Paraná
Com recursos do Fecap, Guaratuba inicia obra de prevenção a inundações
A Defesa Civil Estadual e a prefeitura de Guaratuba assinaram quinta-feira (11) Ordem de Serviço para início da obra de microdrenagem e macrodrenagem no bairro Coroados, uma das regiões afetadas em períodos de chuva intensa. Os alagamentos e inundações registrados no local nos últimos dez anos afetaram 6.400 pessoas e atingiram 1.241 residências. O repasse do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) no valor de R$ 8,1 milhões vai custear a execução com início previsto em 15 dias e duração de oito meses.
De acordo com o coronel Ivan Fernandes, coordenador executivo da Defesa Civil Estadual, a aprovação do repasse se deu tão logo o município enviou o projeto para o Estado. “Desde o ano passado, o Fecap passou a destinar valores para os municípios executarem obras preventivas e Guaratuba saiu na frente. Depois de todo o processo licitatório, a empresa vencedora pode começar o trabalho nesse local para resolver os contratempos com inundações e alagamentos”, completa.
Segundo o prefeito Maurício Lense, essa intervenção é a principal demanda do município, melhorando o escoamento das águas pluviais em períodos de chuva intensa e maré alta, além de contribuir para a conservação das vias públicas. “Aqui no bairro qualquer chuva mais forte causa um estrago, a população fica sempre apreensiva. Com a proximidade do El Niño essa obra veio no momento exato, será de grande importância na prevenção”, comemora.
O município foi o primeiro do Estado a receber recursos destinados a obras de resiliência e prevenção de desastres. Serão executadas melhorias no escoamento subsuperficial das águas pluviais. Entre as intervenções previstas estão as obras de drenagem nas avenidas Foz do Iguaçu (860 metros) e Rio Grande do Sul (1.062 metros), que receberão galerias pré-moldadas de concreto armado, com redes interligadas por bueiros celulares de concreto.
Já na macrodrenagem, será feito o desassoreamento de trechos do Rio Bacamarte e do Rio da Praia. O projeto prevê a dragagem de 1.187 metros de extensão dos rios, com a retirada de aproximadamente 3.728 m³ de sedimentos.
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PREPARAÇÃO E MITIGAÇÃO – Desde março, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) intensificou a atuação voltada à preparação e mitigação de desastres naturais por meio dos 10 Núcleos de Atuação Regional (NAR). Sob a coordenação da Cedec já foram realizados dois simulados em áreas de risco em Morretes e Antonina, no Litoral. A Defesa Civil promove encontros com os coordenadores regionais e prefeitos para fortalecer ações de prevenção e mitigação frente aos possíveis impactos do El Niño no Paraná.
Entre as iniciativas prioritárias estão o desassoreamento de rios e córregos, atualização do Plano de Contingência com o mapeamento das áreas de risco, da população vulnerável e do cadastro dos abrigos. A criação de fundos municipais de Defesa Civil para a transferência de repasses em casos de desastres. Em 2025 e 2026, a Defesa Civil destinou R$ 16 milhões de recursos do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) para obras de prevenção de drenagem e reconstrução de pontes nos municípios de Londrina, Guaratuba e Espigão Alto do Iguaçu.
Fonte: Governo PR
Paraná
Polícia Científica do Paraná incorpora tecnologia capaz de ampliar imagens em 100 mil vezes
Partículas invisíveis a olho nu podem guardar informações decisivas para uma investigação criminal. Para ampliar a capacidade de identificar e analisar esses vestígios, a Polícia Científica do Paraná (PCIPR) passou a contar com um Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV), equipamento que permite observar materiais em escala microscópica com nível de detalhamento muito superior ao alcançado por métodos convencionais.
“O MEV diferencia-se do microscópio óptico tradicional principalmente pela forma de obtenção da imagem. Enquanto o microscópio óptico utiliza luz visível e lentes ópticas, o MEV utiliza um feixe de elétrons para varrer a superfície da amostra. Isso permite alcançar níveis muito superiores de ampliação, resolução e profundidade de campo, possibilitando a observação detalhada da morfologia e composição de materiais em escala microscópica e até nanométrica”, afirma o diretor da Academia de Ciências Forenses (ACF) da PCIPR, Alexandre Lara.
A tecnologia permite ampliações de até 100 mil vezes, enquanto microscópios ópticos tradicionais alcançam cerca de 2 mil vezes. Com isso, os peritos conseguem visualizar estruturas, partículas e características superficiais que passariam despercebidas em análises convencionais.
Além da visualização detalhada das amostras, o equipamento também permite a caracterização química dos materiais analisados. Assim, a combinação entre imagem de alta resolução e identificação da composição dos vestígios amplia significativamente as possibilidades de análise em exames periciais.
APLICAÇÕES – O equipamento permite a análise de uma ampla variedade de materiais, como fragmentos metálicos, partículas minerais, fibras têxteis, tintas automotivas, polímeros, vidros, resíduos provenientes de incêndios e explosivos. A capacidade de observar a morfologia e a composição química desses vestígios em escala microscópica fornece informações que podem auxiliar na identificação da origem dos materiais e na reconstrução de eventos investigados.
Na área forense, uma das principais aplicações é a análise de resíduos de disparo de arma de fogo. O microscópio é capaz de localizar partículas microscópicas e identificar sua composição química, permitindo caracterizar resíduos formados por elementos como chumbo, bário e antimônio, frequentemente associados aos disparos. A tecnologia oferece maior precisão na identificação desses vestígios e fortalece a produção da prova técnico-científica.
Em análises de resíduos de disparo, por exemplo, é possível identificar partículas características pela forma e composição química, algo que muitas vezes não seria perceptível em análises ópticas convencionais. Também é possível identificar microfraturas, deformações, marcas de fabricação e alterações térmicas invisíveis a olho nu.
“O MEV permite observar a morfologia, textura, composição superficial e microestrutura de partículas e materiais em níveis extremamente detalhados. Em análises de resíduos de disparo, por exemplo, é possível identificar partículas características que muitas vezes não seriam perceptíveis em análises ópticas convencionais,” destaca o diretor da ACF.
O tempo necessário para a realização dos exames varia de acordo com a complexidade da análise, o tipo de vestígio e a quantidade de amostras avaliadas. O processo pode envolver etapas de preparação do material, calibração do equipamento, aquisição de imagens e análises químicas complementares, podendo durar de algumas horas a períodos mais extensos em casos de maior complexidade.
PIONEIRISMO NO ESTADO – A aquisição do equipamento representa um marco para a Polícia Científica do Paraná. Esta é a primeira unidade de Microscópio Eletrônico de Varredura incorporada à instituição, ampliando a capacidade técnica dos laboratórios forenses do Estado e possibilitando a realização de análises especializadas com maior precisão e detalhamento.
Embora a tecnologia já seja utilizada em instituições de pesquisa, universidades e órgãos periciais de referência no Brasil, como a Polícia Federal, sua incorporação à estrutura da PCIPR fortalece as ciências forenses no Estado e amplia o suporte técnico às investigações criminais.
Fonte: Governo PR
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