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Etanol no Centro-Sul cresce em 2026: demanda interna forte, mix favorece biocombustível e CBios avançam no Brasil

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O setor sucroenergético do Centro-Sul registrou avanço relevante na comercialização de etanol na segunda quinzena de abril da safra 2026/27, impulsionado pela maior competitividade do biocombustível frente à gasolina, aumento da demanda interna e maior ritmo de operação das usinas.

De acordo com dados consolidados do setor, o volume total de etanol comercializado pelas unidades produtoras em abril atingiu 2,74 bilhões de litros, sendo 985,68 milhões de litros de etanol anidro e 1,76 bilhão de litros de etanol hidratado.

No mercado doméstico, o desempenho também foi positivo. O volume médio diário comercializado cresceu 15,26% em relação a março, totalizando 1,75 bilhão de litros no mês. Na segunda quinzena de abril, as vendas atingiram 91,2 milhões de litros por dia útil, alta de 26,1% frente ao início do período analisado.

Etanol ganha competitividade e amplia participação no consumo de combustíveis

O aumento da demanda também foi confirmado pelos dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em abril, o Brasil consumiu 1,83 bilhão de litros de etanol hidratado, enquanto a participação do biocombustível na frota leve chegou a 24,6%, acima dos 23,2% registrados em março.

Em São Paulo, principal mercado consumidor do país, a participação do etanol hidratado atingiu 44%, o maior nível desde fevereiro de 2025.

Segundo o diretor de Inteligência Setorial, Regulação e Competitividade da UNICA, Luciano Rodrigues, o cenário reflete a competitividade do biocombustível nas bombas.

“A diferença entre o preço do etanol hidratado e da gasolina está em 64,5% na média nacional, chegando a 61,7% em São Paulo. Isso garante uma alternativa real de economia e descarbonização ao consumidor brasileiro”, afirmou.

Dados da ANP mostram ainda que, na semana de 17 a 23 de maio de 2026, o etanol foi economicamente mais vantajoso que a gasolina em 232 dos 387 municípios analisados.

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Moagem avança e número de usinas em operação cresce no Centro-Sul

Na segunda quinzena de abril, o Centro-Sul processou 40,06 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, volume muito superior ao registrado no mesmo período da safra anterior.

No acumulado até 1º de maio, a moagem somou 60,46 milhões de toneladas, indicando ritmo acelerado de processamento na safra 2026/27.

O número de unidades produtoras em operação também aumentou, com 238 usinas ativas na região. Desse total, 219 são unidades de cana, 10 produzem etanol de milho e 9 são usinas flex.

A qualidade da matéria-prima apresentou melhora significativa. O Açúcar Total Recuperável (ATR) atingiu 116,89 kg por tonelada na segunda quinzena de abril, alta de 6,34% em relação ao ciclo anterior. No acumulado da safra, o indicador chegou a 112,58 kg por tonelada, avanço de 5,40%.

Produção de etanol cresce mais de 70% e mix favorece biocombustível

A produção industrial também reforça o momento positivo do setor. Na segunda metade de abril, a fabricação de açúcar totalizou 1,80 milhão de toneladas, enquanto o foco das usinas seguiu majoritariamente voltado ao etanol.

Na quinzena, 59,66% da cana processada foi destinada à produção de etanol, acima dos 54,31% registrados no ciclo anterior. No acumulado da safra, o mix alcançou 61,84%, ante 54,77% na safra 2025/26.

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Como resultado, a produção de etanol na segunda quinzena de abril chegou a 2,04 bilhões de litros, sendo 1,41 bilhão de hidratado e 628,64 milhões de anidro.

No acumulado da safra, a produção total de etanol cresceu 71,84%, alcançando 3,29 bilhões de litros.

O etanol de milho também ganhou espaço, representando 19,25% da produção na quinzena, com 392,48 milhões de litros. No acumulado do ciclo, o volume chegou a 804,42 milhões de litros, alta de 12,21%.

Mercado de CBios avança e reforça compromisso com descarbonização

No programa RenovaBio, dados da B3 até 25 de maio mostram que foram emitidos 16,93 milhões de CBios em 2026 pelos produtores de biocombustíveis.

O volume disponível para negociação, somando emissores, parte obrigada e agentes não obrigados, totaliza 26,79 milhões de créditos de descarbonização.

Com a soma dos CBios disponíveis e os já aposentados para cumprimento da meta de 2026, o setor já dispõe de cerca de 66% dos créditos necessários para o atendimento integral das exigências do programa até o fim do ano.

