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Balança comercial brasileira abre maio com superávit de US$ 2,7 bilhões e forte avanço das exportações do agro

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A balança comercial brasileira iniciou maio de 2026 em ritmo acelerado, registrando superávit de US$ 2,7 bilhões na primeira semana do mês. O resultado reforça o bom desempenho das exportações brasileiras, especialmente do agronegócio e da indústria de transformação, em um cenário de recuperação do comércio exterior.

De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), a corrente de comércio do país somou US$ 15,4 bilhões no período, resultado de US$ 9,04 bilhões em exportações e US$ 6,3 bilhões em importações.

No acumulado de 2026, o Brasil já exportou US$ 125,6 bilhões e importou US$ 98,1 bilhões, acumulando saldo positivo de US$ 27,5 bilhões. A corrente de comércio no ano alcança US$ 223,68 bilhões.

Exportações brasileiras crescem quase 27% em maio

As exportações brasileiras apresentaram forte avanço no início de maio.

A média diária exportada até a primeira semana do mês chegou a US$ 1,807 bilhão, crescimento de 26,9% na comparação com a média registrada em maio de 2025, quando o volume diário foi de US$ 1,424 bilhão.

As importações também cresceram no período, com alta de 16,1%. A média diária importada alcançou US$ 1,263 bilhão, frente aos US$ 1,088 bilhão registrados no mesmo mês do ano passado.

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Com isso, a média diária da corrente de comércio brasileira atingiu US$ 3,07 bilhões, enquanto o saldo comercial médio diário ficou em US$ 544,39 milhões.

Na comparação com maio de 2025, a corrente de comércio avançou 22,2%.

Agropecuária lidera crescimento das exportações

O agronegócio brasileiro teve papel decisivo no desempenho positivo da balança comercial neste início de mês.

Segundo a Secex, o setor de agropecuária registrou crescimento de US$ 134,64 milhões na média diária exportada, avanço de 38,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

A indústria de transformação também apresentou forte expansão, com crescimento de US$ 264,32 milhões por dia, alta de 36,4%.

Por outro lado, a indústria extrativa registrou retração de US$ 19,15 milhões na média diária exportada, queda de 5,7%.

O desempenho reforça a relevância do agronegócio na geração de divisas para o país, especialmente em um cenário global ainda marcado por volatilidade econômica, oscilações cambiais e desafios logísticos internacionais.

Importações avançam puxadas pela indústria

No lado das importações, o maior crescimento ocorreu na indústria de transformação.

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O segmento registrou aumento de US$ 187,83 milhões na média diária importada, alta de 18,6% frente ao mesmo período de 2025.

Já a agropecuária apresentou leve recuo de 1,7% nas importações, enquanto a indústria extrativa teve queda de 24,5%.

O cenário aponta para continuidade do aquecimento da atividade econômica e da demanda por insumos industriais, máquinas e produtos manufaturados no mercado brasileiro.

Comércio exterior segue estratégico para o agronegócio

O desempenho da balança comercial reforça a importância estratégica do comércio exterior para o agronegócio brasileiro em 2026.

Com exportações aquecidas, o setor segue sustentando parte relevante da entrada de dólares no país, contribuindo para o saldo positivo das contas externas e fortalecendo cadeias produtivas ligadas à soja, milho, carnes, café, açúcar, celulose e demais commodities agrícolas.

A expectativa do mercado é de que o ritmo das exportações continue forte ao longo do segundo trimestre, impulsionado pelo avanço da safra brasileira e pela demanda internacional por alimentos e produtos agroindustriais.

Balança Comercial 1º Semana de Maio/2026

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Incertezas sobre El Niño freiam vendas antecipadas de milho em Mato Grosso para a safra 2026/27

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A comercialização antecipada da safra de milho 2026/27 em Mato Grosso segue abaixo do ritmo histórico. Segundo levantamento divulgado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), com base em dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), os produtores haviam negociado até maio apenas 4,77% da produção estimada para o próximo ciclo.

