Brasil
MCTI e CNPq abrem chamada de R$ 300 milhões para pesquisas em todas as áreas do conhecimento
A ciência que ajuda a melhorar a vida da população nasce, muitas vezes, de uma pergunta feita dentro de uma universidade, de um instituto de pesquisa ou de um laboratório público. É esse caminho — da ideia ao conhecimento, da investigação à solução — que a Chamada Universal 2026 busca fortalecer em todo o país. Com R$ 300 milhões em investimentos, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) vão apoiar projetos de pesquisa em todas as áreas do conhecimento, com inscrições abertas até 3 de agosto.
A iniciativa tem como objetivo financiar estudos que contribuam para o desenvolvimento científico, tecnológico e para a inovação no Brasil. As propostas podem abordar diferentes temas, da saúde à educação, da agricultura à transição energética, da biodiversidade às tecnologias digitais, desde que apresentem relevância científica e potencial de impacto para o país.
Esta será a terceira edição da Chamada Universal lançada nos últimos quatro anos. As anteriores foram publicadas em 2023 e 2024. A realização de três edições em um intervalo de quatro anos não ocorria desde 2014, o que marca a retomada de uma das ações mais aguardadas pela comunidade científica brasileira.
Do total previsto, R$ 200 milhões serão aportados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), gerido pelo MCTI. Outros R$ 100 milhões virão do orçamento próprio do CNPq. Pelo menos 30% dos recursos serão destinados a projetos cuja instituição de execução esteja sediada nas regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste.
Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a Chamada Universal reafirma o compromisso do governo federal com a reconstrução da capacidade científica do país e com a valorização de pesquisadores em todas as regiões.
“Quando o Brasil investe em ciência, está investindo em soberania, em desenvolvimento e em soluções concretas para melhorar a vida do nosso povo. A Chamada Universal cumpre esse papel: abre oportunidades para pesquisadores em diferentes momentos da carreira, fortalece instituições em todas as regiões e transforma conhecimento em futuro para o país”, afirma Luciana Santos.
A chamada foi estruturada em três faixas, de acordo com o perfil do pesquisador responsável, o tipo de vínculo com a instituição executora e a composição da equipe. O modelo permite contemplar tanto cientistas em início de trajetória após o doutorado quanto grupos liderados por pesquisadores consolidados.
Na Faixa A, serão apoiados grupos liderados por pesquisadores com doutorado recente, concluído a partir de janeiro de 2016, e sem vínculo empregatício estatutário ou celetista com a instituição executora. Essa modalidade contará com R$ 75 milhões do FNDCT. Cada proposta poderá solicitar até R$ 243.520,00, conforme a composição do orçamento e a inclusão de bolsa de pós-doutorado para o coordenador.
A Faixa B também é destinada a grupos liderados por doutores recentes, mas com vínculo estatutário ou celetista com a instituição responsável pelo projeto. O investimento previsto é de R$ 125 milhões, com recursos do FNDCT. Nessa categoria, cada proposta poderá solicitar até R$ 200 mil para despesas de custeio, capital e até uma bolsa de Iniciação Científica, Iniciação Tecnológica e Industrial ou Apoio Técnico.
Já a Faixa C contemplará grupos liderados por pesquisadores consolidados, com doutorado concluído até dezembro de 2015 e vínculo estatutário ou celetista com a instituição executora. A modalidade terá R$ 100 milhões do orçamento do CNPq. Cada projeto poderá receber até R$ 250 mil e deverá reunir, no mínimo, cinco doutores de ao menos duas Instituições de Ciência e Tecnologia nacionais distintas.
O presidente do CNPq, Olival Freire Jr., destaca que a nova edição da Chamada Universal resulta de um esforço de planejamento e mobilização institucional. “A realização de três edições da chamada Universal em um quadriênio é um fato notável, resultado de um grande esforço técnico e político do CNPq”, afirma. Segundo ele, é importante “alavancar recursos para manter e até mesmo ampliar essa frequência”, explicou.
