Agro
Congresso Abramilho debate Plano Safra, seguro rural e armazenagem em meio à pressão no agronegócio
O 4º Congresso da Abramilho será realizado no próximo dia 13 de maio, em Brasília, com foco nos principais desafios enfrentados pela cadeia produtiva do milho e do sorgo. Entre os temas centrais do encontro estão o Plano Safra, o acesso ao seguro rural, os custos de produção e os gargalos de armazenagem no agronegócio brasileiro.
O painel de abertura contará com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, além do embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, reforçando a importância estratégica do setor para o comércio internacional e para a segurança alimentar.
Plano Safra e crise no campo estarão no centro das discussões
Com o tema “Agricultura em transformação: desafios atuais e propostas para fortalecer o setor”, o painel irá discutir o atual cenário enfrentado pelos produtores rurais, marcado pela elevação dos custos dos fertilizantes, dificuldades financeiras no campo e incertezas sobre o financiamento da próxima safra.
Também participarão do debate o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins da Silva Júnior, o presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber, e o presidente da Maizall, Manuel Ron.
A mediação será conduzida pelo jornalista Cassiano Ribeiro.
Setor cobra soluções para seguro rural e armazenagem
A expectativa do setor é ampliar o diálogo com o governo federal sobre políticas públicas consideradas estratégicas para a sustentabilidade da produção agrícola.
Segundo o diretor executivo da Abramilho, Glauber Silveira, o congresso acontece em um momento decisivo para os produtores brasileiros.
De acordo com ele, a presença do ministro da Agricultura no evento cria um ambiente importante para discutir medidas concretas voltadas ao crédito rural, à ampliação do seguro agrícola e ao fortalecimento da infraestrutura logística e de armazenagem.
O setor também demonstra preocupação com a pressão sobre o orçamento do Plano Safra, considerada uma das principais ferramentas de financiamento da produção agropecuária nacional.
Segurança alimentar e geopolítica também entram na pauta
Além das discussões econômicas e estruturais, o congresso contará com outros painéis voltados para segurança alimentar, biotecnologia e geopolítica do agronegócio.
A programação busca ampliar o debate sobre o papel estratégico do Brasil no fornecimento global de alimentos, especialmente diante das mudanças no comércio internacional, da crescente demanda por grãos e das transformações tecnológicas no campo.
O evento reúne produtores, especialistas, autoridades e representantes do mercado para discutir caminhos para aumentar a competitividade do milho brasileiro e fortalecer a cadeia produtiva nos próximos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Exportação de milho do Brasil deve cair em 2025/26 com pressão dos EUA, Argentina e dólar mais fraco
O mercado brasileiro de milho enfrenta um cenário mais desafiador para as exportações na temporada 2025/26. A forte concorrência dos Estados Unidos e da Argentina no mercado global, somada ao fortalecimento do real frente ao dólar, levou o Itaú BBA a reduzir sua estimativa para os embarques brasileiros do cereal.
Segundo relatório divulgado nesta segunda-feira, o banco revisou a projeção de exportação de milho do Brasil de 44 milhões para 40 milhões de toneladas na safra 2025/26.
Caso a previsão se confirme, o volume ficará abaixo do registrado na temporada passada, quando o Brasil exportou 41,6 milhões de toneladas e manteve a posição de segundo maior exportador mundial de milho, atrás apenas dos Estados Unidos e à frente da Argentina.
Concorrência internacional reduz competitividade do milho brasileiro
De acordo com a análise do Itaú BBA, o milho brasileiro enfrenta atualmente uma disputa mais intensa no mercado internacional, principalmente diante da elevada oferta dos Estados Unidos e da Argentina.
Além disso, a valorização do real frente ao dólar reduz a competitividade do cereal brasileiro nas exportações, tornando o produto nacional relativamente mais caro para compradores internacionais.
O cenário cambial, combinado com a maior disponibilidade global do grão, vem limitando o avanço dos embarques brasileiros e pressionando a participação do país no comércio internacional de milho.
Segunda safra preocupa mercado
Outro fator de atenção está relacionado à produção brasileira, especialmente à segunda safra, responsável pela maior parte da colheita nacional de milho.
Segundo o Itaú BBA, a oferta brasileira deverá ser menor do que o esperado inicialmente, após ajustes negativos nas estimativas da safrinha.
A segunda safra de milho está agora projetada em 110 milhões de toneladas, enquanto a produção total brasileira foi estimada em 138 milhões de toneladas, volume que representa queda anual de 2%.
O banco destaca que, apesar de o mercado interno ainda apresentar oferta relativamente confortável e estoques considerados adequados, novas revisões negativas podem alterar significativamente o equilíbrio do setor.
Mercado doméstico pode reter mais milho
O relatório também alerta que eventuais perdas adicionais na segunda safra podem incentivar retenção do cereal no mercado doméstico, reduzindo ainda mais o potencial exportador do Brasil.
Segundo o banco, caso a quebra da safrinha se intensifique, o mercado tende a manter estímulos de preços para segurar o milho internamente, priorizando o abastecimento nacional.
Esse movimento pode impactar diretamente os embarques brasileiros, especialmente em um momento de forte competição internacional e custos logísticos ainda elevados.
Brasil segue como protagonista global no milho
Mesmo com a redução nas projeções de exportação, o Brasil continua entre os principais players globais do mercado de milho.
O país mantém forte participação no comércio internacional graças ao avanço tecnológico no campo, à expansão da segunda safra e à elevada capacidade produtiva do Centro-Oeste.
No entanto, o cenário para 2025/26 mostra um ambiente mais competitivo e sensível às condições climáticas, ao câmbio e às oscilações da demanda global.
Analistas do setor seguem monitorando principalmente:
- o desenvolvimento final da segunda safra;
- o comportamento do dólar;
- a competitividade frente aos Estados Unidos e Argentina;
- o ritmo da demanda chinesa;
- e os estoques globais do cereal.
A expectativa é de manutenção da volatilidade nos preços e ajustes constantes nas projeções ao longo dos próximos meses, conforme o avanço da colheita e das negociações internacionais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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