Brasil
MME participa de capacitação sobre mineração no Vale do Jequitinhonha
O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, nos dias 6 e 7 de maio, de uma comitiva interministerial no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, para a realização de atividades de capacitação voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de mineração na região.
A ação integra os compromissos assumidos pelo MME no Grupo Técnico Interministerial (GTI) responsável pela elaboração da Agenda de Desenvolvimento do Vale do Jequitinhonha, no âmbito do Comitê Executivo da Câmara de Políticas de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional.
A programação foi realizada no campus Araçuaí do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG), com o workshop “Projetos Minerais e a CFEM”. A atividade foi conduzida pelos servidores do MME José Luiz Ubaldino de Lima, Mariana Vaini e Caio Cesar Andrade, além de Lucas Marinho, da Agência Nacional de Mineração (ANM).
O objetivo do workshop foi ampliar o acesso a informações sobre a atividade mineral, promover transparência e disseminar conhecimento sobre o setor na região. Participaram representantes da comunidade, organizações da sociedade civil, estudantes, professores e agentes públicos.
Durante a capacitação, foram abordados temas como legislação mineral e ambiental, etapas de projetos minerais, boas práticas ambientais, sociais e de governança, acesso a dados e sistemas do Serviço Geológico do Brasil e da ANM, além de esclarecimentos sobre a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM).
O Vale do Jequitinhonha concentra importantes recursos minerais estratégicos para o país, com destaque para Lítio, Grafita, Ouro, gemas, pedras preciosas e rochas ornamentais. Municípios como Araçuaí e Itinga se destacam por recursos e potenciais minerais relacionados ao Lítio, enquanto Pedra Azul e Salto da Divisa concentram recursos minerais ligados à Grafita. Já Diamantina possui relevância histórica e econômica na produção de ouro e diamantes.
O desenvolvimento desses projetos minerais tem potencial para impulsionar a economia regional e contribuir para a transição energética global e para setores estratégicos ligados a novas tecnologias, defesa e segurança nacional. Nesse contexto, o MME atua para promover um desenvolvimento alinhado às dimensões social e ambiental, com respeito às comunidades locais e à biodiversidade da região.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Brasil
Mais do que cargas, o Porto de Santos movimenta vidas
Quando Rodrigo Reis começou a trabalhar no Porto de Santos, ainda atuava na área de manutenção predial. Mas ele viu no porto um futuro mais promissor. A oportunidade surgiu por meio de um curso profissionalizante ligado ao setor portuário. Ele se inscreveu, foi contratado como auxiliar de manutenção e, pouco tempo depois, passou a trabalhar na área de mecânica.
Hoje, ele olha para trás com orgulho da trajetória que construiu e se enche de esperança com o que ainda está pela frente. “Trabalhar no Porto de Santos, hoje, significa oportunidade de crescimento, de aprendizado, de capacitação”, diz ele.
A história de Rodrigo se mistura à de milhares de pessoas que vivem, direta ou indiretamente, da atividade portuária na Baixada Santista. Mais do que movimentar cargas e conectar o Brasil ao comércio internacional, o Porto de Santos também impulsiona empregos, abre caminhos profissionais e transforma a vida de famílias inteiras.
No caso dele, essa relação atravessa gerações. Filho de portuário, Rodrigo cresceu vendo navios, caminhões e guindastes fazerem parte da paisagem da cidade. O cais sempre esteve ali, presente no cotidiano da família, como acontece com tantas outras pessoas em Santos. Hoje, sente que também constrói seu próprio caminho dentro dessa história. “Meu pai foi portuário a vida toda. O Porto faz parte da minha vida, da minha história, da minha família, das minhas realizações”, conta ele.
A mudança profissional fez diferença dentro de casa. Segundo a esposa dele, Isadora Rodrigues, o emprego no porto permitiu que a família realizasse sonhos antes distantes, como a reforma da casa onde vivem. “Eles dão muita oportunidade de crescer. Crescer tanto pessoal quanto profissionalmente”, afirma.
Oportunidade que transforma
A trajetória da copeira Marli Aparecida da Silva também ajuda a mostrar como o Porto de Santos vai além da operação logística.
Ela lembra com emoção do dia em que recebeu a notícia de que seria efetivada no trabalho. “Para mim, trabalhar no Porto foi uma mudança de vida totalmente”, conta ela.
Aquele ambiente sempre dinâmico e cheio de oportunidades colocou nela uma vontade, até então adormecida, de buscar novos horizontes.
Marli passou a investir em qualificação profissional. Já fez cursos de vistoria de contêineres e atualmente estuda operações com granéis sólidos.
A vontade de aprender nasceu da curiosidade sobre aquele universo que passou a fazer parte da sua rotina. “A gente vê um contêiner passando, mas não tem ideia de como é, do que vai dentro. Trabalho diretamente com o Porto, então é bom a gente saber as coisas”, diz ela.
Fonte de oportunidades
No maior porto da América Latina, histórias como as de Marli e de Rodrigo se multiplicam todos os dias. Quanto mais o porto cresce, cresce junto a procura por profissionais preparados para atuar em diferentes áreas do setor.
Para André Fleury Bonini, diretor-presidente do Centro de Excelência Portuária de Santos (CENEP), o porto depende diretamente das pessoas que fazem a atividade acontecer diariamente. “O que move o canal do Porto de Santos são as pessoas”, diz.
Segundo ele, iniciativas de formação profissional ajudam trabalhadores a se prepararem para novas oportunidades que surgem com o crescimento da atividade portuária.
Relação porto e cidade
Em Santos, é difícil separar a história da cidade da história do porto. O movimento de navios, caminhões e trabalhadores atravessa gerações e sustenta milhares de empregos diretos e indiretos na região.
Além de estivadores, operadores e tripulações, a atividade portuária também envolve profissionais de áreas como alimentação, manutenção, transporte, limpeza, segurança e serviços administrativos.
É essa rede que ajuda a explicar por que tantas histórias de vida acabam se cruzando com a do Porto de Santos.
Rodrigo resume bem tudo isso. Para ele, fazer parte dessa estrutura significa mais do que ter um emprego. Significa pertencimento, realização e perspectiva de futuro. “Hoje estou feliz trabalhando no Porto. Me sinto realizado. Me sinto orgulhoso de poder fazer parte disso”, concluiu.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
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