Além do apoio direto aos projetos, o edital também busca fortalecer a formação de novos talentos. Todas as faixas permitem a inclusão de até uma bolsa de Iniciação Científica, Iniciação Tecnológica e Industrial ou Apoio Técnico. Na Faixa A, o coordenador poderá solicitar, exclusivamente para si, uma bolsa de Pós-Doutorado Júnior ou de Pós-Doutorado Sênior, conforme o tempo de conclusão do doutorado.
As propostas deverão ser submetidas exclusivamente pela internet, por meio do Formulário de Propostas online disponível na Plataforma Integrada Carlos Chagas. O prazo termina às 23h59 do dia 3 de agosto, no horário de Brasília. Os resultados preliminares estão previstos para 3 de novembro. O prazo final para recursos será 13 de novembro, e a divulgação da decisão final está marcada para 4 de dezembro.
Entre os critérios de julgamento estão originalidade e relevância da proposta, adequação do orçamento, coerência do cronograma, capacidade da equipe, histórico do proponente, parcerias institucionais e plano de popularização da ciência. O edital prevê que os projetos apresentem ações de divulgação científica em linguagem simples, com foco em públicos não especializados.
Brasil
Força Nacional inicia 7º Curso de Operações de Choque para profissionais de segurança pública
Brasília, 22/6/2026 – A Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), em parceria com a Diretoria de Ensino e Pesquisa (DEP) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), iniciou nesta segunda-feira (22) o 7º Curso de Operações de Choque – Nível Multiplicador (7º COPC). A capacitação reúne 27 profissionais de segurança pública de 14 unidades da Federação, que atuarão como multiplicadores da doutrina operacional da Força Nacional em seus estados de origem.
O processo seletivo contou com 37 candidatos, submetidos a avaliações físicas realizadas entre 15 e 17 de junho. Ao final, 27 profissionais foram considerados aptos a ingressar na capacitação.
A formação é realizada no Batalhão Escola de Pronto Emprego (Bepe), em Brasília, e tem como objetivo padronizar procedimentos, difundir conhecimentos especializados e fortalecer a atuação integrada das forças de segurança pública em operações de choque.
O curso é baseado nos princípios da legalidade, proporcionalidade, uso diferenciado da força, preservação da vida e respeito aos direitos humanos.
Para o coordenador do curso, capitão Odirley José Pereira dos Anjos, a formação fortalece a integração entre as instituições de segurança pública e amplia a disseminação da doutrina da Força Nacional.
“Ao retornarem aos seus estados, os participantes tornam-se multiplicadores da doutrina da Força Nacional, contribuindo para uma atuação mais técnica, padronizada e alinhada aos princípios da legalidade, da proporcionalidade e da preservação da vida”, afirma.
Formação teórica e prática
A programação contempla 27 disciplinas presenciais e uma disciplina a distância, com conteúdos que incluem Direitos Humanos, Técnicas e Táticas Policiais, Atendimento Pré-Hospitalar Tático, Controle de Distúrbios Civis, Tecnologias de Menor Potencial Ofensivo, atuação em estabelecimentos prisionais, policiamento de choque em eventos, reintegração de posse urbana e rural, inteligência policial e planejamento de operações de choque.
Com carga horária de 460 horas-aula — sendo 400 presenciais e 60 em ambiente virtual —, o curso será realizado ao longo de 52 dias.
Além da formação teórica, os participantes participarão de exercícios simulados que reproduzem situações reais de emprego operacional, permitindo a aplicação prática de técnicas de planejamento, coordenação e uso diferenciado da força em ambientes controlados.
Os alunos também realizarão visitas técnicas aos batalhões de choque de Belo Horizonte e São Paulo, promovendo intercâmbio de experiências, contato com diferentes modelos de gestão e conhecimento de tecnologias empregadas em operações especializadas.
Ao final da capacitação, os participantes estarão habilitados a disseminar os conhecimentos adquiridos em suas instituições de origem, fortalecendo a integração entre as forças de segurança pública e contribuindo para o aperfeiçoamento das ações de preservação da ordem pública em todo o País.
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