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Paraná

Sanepar começará novas obras de ampliação do atendimento em Cascavel em fevereiro

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Com 61 anos de história, a Sanepar comemora com a população de Cascavel as conquistas e os avanços no saneamento básico, que colocam a cidade em destaque no cenário nacional. Os investimentos feitos pela Companhia ao longo de cinco décadas no município garantem abastecimento para 100% da população urbana com água tratada e levam a cidade rumo à universalização dos serviços de esgotamento sanitário.

Cascavel tem indicadores de saneamento que a igualam a cidades do primeiro mundo. A manutenção desses índices, que auxiliam a cidade a ser uma das melhores do país para se viver, requer trabalho constante e volumosos recursos financeiros. Por isso, os investimentos não param. Já há programação de R$ 1,086 bilhão para os sistemas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário, até 2048.

Parte desses recursos está direcionada para duas importantes obras que se iniciam em fevereiro. Será ampliada a capacidade de oferta e a de reserva de água com a construção de uma nova capação que fará a transposição da água do Rio do Salto até o Rio São José e, também, de mais um reservatório de água para a região do Bairro Morumbi. A expansão deve ser concluída em janeiro de 2025. 

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A prorrogação do prazo do contrato, autorizada pelo município em outubro do ano passado, já garante novos investimentos para o saneamento básico e para obras e projetos ambientais. Na segunda-feira (22), o governador Ratinho Junior, o diretor-presidente da Sanepar, Claudio Stabile, e o prefeito Leonaldo Paranhos anunciaram a liberação de novos recursos para a cidade. Ainda neste mês, Cascavel vai receber cerca de R$ 58 milhões, parte de um total de R$ 196,1 milhões.

O montante será utilizado pelo município em ações ambientais, incluindo de educação socioambiental. O restante do valor será repassado em duas parcelas anuais durante a vigência do contrato, até 2048.

A presença da Sanepar na cidade permitiu a expansão urbana, o crescimento vertical e o desenvolvimento econômico da cidade. A área ambiental teve grande aporte de recursos financeiros que possibilitaram, entre outras ações, readequar o Lago Municipal Paulo Gorski, ampliar a cobertura florestal, melhorar a qualidade das águas dos rios e mananciais da cidade. As obras de desassoreamento do Lago, que estão em fase de finalização, revitalizaram o cartão postal da cidade, embasadas no Plano de Segurança da Água.

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Fonte: Governo PR

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Estado apresenta anteprojeto com obras de R$ 1,3 bilhão para minimizar cheias do Rio Iguaçu

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O Governo do Estado apresentou na noite desta quinta-feira (11) o anteprojeto de engenharia com as obras necessárias para minimizar os efeitos das cheias do Rio Iguaçu. O investimento estimado é de R$ 1,3 bilhão, contemplando 20 possíveis intervenções, incluindo o aumento da capacidade de escoamento por meio de escavações, retificações, dragagens, construções de canais, túneis e diques.

A audiência pública ocorreu no Cineteatro Luz, em União da Vitória, no Sul do Estado, e contou com a presença de cerca de 400 pessoas. Os estudos foram elaborados pela Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre), contratada pelo Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest) – o investimento apenas nesta fase foi de R$ 5 milhões.

“Essa é a primeira vez na história que, de fato, apresentamos uma proposta concreta para conter as cheias causadas pelo Rio Iguaçu. Um projeto robusto, com dimensionamento, valoração e cronograma, o que nos permite buscar os recursos necessários para, paulatinamente, executar as intervenções”, destacou o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza.

“Importante ressaltar que todos os estudos existentes foram considerados para que chegássemos a essa modelagem. Modelagem que passou por simulações que comprovaram a eficiência das ações previstas no projeto”, acrescentou.

A proposta apresentada pela universidade combina uma série de soluções com a escavação do leito do rio; do leito da corredeira de Porto Vitória; alargamentos de curvas; e a construção de canais, túneis (no Morro da Dona Mercedes e em Porto Vitória) e de dique de proteção na área urbana.

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De acordo com a Unilivre, a junção dessas intervenções poderia diminuir em até 2,70 metros o nível das cheias no Vale do Iguaçu. O prazo estimado é de 48 meses. A contratação se daria pelo modelo contratação integrada (RDCi), em que a empresa vencedora é responsável por elaborar os projetos (básico e executivo) e por executar a obra física, agilizando o processo. A expectativa é que a licitação possa ocorrer nos próximos meses.

“Esse é um compromisso que assumimos com União da Vitória e toda a região do Vale do Iguaçu. Sabemos dos prejuízos e do sofrimento que as enchentes causam às famílias há décadas. Por isso, trabalhamos junto ao Governo do Estado para viabilizar os estudos necessários e agora seguiremos empenhados na busca dos recursos para transformar esse projeto em realidade. Não vamos medir esforços para encontrar uma solução para esse problema”, afirmou o líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado estadual Hussein Bakri.

Agora, com o anteprojeto finalizado, o Governo do Estado buscará, com base nos apontamentos, os recursos necessários para realização das intervenções, podendo ter como fonte o Tesouro do Estado, em parceria com a Assembleia Legislativa, indenizações ambientais a serem recebidas, ou com a busca de recursos do governo federal, uma vez que se trata de uma divisa entre estados, envolvendo o Paraná e Santa Catarina.

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“Um momento histórico para o Paraná. Conseguimos, com muito esforço, apresentar uma proposta concreta que vai beneficiar milhares de paranaenses que sofrem com as enchentes. Temos um estudo pronto, que vai nortear os caminhos para um novo Rio Iguaçu”, disse o diretor de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos do IAT. José Luiz Scroccaro, que foi homenageado durante a audiência pelos serviços prestados ao meio ambiente em mais de 50 anos de carreira pública.

HISTÓRICO – Desde meados dos anos 1970 fala-se de iniciativas para acabar ou minimizar os efeitos das cheias do Iguaçu em União da Vitória. São quase 20 estudos que já foram apresentados, mas nenhum foi efetivamente colocado em prática.

Nos últimos 50 anos, foram pelo menos quatro grandes enchentes na cidade, a maior delas ocorrida em 1983, quando o Iguaçu alcançou 10,42 metros de altura, enquanto o nível normal do rio é de 2,5 metros. Eventos semelhantes ocorreram em 1992 e 2014.

Em outubro de 2023 ocorreu a segunda pior cheia, quando o nível do rio chegou a 8,38 metros. Cerca de 40% da área do município foi alagada, danificando cerca de 20 mil residências. Porto União, em Santa Catarina, também teve problemas com a cheia, com moradores desabrigados.

Fonte: Governo PR

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