Brasil
Brasil destaca integração elétrica regional como caminho para fortalecer segurança energética na América Latina e no Caribe
O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, nos dias 17 e 18 de junho, do Diálogo Regional sobre Integração Energética, Interconexão Elétrica e Convergência Regulatória e da VIII Reunião Ministerial de Energia da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), em Montevidéu, no Uruguai.
Um dos principais temas debatidos foi o Plano Indicativo Regional de Interconexão Elétrica, com horizonte até 2040. O estudo identifica corredores estratégicos e projetos considerados prioritários para orientar o planejamento, os investimentos e a cooperação entre os países da região. De acordo com a Organização Latino-Americana e Caribenha de Energia (OLACDE), o plano prevê 16 projetos de infraestrutura, com investimentos estimados em US$ 3,5 bilhões até 2040 e potencial para alcançar cerca de 5.000 MW de capacidade ótima de interconexão regional.
O encontro, realizado no âmbito da Presidência Pro Tempore do Uruguai na CELAC, foi organizado em conjunto com a OLACDE, com apoio da União Europeia, por meio do programa Euroclima e teve implementação da GIZ.
Representando o MME, o diretor do Departamento de Planejamento e Outorgas de Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica e Interligações Internacionais, Guilherme Zanetti, destacou que a integração elétrica regional na América Latina e no Caribe é uma oportunidade para aumentar a eficiência energética, reduzir custos e reforçar a segurança do suprimento, devendo ocorrer de forma gradual, flexível e com respeito à soberania dos países, por meio de cooperação regulatória, preservando a diversidade dos marcos regulatórios nacionais.
“Quanto maior a disponibilidade de recursos energéticos para o operador, maior tende a ser a eficiência operacional, o que pode contribuir para a redução de custos ao consumidor. Nesse contexto, dois pilares essenciais são o respeito à soberania e a segurança energética, de modo que qualquer avanço deve preservar a autonomia decisória dos Estados e garantir sua capacidade de assegurar o abastecimento de suas populações”, afirmou Zanetti.
As discussões também destacaram ganhos econômicos e operacionais decorrentes do intercâmbio de energia, como o melhor aproveitamento das fontes renováveis, a redução da necessidade de investimentos em geração de reserva e o aumento da resiliência dos sistemas elétricos diante de eventos climáticos extremos e outras situações de risco.
Para o Brasil, essa agenda está alinhada à experiência acumulada na operação de um sistema elétrico de dimensões continentais, marcado pela complementaridade entre diferentes fontes e regiões. A convivência entre a sazonalidade da geração hidrelétrica e a variabilidade das fontes solar e eólica demonstra a importância do planejamento integrado e da coordenação operacional para garantir eficiência e segurança no suprimento.
Os participantes discutiram ainda alternativas para ampliar a compatibilidade entre os sistemas elétricos e aprofundar a convergência regulatória, incluindo a possibilidade de criação de um instrumento regional voltado à integração energética. O debate abordou aspectos institucionais, regulatórios, comerciais e operacionais necessários para viabilizar intercâmbios mais estruturados entre os países.
O Brasil manifestou apoio à continuidade do diálogo regional e ao uso dos estudos técnicos como subsídio para decisões nacionais, acordos bilaterais e iniciativas de cooperação. O país reiterou que eventuais avanços deverão respeitar os marcos legais internos, os processos decisórios nacionais e os requisitos de segurança energética.
O encontro reuniu ministros, autoridades governamentais, representantes de organismos internacionais, instituições financeiras e parceiros de cooperação. Ao final, os participantes reforçaram a importância da colaboração entre os países da América Latina e do Caribe para construir sistemas energéticos mais integrados, resilientes e sustentáveis, capazes de apoiar a transição energética com segurança e custos acessíveis para os consumidores.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Brasil
População de Bocaiúva (MG) é atendida por carreta de oftalmologia do Ministério da Saúde; veja como funciona
Pacientes do SUS que aguardam serviços especializados em oftalmologia em Bocaiúva (MG) e região estão sendo atendidos por carretas do Ministério da Saúde. Estruturada com equipamentos, insumos e equipe multiprofissional, a unidade oferece serviços para o diagnóstico precoce de doenças oculares e para realização de cirurgias de cataratas.
Os serviços fazem parte do programa Agora Tem Especialistas, criado pela Lei nº 15.233/2025, e oferecem consultas, procedimentos, exames e demais ações em atenção especializada à saúde.
A unidade móvel de saúde de Bocaiúva oferta consultas, avaliações oftalmológicas, ultrassonografias oculares e cirurgias de catarata para pacientes do SUS da cidade e de outros quatro municípios: Engenheiro Navarro, Francisco Drumont, Guaraciama, Olhos D’Água. Em funcionamento de segunda a sexta, a carreta pode realizar até 120 consultas e 80 cirurgias de catarata por dia.
O secretário de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Fabiano Geraldo Pimenta, visitou a carreta nesta sexta-feira (11) e falou da adesão da população e da perspectiva de que, ao final do período de estadia dessa carreta, as filas de oftalmologia, especialmente para cirurgias de catarata e para exames de maior complexidade, estejam resolvidas.
“Neste momento, os profissionais estão atuando nas consultas especializadas, que vão direcionar os pacientes que têm necessidade de realizar cirurgias. As cirurgias vão começar no dia 21 de setembro, mas, desde a terça-feira da semana passada, as consultas já estão sendo realizadas e muito bem aceitas pela população”, pontuou.
Mais acesso à saúde
Cinquenta municípios já foram atendidos no estado pelas carretas do Ministério da Saúde, ofertando serviços especializados em saúde da mulher, exames de imagem e oftalmologia. Ao todo, 27,5 mil pessoas foram atendidas e mais de 64 mil procedimentos foram realizados.
Para ser atendido
As carretas atendem exclusivamente pacientes que foram pré-agendados e encaminhados para a unidade pela secretaria municipal de saúde. Pessoas que já aguardam os exames pelo SUS podem solicitar encaminhamento indo até uma Unidade Básica de Saúde da cidade.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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