, o Governo do Brasil estabelece uma estrutura de governança dedicada a integrar esses esforços, potencializar investimentos e coordenar ações em torno de objetivos comuns, metas compartilhadas e mecanismos de monitoramento de resultados. 

Entre as prioridades previstas na implementação do programa estão o fortalecimento da assistência técnica especializada, a ampliação do acesso a instrumentos financeiros adequados aos empreendimentos comunitários, o desenvolvimento de sistemas de monitoramento e rastreabilidade, a formação continuada de lideranças e a consolidação de uma estratégia nacional de cooperação entre União, estados, municípios, comunidades tradicionais, agricultura familiar e sociedade civil. 

Para a secretária de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, Rita Mesquita, o programa representa um passo importante para consolidar uma agenda permanente de desenvolvimento sustentável baseada na floresta em pé. “O programa não nasce para criar uma nova política isolada, mas para conectar e dar direção estratégica aos investimentos já existentes, transformando iniciativas dispersas em uma agenda nacional permanente de sociobioeconomia, conservação florestal e geração de renda para os povos da floresta”, afirmou. 

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Uma das representantes da Reserva Extrativista (Resex) Verde para Sempre destacou a importância da iniciativa para fortalecer os empreendimentos comunitários e ampliar as oportunidades de geração de renda nos territórios. “O programa traz segurança para mulheres, homens e jovens que já realizam o manejo sustentável da floresta e precisam de apoio para fortalecer seus empreendimentos, ampliar a capacitação, acessar recursos e valorizar os serviços ambientais gerados pela conservação dos territórios”, afirmou. 

Com a instituição do Programa Nacional de Manejo Florestal Comunitário e Familiar, o governo federal reforça sua estratégia de promoção da sociobioeconomia, valorização dos povos e comunidades tradicionais e fortalecimento de atividades produtivas capazes de gerar renda e conservar as florestas brasileiras. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA

(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Prazo para participação nas entrevistas do Seguro-Defeso termina em 30 de junho

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informa aos pescadores artesanais, requerentes do Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal, conhecido como Seguro-Defeso, que o prazo para participação nas entrevistas presenciais relacionadas à coleta complementar de informações ao benefício encerra-se em 30 de junho de 2026. As entrevistas são importantes para a habilitação ao benefício. A ação ocorre em 132 municípios do Pará, Amazonas, Bahia, Maranhão e Piauí, estados que concentram o maior número de pescadores.

A coleta complementar de informações constitui uma etapa do processo de análise do benefício e tem por finalidade confirmar a elegibilidade do requerente e a veracidade das informações prestadas no momento da solicitação. O atendimento é realizado presencialmente por agentes capacitados, que aplicam entrevistas e questionários, além de prestarem orientações sobre o benefício.

Os pescadores artesanais convocados para essa etapa devem comparecer ao local indicado dentro do prazo estabelecido. Nos termos da regulamentação vigente, a ausência na coleta complementar de informações poderá resultar na suspensão da análise e na não habilitação ao benefício.

As localidades e os horários de atendimento estão disponíveis neste link.

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O MTE orienta os pescadores artesanais que receberam, no Portal Emprega Brasil ou no aplicativo Carteira de Trabalho Digital, a notificação “Aguardando fase presencial obrigatória e/ou confirmação do pescador na CTPS/Portal” e que ainda não participaram da entrevista a procurarem os pontos de atendimento o quanto antes, observando o prazo final de 30 de junho de 2026.

Mais de 666 mil atendimentos realizados

Entre 24 de novembro de 2025 e 13 de junho de 2026, foram realizados 666.730 atendimentos a pescadores artesanais nos cinco estados contemplados pela ação.

• Pará: 264.455 atendimentos realizados, correspondentes a 99,9% dos 264.455 requerimentos registrados nos 22 municípios atendidos, com atuação presencial de 137 agentes.
• Maranhão: 148.687 atendimentos realizados, equivalentes a 90,3% dos 164.681 requerimentos registrados nos 26 municípios atendidos, com atuação presencial de 128 agentes.
• Bahia: 111.194 atendimentos realizados, correspondentes a 100,6% dos 110.534 requerimentos registrados nos 35 municípios atendidos, com atuação presencial de 98 agentes.
• Amazonas: 98.367 atendimentos realizados, equivalentes a 107,0% dos 91.918 requerimentos registrados nos 33 municípios atendidos, com atuação presencial de 96 agentes.
• Piauí: 44.309 atendimentos realizados, correspondentes a 104,4% dos 42.433 requerimentos registrados nos 16 municípios atendidos, com atuação presencial de 30 agentes.

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A iniciativa é executada pelo MTE em parceria com a Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), com o objetivo de fortalecer os mecanismos de verificação da elegibilidade ao benefício e garantir maior segurança na concessão do Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal.

ASCOM

Ministério do Trabalho e Emprego.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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