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Brasil

Ministério do Turismo apresenta ao mundo ações para fortalecer o protagonismo feminino no setor

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O chefe de gabinete do Ministério do Turismo, Gustavo Pires, destacou o protagonismo feminino no setor, durante a 126ª reunião do Conselho Executivo da ONU Turismo, realizada nesta quarta-feira (10), em Toledo, na Espanha.

Na sua participação, ele ressaltou ações da pasta voltadas ao empoderamento e à proteção das mulheres, como o lançamento do Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas, desenvolvido pelo Ministério do Turismo em parceria com a UNESCO.

Na semana passada, em João Pessoa (PB), o MTur lançou as versões em inglês e espanhol do Guia, durante o Fórum Internacional de Mulheres no Turismo.

“A publicação incentiva experiências de viagem mais seguras, acessíveis e acolhedoras para as mulheres. O guia serve tanto como fonte de informação quanto como ferramenta de capacitação, e está diretamente relacionado aos preparativos do Brasil para a Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2027, a primeira edição realizada na América Latina, com o Brasil como país-sede”, afirmou Gustavo Pires.

Para o chefe de gabinete, a representação feminina em cargos de liderança reflete um importante processo de transformação, especialmente em um setor em que a maioria da força de trabalho é composta por mulheres. Hoje, elas representam mais de 52% da força de trabalho do turismo e 57% dos negócios ligados ao segmento têm mulheres no comando.

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O discurso também evidenciou o desempenho do turismo brasileiro. Segundo dados da ONU Turismo, em 2025 o Brasil registrou o maior crescimento nas chegadas internacionais entre os principais destinos do mundo, alcançando um aumento de 37%. Apenas nos quatro primeiros meses de 2026, o Brasil recebeu 4,3 milhões de visitantes internacionais, demonstrando a força do setor.

“Desde a criação do Escritório Regional sediado no Brasil, acreditamos que ações integradas coordenadas por meio desse Escritório podem gerar benefícios compartilhados para todos os países da região — desde a atração de investimentos até o desenvolvimento de rotas turísticas integradas, promovendo um crescimento regional sustentável e inclusivo”, complementou o chefe de gabinete.

Por Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Brasil

Planta carnívora rara reaparece após 80 anos

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Pesquisadores registraram pela primeira vez no Nordeste brasileiro a Utricularia warmingii, uma espécie rara de planta carnívora aquática. Sem ser vista há mais de 80 anos, a planta foi encontrada em uma área alagada conhecida como Lagoa do Bode, no município de Campo Maior (PI). O achado de 2023 foi incluído em uma pesquisa publicada na última edição da revista científica Kew Bulletin, um dos principais periódicos da área.

O estudo foi liderado pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), com a participação do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Para o pesquisador da UFPI e líder da pesquisa, Francisco Ernandes Leite, o registro da planta carnívora no estado acende um alerta para a proteção das áreas úmidas. “Essa descoberta mostra que a espécie vive e sobrevive em regiões em que nunca haviam sido vistas e prova que podemos encontrá-la em tantos outros lugares”, afirma.

Leite explica que planta tem, geralmente, uma única flor branca, com centro amarelado e uma mancha amarela avermelhada. “Ela não tem raízes verdadeiras, então tem vida livre, se deslocando pela água. O que mais chama a atenção é que ela tem pequenas estruturas chamadas utrículos, que funcionam como armadilhas muito rápidas, capazes de capturar micro-organismos, como microcrustáceos, larvas de mosquitos, para alimentá-la”, explica o biólogo botânico.

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Ainda que possa ser encontrada em alguns países da América do Sul, como Bolívia, Colômbia e Venezuela, os registros da espécie são raros e espaçados. No Brasil, ela já foi vista no Pantanal e em áreas do Sudeste, mas algumas dessas populações podem ter desaparecido ao longo do tempo.

Em São Paulo (SP), por exemplo, a planta carnívora foi encontrada pela última vez em 1939, o que sugere uma possível extinção local. “O fato de ela não existir mais nessas áreas, que eram os únicos pontos onde a gente tinha a ocorrência conhecida na Mata Atlântica, nos leva a sugerir potencialmente que essa espécie pode estar extinta no bioma, justamente por conta das transformações no habitat”, afirma o pesquisador do INMA e colaborador no estudo Paulo Gonella.

No Brasil, os registros indicam que as populações da espécie estão separadas por grandes distâncias e ocupam cerca de 36 km². A recente descoberta fez com que os especialistas reavaliassem o risco de extinção da planta, que agora passa a ser classificada como Em Perigo. “Espécies como Utricularia warmingii podem ter distribuição geográfica ampla no mapa, mas na prática ocupam apenas pequenos fragmentos de habitat. Isso as torna especialmente vulneráveis à perda de áreas úmidas”, explica Gonella.

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Isso ocorre porque as lagoas rasas e áreas alagadas temporárias onde a espécie ocorre estão entre os ecossistemas mais ameaçados do planeta. Essas áreas são ameaçadas especialmente por mudança no regime de cheias, expansão agropecuária, uso de fertilizantes, introdução de espécies invasoras e alteração na paisagem.

A soma desses cenários leva a redução das chances de recolonização natural, caso a população desapareça, aumentando o risco de extinção regional. “Esse caso também mostra como ainda conhecemos pouco a flora de várias regiões do país. Áreas como o interior do Nordeste permanecem sub amostradas, e novos estudos podem revelar espécies raras ou populações ainda desconhecidas”, finaliza o pesquisador do instituto.

Além da UFPI e do INMA, também colaboraram na pesquisa a Universidade Federal de Mato Grosso do sul (UFMS), Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade estadual do Piauí (Uespi) e Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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