Paraná
Bastidores do Teatro Guaíra: bailarinos contam com fisioterapia e acompanhamento personalizado
Quem poderia imaginar que dentro das dependências do Teatro Guaíra há uma sala com uma máquina de gelo a duas banheiras de imersão? Esses equipamentos, que em um primeiro momento podem causar uma certa estranheza, são essenciais dentro da rotina do Centro Cultural Teatro Guaíra e fazem parte do setor de fisioterapia que fica nas dependências do teatro.
São diversos equipamentos e aparelhos, macas, além das duas banheiras de imersão, de água fria e quente, que ficam junto à máquina de gelo, e que chamam bastante a atenção.
Todos servem de suporte principalmente para o Balé Teatro Guaíra, com acompanhamento do trabalho de fisioterapia, essencial para a longevidade profissional e o desempenho artístico dos bailarinos. As banheiras de imersão servem para aliviar dores, principalmente após os ensaios mais puxados ou apresentações.
As sessões de imersão no gelo duram 10 minutos, com gelo reposto conforme derretido pelo calor corporal. “Eu faço a imersão na banheira de gelo uma ou duas vezes por semana. Não é todo dia, mas recupera a musculatura para o dia seguinte”, explica a bailarina do BTG, Amanda Soares.
Na porta da entrada da sala destinada ao trabalho de fisioterapia há uma placa com o nome de Aurino Lorenzetti, o massoterapeuta conhecido como Nino, que por 37 anos cuidou dos corpos dos bailarinos do Centro Cultural Teatro Guaíra (CCTG). Hoje, quem ocupa essa sala é Amanda Perna, fisioterapeuta que está desde 2023 trabalhando no teatro.
Predestinada pelo sobrenome e a trajetória, Amanda trilhou os caminhos da dança antes de se dedicar à área da saúde. Aluna da Escola de Dança do Teatro Guaíra, formou-se técnica em dança, depois migrou para a educação física e, no último ano da faculdade, decidiu ingressar na fisioterapia: ofício pelo qual se apaixonou e achou seu propósito de vida.
“Fiz escola de dança no Teatro Guaíra, me formei técnica em dança e, ao terminar, cursei Educação Física. No último ano, comecei Fisioterapia. Sempre fui ligada ao movimento”, conta. Sua experiência como aluna e também como estagiária no Balé Teatro Guaíra (BTG) foi decisiva quando participou do processo seletivo para escolha de um profissional de fisioterapia no CCTG. “É muito diferente trabalhar com a escola e com profissionais. Isso me deu um olhar criterioso para biomecânica, ouvir queixas e prestar atenção aos movimentos”.
“Para nós, que trabalhamos como atletas de alto rendimento, ter uma fisioterapeuta aqui é essencial”, afirma a bailarina do BTG Amanda Pessoa Soares. O bailarino Rodrigo Castelo Branco reforça. “O trabalho da Amanda colabora muito no nosso desempenho, acho bem importante o trabalho preventivo que ela desenvolve aqui conosco. Há três anos, reverti uma lesão no quadril. Graças ao trabalho dela, podemos continuar atuando com segurança e com mais qualidade de vida”.
Com uma rotina intensa e marcada pelos protocolos preparados de diversos cuidados preventivos, Amanda mescla atendimentos agendados, participação em ensaios do Balé e também em apresentações da companhia. Nos bastidores, ela fica de prontidão na coxia, com equipamentos para emergências e segue também acompanhando o grupo em viagens.
“O espetáculo é como um jogo: a demanda é alta, e o foco é esportivo. Se há cãibra ao sair do palco, libero a musculatura para a próxima entrada. É um trabalho invisível ao público, mas essencial para a performance e o bem estar dos bailarinos”, afirma.
Amanda faz avaliações individuais, testes de força para simetria muscular e protocolos preventivos, comparando resultados com exames anteriores. “Quando cheguei, implementei cuidados diários: além de aulas e ensaios, orientei exercícios personalizados. Hoje, eles incorporam isso à rotina e pedem protocolos para autocuidado”, diz. Ela conta também, que, embora atenda principalmente bailarinos pela demanda física intensa, o seu trabalho estende orientações também aos demais corpos estáveis do Teatro Guaíra.
Amanda se diz satisfeita com o trabalho. “Fiquei muito feliz quando vim pra cá, a sensação foi de voltar para casa. O mundo da dança sempre esteve comigo, mesmo afastada profissionalmente. Me sinto muito realizada em estar aqui e poder compartilhar meu conhecimento”, completa.
Fonte: Governo PR
Paraná
Servidor da Sesp já alcançou 1 milhão de jovens com palestras antidrogas
A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) conta com uma unidade executiva exclusiva para a formulação e execução de políticas públicas de enfrentamento ao uso e abuso de drogas lícitas e ilícitas no Estado. O Centro Estadual de Políticas sobre Drogas (SEPCD) atua nos eixos de educação e prevenção, tratamento e reinserção social, essenciais para a efetividade dessas políticas.
Para que a mensagem alcance o maior número possível de paranaenses, as palestras são fundamentais. É nesse contexto que se destaca o servidor da secretaria José Augusto Soavinski. Abnegado, que já ministrou mais de duas mil palestras pelo Paraná desde que ingressou na Sesp, em 2015. E, aos 74 anos, não pretende parar tão cedo.
