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Câmara Árabe leva 15 empresas brasileiras à Gulfood 2026 em Dubai com dois espaços exclusivos

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Brasil terá forte presença na Gulfood 2026

A Câmara de Comércio Árabe-Brasileira levará 15 organizações brasileiras para a Gulfood 2026, principal feira de alimentos e bebidas do Oriente Médio, que acontece a partir de 26 de janeiro, em Dubai, Emirados Árabes Unidos.

A missão visa fortalecer negócios entre o Brasil e os países árabes, reunindo empresas de diferentes segmentos do agronegócio e alimentos industrializados.

Empresas participantes e segmentos representados

Entre as 15 empresas selecionadas, destacam-se:

  • AgroExport e WMS Foods – carnes;
  • Timbro Foods – embutidos, pescados, vegetais e produtos industrializados;
  • Tropicool – derivados de açaí;
  • Cooxupé e Camap – cooperativas de café e amendoim;
  • Stefenoni Interagrícola – cafés e especiarias;
  • Pomer – derivados animais, gengibre, café e especiarias;
  • KPM Logistics – serviços logísticos;
  • Ovos Santa Maria e Ovos Pommer – ovos e derivados;
  • M. Dias Branco – panificados;
  • GAR Agribusiness and Food – açúcar e derivados de dendê;
  • IVL Global Trading – exportadora de commodities agrícolas;
  • Invest Paraná – agência de fomento.

Essas empresas destacarão seus produtos em dois espaços exclusivos montados pela Câmara nos centros de eventos Dubai World Trade Center e Dubai City Expo, que recebem a feira neste ano.

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Evento expande estrutura e atendimento aos expositores

Segundo Marina Sarruf, diretora de marketing e comunicação da Câmara, a Gulfood amplia sua estrutura em 2026 para dois locais, atendendo pedidos antigos de expositores.

“Estamos reforçando nossas equipes para garantir atendimento e condições adequadas para a realização de negócios”, afirmou Sarruf.

Além das empresas representadas pela Câmara, outras entidades brasileiras participarão com estandes próprios, totalizando cerca de 130 empresas brasileiras na feira.

Gulfood: porta de entrada para o Oriente Médio e além

A feira é considerada a mais relevante do Oriente Médio para o setor de alimentos e bebidas, reunindo importadores, redes de varejo e empresas em busca de fornecedores internacionais.

Em 2025, os Emirados Árabes Unidos adquiriram aproximadamente US$ 2,28 bilhões em produtos alimentícios do Brasil, reforçando a importância do mercado para exportadores nacionais.

“Os Emirados Árabes Unidos são estratégicos não apenas pelo volume de compras, mas também pela posição geográfica, que permite a distribuição para outros mercados muçulmanos do Oriente Médio, África, Ásia Central e Sudeste Asiático”, destacou Marina Sarruf.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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