O percentual representa pouco mais da metade da média histórica para o período, que é de 9,1%, e também fica abaixo do registrado no mesmo momento da safra anterior, quando as vendas antecipadas já alcançavam 5,6% da produção prevista.

Apesar do avanço mensal de 2,08 pontos percentuais, o mercado segue cauteloso diante das incertezas relacionadas ao comportamento climático para o segundo semestre de 2026.

Possível El Niño preocupa produtores

A principal razão para a lentidão nas negociações está associada às previsões climáticas que apontam para a possível formação de um fenômeno El Niño de maior intensidade.

Segundo especialistas, um evento climático mais forte pode alterar o regime de chuvas em importantes regiões produtoras do Brasil, impactando diretamente o calendário agrícola e a produtividade das lavouras.

De acordo com a analista de mercado do Imea, Milena Bezerra, a preocupação está relacionada principalmente aos reflexos sobre a safra de soja, que influencia diretamente a janela de plantio do milho segunda safra.

Caso ocorram atrasos no início das chuvas ou volumes abaixo do esperado durante a semeadura da soja em Mato Grosso, prevista para começar em setembro, o plantio do milho poderá ser postergado, reduzindo o período ideal de desenvolvimento da cultura.

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Estratégias para reduzir riscos podem afetar o milho

Diante das incertezas climáticas, alguns produtores já avaliam alternativas para aumentar a segurança das lavouras de soja.

Entre as estratégias consideradas está a adoção de cultivares de ciclo mais longo e maior tolerância a períodos de estiagem. No entanto, essa decisão pode gerar impactos indiretos sobre o milho.

Segundo o CEO da Boa Safra, Marino Colpo, o uso de variedades de soja com ciclo mais extenso tende a atrasar a colheita da oleaginosa, reduzindo a janela disponível para o plantio do milho safrinha e aumentando os riscos produtivos.

Esse cenário tem levado muitos agricultores a postergar decisões de comercialização para a safra futura, aguardando maior clareza sobre as condições climáticas dos próximos meses.

Preços estáveis não impulsionam negócios

Mesmo com preços relativamente estáveis, o avanço das vendas antecipadas continua limitado.

Dados do Imea mostram que a saca de milho para entrega na safra 2026/27 foi negociada em média a R$ 45,39 em maio, praticamente sem variação em relação ao mês anterior.

A estabilidade nas cotações, aliada às incertezas climáticas, reduz o interesse dos produtores em travar preços neste momento, mantendo o ritmo de comercialização abaixo do esperado.

Safra 2025/26 mantém ritmo de vendas acima do ano passado

Enquanto os negócios da safra futura avançam lentamente, a comercialização da produção 2025/26 segue em ritmo mais acelerado.

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Até o final de maio, os produtores mato-grossenses haviam negociado 47,32% da produção estimada para o ciclo atual, avanço de 1,48 ponto percentual em relação ao levantamento anterior.

O percentual supera os 46,30% registrados no mesmo período do ano passado, embora ainda permaneça abaixo da média histórica de 53,09%.

Segundo a Famato, o avanço da colheita e o aumento da disponibilidade do cereal no mercado têm favorecido as negociações, ao mesmo tempo em que ampliam a pressão sobre os preços.

Mato Grosso caminha para mais uma grande safra

O Imea estima que Mato Grosso deverá produzir 53,35 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26.

Embora o volume represente redução de 3,76% em relação ao recorde alcançado no ciclo anterior, o estado segue consolidado como o maior produtor de milho do Brasil.

Com o avanço da colheita, a expectativa é de aumento da oferta para os mercados interno e externo, reforçando a importância do cereal mato-grossense no abastecimento nacional e nas exportações brasileiras.

Diante das incertezas climáticas e do potencial impacto do El Niño sobre a próxima temporada, produtores permanecem atentos ao mercado e às previsões meteorológicas antes de ampliar os compromissos de venda da safra 2026/27.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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