Soavinski sempre esteve ligado à Igreja Católica e fez do combate às drogas sua missão. Aos 38 anos, foi hospitalizado com um grave quadro de leptospirose e chegou a ouvir que tinha poucas chances de sobrevivência. “Fui desenganado pelos médicos do Hospital Cajuru, em Curitiba”, conta. Durante os três meses de internamento, conheceu dependentes químicos em tratamento, que participavam de orações na capela do hospital.
A partir desse contato, Soavinski diz ter percebido que tinha uma missão, que se tornaria seu propósito de vida. Recuperado e atuante na Pastoral da Sobriedade, passou a se voluntariar na realização de palestras em colégios e reuniões comunitárias de bairros de Curitiba. “Eu xerocava materiais sobre prevenção e usava um retroprojetor que mantinha no porta-malas do meu carro para auxiliar nas palestras”, relembra.
Em 1998, criou um programa na Rádio Capital de Curitiba para difundir a mensagem da sobriedade e alertar sobre os riscos do uso de drogas. Na Rádio Clube, conheceu o apresentador Algaci Tulio e, com ele, produziu peças de teatro com a temática do combate aos entorpecentes. Na emissora, também conheceu o padre Reginaldo Manzotti e o radialista Laércio Men, de quem recebeu incentivo para expandir as palestras. “Senti que precisava percorrer todo o Estado”, diz.
As viagens começaram com recursos próprios, provenientes de seu trabalho como economista, e com seu carro, que chegou a rodar 100 mil quilômetros em apenas um ano. “Fazia os contatos com as prefeituras por telefone e visitava os municípios sozinho”, conta. Na época, com o orçamento apertado, contava com a solidariedade de voluntários para custear alimentação e hospedagem.
O servidor estima que, na primeira fase, antes de ingressar na secretaria, realizava cerca de 200 palestras por ano. “Depois, com o aumento da demanda, em 2024 realizei 240 palestras”, afirma. Em cerca de 30 anos de atividade, ele calcula ter alcançado mais de um milhão de jovens com a mensagem de conscientização. O apoio da Igreja Católica sempre foi fundamental. “A Pastoral da Sobriedade foi uma porta que se abriu para as comunidades terapêuticas”, destaca.
Soavinski é um entusiasta das organizações independentes que acolhem pessoas em situação de dependência química. “Atendo o telefone a qualquer hora para conversar, orientar e encaminhar jovens às comunidades terapêuticas”, afirma.
Ele é membro do Rotary Club e também atua em parceria com o Lions Club, que possui capilaridade em todo o estado, contribuindo para a formação de novos multiplicadores de sua mensagem. Soavinski também é técnico em segurança do trabalho e, nessa área, ministra palestras no chamado “chão de fábrica”, voltadas a profissionais em situação de vulnerabilidade.
As palestras sempre foram gratuitas. “Qualquer instituição pode solicitá-las sem custo”, diz. Construtoras, empresas do setor automobilístico e sindicatos estão entre os interessados mais frequentes, por reunirem grande número de trabalhadores, cada um com sua própria trajetória de vida.
Os projetos mantidos pelo Centro Estadual de Políticas sobre Drogas (SEPCD) também são espaços para as palestras. O programa É Sobre Isso, da Sesp, percorreu 40 escolas de ensino fundamental e médio apenas em 2026. A realidade de muitos lares aparece nesses encontros. “As crianças já têm conhecimento do problema, por casos em casa com pais, irmãos ou vizinhos”, relata o palestrante.
Outro projeto da Sesp, o Vida Nova, leva a conscientização a presídios masculinos e femininos e casas de custódia no Paraná. Ativista antidrogas, Soavinski também fala a caminhoneiros e suas famílias sobre os riscos do uso de drogas nas estradas. O Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) e o Detran Paraná são parceiros na iniciativa.
Soavinski já presidiu o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do Bacacheri, em Curitiba. Para ele, os grupos de bairro são fundamentais para disseminar a mensagem de combate às drogas, que também alcança, com o apoio das comunidades, pessoas em situação de rua.
Ele já foi homenageado pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), pela Câmara Municipal de Curitiba (CMC) e pelo Movimento Pró-Paraná, além de ter recebido o título de Companheiro Paul Harris, uma das mais altas honrarias do Rotary International.
Para o servidor da Sesp, perceber que os jovens o ouvem e multiplicam a mensagem é recompensador. “Não é técnica, é emoção e motivação”, resume, ao explicar o poder transformador das palestras. Às famílias, Soavinski deixa um recado direto e profundo sobre a importância do acolhimento nos momentos mais difíceis: “Me ame quando menos mereço, pois é quando eu mais preciso”.
PALESTRAS – O CEPSD disponibiliza palestras gratuitas sobre prevenção ao uso e abuso de drogas para instituições públicas e privadas em todo o Paraná. As solicitações devem ser feitas exclusivamente pelo site www.politicasobredrogas.pr.gov.br e são avaliadas conforme a disponibilidade da equipe. A confirmação ocorre por canais institucionais, e dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (41) 3313-1646.
CEPSD – O Centro Estadual de Políticas sobre Drogas (CEPSD) é a unidade da Secretaria da Segurança Pública responsável por planejar, coordenar e executar as políticas públicas sobre drogas no Paraná. Alinhado às diretrizes nacionais e internacionais, atua nos eixos de prevenção, tratamento, reinserção social e redução da oferta e da demanda, além de orientar ações nos municípios. A atuação integrada com diferentes setores reforça a efetividade das políticas públicas e a prevenção ao uso e abuso de drogas no Estado.
Fonte: Governo PR
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