O desempenho reforça o papel do etanol como vetor estratégico da transição energética no Brasil, ao mesmo tempo em que amplia a relevância do setor sucroenergético na agenda de sustentabilidade e competitividade do agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bahia e Pará recebem projeto estratégico do Mapa para ampliar produção sustentável de cacau agroflorestal

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), lançou nesta quarta-feira (27), em Belém (PA), o Projeto Cacau Brasil Agrofloresta. A iniciativa também foi apresentada na Bahia, na última segunda-feira (25). Os dois estados concentram a maior produção de cacau do país.

Com apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e financiamento do Fundo Verde para o Clima (GCF), o projeto tem como objetivo promover ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas por meio da implantação de sistemas agroflorestais baseados na cultura do cacau, integrando produção sustentável, conservação ambiental e desenvolvimento territorial.

Durante a cerimônia de lançamento, o secretário-executivo adjunto do Mapa, Fábio Rodrigues, destacou a relevância estratégica da cadeia produtiva do cacau para o desenvolvimento sustentável do país. “O principal objetivo do Mapa é entregar à sociedade desenvolvimento plural, sustentável e geração de renda para o povo brasileiro. Não dá para ignorarmos que 22% do PIB nacional vêm da agricultura e deixarmos de investir no setor. O que precisamos é produzir mais e demonstrar ao mundo que o nosso cacau, antes de tudo, é de qualidade”, afirmou.

O secretário-executivo adjunto ressaltou ainda a atuação do Ministério na manutenção da segurança fitossanitária das regiões produtoras. “Precisamos ter produtores capacitados para fazer o manejo adequado, desenvolver plantas saudáveis e manter a produtividade”, explicou.

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O secretário de Desenvolvimento Rural do Mapa, Marcelo Fiadeiro, destacou a importância histórica e social da cacauicultura para milhares de famílias brasileiras. “Cada um de vocês tem uma história com o cacau, tem uma família ligada ao cacau. Acabamos de chegar da Bahia, onde vimos uma construção histórica feita por famílias e pessoas que, com respeito e dedicação, ajudaram a construir uma produção gigantesca. Pará e Bahia representam muito dentro desse contexto. E a Ceplac não pode, e não vai, se distanciar disso”, ressaltou.

A iniciativa está alinhada aos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, especialmente às Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e aos programas ABC+ e Inova Cacau, consolidando a agricultura como parte das soluções para o enfrentamento das mudanças climáticas.

Nesse contexto, o Mapa publicou a Portaria nº 909, que institui o Plano Inova Cacau 2030. A medida estabelece mecanismos de governança, coordenação, monitoramento e transparência da iniciativa, com vigência até 31 de dezembro de 2030.

O projeto contará com aporte de US$ 23,1 milhões do Fundo Verde para o Clima e US$ 7,8 milhões em cofinanciamento, totalizando investimentos de US$ 30,9 milhões. Com duração prevista de 48 meses, as ações serão executadas nos estados da Bahia e do Pará, abrangendo os biomas Amazônia e Mata Atlântica.

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Durante a apresentação do projeto, o diretor da Ceplac, Thiago Guedes, relatou a expansão da produção cacaueira no país, destacando dados que mostram que atualmente existem cerca de 620 mil hectares de cacau no Brasil, distribuídos em seis grandes estados produtores, com expansão para mais de 26 unidades federativas.

“Esse projeto nasce para responder aos desafios relacionados à segurança alimentar e às mudanças climáticas. Quando olhamos para a COP1, tínhamos cerca de 5 bilhões de habitantes no planeta. Agora, na COP30, já somos mais de 8 bilhões. Um crescimento superior a 40%. E é isso que traz enormes desafios”, explicou.

Entre os resultados previstos estão a implantação de 12,5 mil hectares de sistemas agroflorestais, a redução estimada de 5,18 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, além do atendimento direto de aproximadamente 69 mil beneficiários e impacto indireto sobre outras 397 mil pessoas.

O modelo de cacau agroflorestal é considerado estratégico por integrar produção agrícola, conservação ambiental, captura de carbono e geração de renda, promovendo sustentabilidade econômica, social e ambiental.

Participaram da cerimônia representantes de instituições de pesquisa, universidades, cooperativas, organizações locais, lideranças territoriais, produtores rurais, agricultores familiares, estudantes e equipes técnicas.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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