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Agro

Campos de Treinamento da ADAMA reúnem mais de 2 mil profissionais e reforçam debate sobre manejo de pragas na soja

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A ADAMA encerra mais um ciclo dos Campos de Treinamento (CTA), iniciativa anual voltada à capacitação técnica no campo, que reuniu mais de 2 mil produtores, consultores e parceiros entre janeiro e abril. A programação percorreu importantes regiões produtoras de soja no Brasil e aprofundou discussões sobre os principais desafios fitossanitários observados ao longo da safra.

Campos de treinamento da ADAMA percorrem principais regiões produtoras de soja

Os encontros foram realizados em polos estratégicos da produção agrícola, passando por cidades como Maracaju (MS), Jaboticabal (SP), Lucas do Rio Verde (MT), Cascavel (PR), Rio Verde (GO), Formosa (GO), Uberlândia (MG), Primavera do Leste (MT), Ponta Grossa (PR), Londrina (PR), além de Passo Fundo e Santa Maria (RS).

A proposta dos eventos foi conectar a realidade técnica de cada região às discussões em campo, promovendo uma visão mais prática sobre o manejo da lavoura e seus desafios ao longo do ciclo produtivo.

Mudanças no comportamento de doenças preocupam especialistas

Um dos principais pontos levantados ao longo da série de treinamentos foi a mudança no comportamento de doenças na cultura da soja. Casos de mancha-alvo, cercóspora e ferrugem asiática têm sido registrados com maior antecipação e evolução mais rápida em condições favoráveis.

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Esse comportamento reduz a janela de reação do produtor e exige ajustes mais precoces no manejo, especialmente já nas primeiras aplicações de defensivos.

Pressão de pragas e plantas daninhas aumenta no campo

Além das doenças, os encontros também destacaram a presença constante de percevejos em momentos fora do padrão histórico da cultura, o que amplia a pressão sobre o sistema produtivo.

Outro desafio recorrente é o aumento da dificuldade no controle de plantas daninhas, com destaque para o capim-pé-de-galinha, que tem exigido estratégias mais complexas de manejo.

Segundo especialistas, esse cenário eleva o custo do erro dentro da lavoura, já que há menor margem para correções ao longo do ciclo produtivo.

Decisões no campo exigem maior precisão no manejo

De acordo com o gerente de Desenvolvimento de Mercado da ADAMA, Leandro Garcia, o atual cenário demanda uma abordagem mais dinâmica no manejo agrícola.

Ele destaca que decisões tardias ou desalinhadas podem impactar diretamente a produtividade, aumentando o risco de perdas e reduzindo a eficiência dos investimentos na lavoura.

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Para o especialista, o produtor precisa acompanhar de forma mais próxima o que ocorre no campo, ajustando as estratégias conforme o desenvolvimento da cultura.

Tecnologia de formulação ganha destaque na eficiência das aplicações

Outro tema abordado durante os Campos de Treinamento foi o impacto da tecnologia de formulação na eficiência das aplicações agrícolas. Segundo a ADAMA, soluções mais avançadas oferecem maior aderência dos ativos às folhas, melhor disponibilidade no alvo e maior facilidade operacional, especialmente em condições adversas.

Em avaliações a campo, as diferenças de cobertura e desempenho entre tecnologias tornam-se mais evidentes, influenciando diretamente os resultados do manejo e a produtividade final das lavouras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de milho no Paraná avança sem risco de geadas e mantém perspectiva positiva de produtividade

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A segunda safra de milho 2025/26 no Paraná segue apresentando bom desempenho no campo e, até o momento, sem ameaças climáticas significativas. De acordo com o mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a cultura mantém condições favoráveis de desenvolvimento e continua sustentando expectativas positivas para a produção estadual.

O levantamento mostra que, dos 2,9 milhões de hectares cultivados com milho safrinha no Estado, 79% das lavouras estão classificadas em boas condições. Outros 14% apresentam situação mediana, enquanto apenas 7% são consideradas em condição ruim.

Milho mantém desenvolvimento satisfatório no campo

Segundo os técnicos do Deral, a maior parte das áreas cultivadas continua apresentando evolução adequada, favorecida pelas condições climáticas registradas nas últimas semanas.

Apesar do cenário positivo, o órgão ressalta que a sequência de dias com maior nebulosidade e a ocorrência de temperaturas mais baixas podem limitar parte do potencial produtivo das lavouras em algumas regiões produtoras.

Ainda assim, os produtores seguem confiantes em uma safra com resultados satisfatórios, especialmente diante da boa condição geral das plantações.

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Geadas seguem fora das previsões para o Paraná

O principal fator de preocupação para a cultura neste período continua sendo a possibilidade de geadas, fenômeno que pode causar perdas significativas em áreas ainda em fases mais sensíveis do desenvolvimento.

No entanto, conforme a previsão estendida divulgada pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), não há indicativos de ocorrência de geadas nos próximos 14 dias.

A ausência desse risco climático imediato traz maior segurança aos produtores e permite que as lavouras avancem normalmente para os estágios finais do ciclo produtivo.

Parte das áreas já entrou em fase de maturação

O boletim também aponta que aproximadamente 17% das lavouras de milho segunda safra já atingiram a fase de maturação, estágio em que a suscetibilidade a danos climáticos é significativamente menor.

Os 83% restantes ainda permanecem em fases mais vulneráveis, mas a manutenção de condições climáticas favoráveis deverá permitir a continuidade do desenvolvimento das plantas e a redução gradual dos riscos à produção.

Paraná segue como destaque na produção nacional de milho

O Paraná ocupa posição estratégica na produção brasileira de milho segunda safra e desempenha papel fundamental no abastecimento interno e nas exportações do cereal.

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Com a maior parte das lavouras em boas condições e sem previsão de geadas no curto prazo, o Estado reforça as perspectivas de uma colheita robusta em 2025/26, contribuindo para a oferta nacional e para o equilíbrio do mercado de grãos.

O comportamento do clima nas próximas semanas continuará sendo monitorado pelo setor, mas o cenário atual é considerado favorável para a consolidação de uma safra produtiva e com menor exposição a riscos climáticos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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