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Brasil

CNPq lança edital de bolsas com R$ 120 milhões e foco em projetos de pesquisa

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Em um cenário em que tecnologia define competitividade e autonomia dos países, ampliar a capacidade científica nacional é uma ação estratégica. Para fortalecer essa base, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) publicou edital de R$ 120 milhões da edição 2026 do Programa de Capacitação Institucional (PCI). A chamada amplia o acesso a bolsas, eleva os valores pagos a pesquisadores e adota um modelo mais aberto para financiar projetos nas unidades vinculadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

As propostas devem ser submetidas até 27 de maio, por meio da Plataforma Integrada Carlos Chagas. O edital terá vigência de quatro anos, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, totalizando R$ 120 milhões — distribuídos em R$ 30 milhões anuais. Cada projeto poderá receber até R$ 1,5 milhão. 

Novo modelo amplia acesso e autonomia 

A principal mudança do PCI para este ano está na forma de seleção. Diferentemente das edições anteriores, em que as bolsas eram distribuídas por cotas fixas entre instituições, o novo formato adota um modelo de ampla concorrência baseado em projetos. Com isso, servidores das unidades poderão submeter propostas institucionais e atuar como coordenadores das iniciativas. 

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“O edital do PCI, que está na iminência de ser lançado, representa um grande avanço para as unidades de pesquisa do MCTI. A principal novidade é que passamos a contar com uma estabilidade orçamentária, assegurada no esforço do Conhecimento Brasil, uma linha de ação desenvolvida pelo FNDCT”, destacou o presidente do CNPq, Olival Freire. 

Outra novidade é a possibilidade de uma mesma instituição abrigar múltiplos projetos simultaneamente, desde que apresentados por proponentes diferentes e validados internamente. A medida amplia a diversidade de iniciativas e permite maior dinamismo na produção científica. 

O edital também estabelece recorte regional: pelo menos 30% dos recursos serão destinados a projetos de instituições sediadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, incluindo áreas atendidas por agências de desenvolvimento regional. 

Bolsas maiores e incentivo à inovação 

A chamada prevê reajuste médio de 30% nos valores das bolsas, elevando o piso para cerca de R$ 4 mil. A atualização busca recompor o poder de financiamento e tornar o programa mais atrativo para pesquisadores. 

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Além disso, o PCI passa a permitir de forma explícita a participação de bolsistas na criação e gestão de empresas de base tecnológica, como startups instaladas em incubadoras e parques tecnológicos. A mudança aproxima a produção científica do ambiente de inovação e favorece a transferência de conhecimento para o setor produtivo. 

Podem concorrer pesquisadores vinculados a unidades de pesquisa, organizações sociais ou empresas públicas dependentes do Tesouro Nacional, desde que ligadas a Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) vinculadas ao MCTI. 

PCI
PCI

Avaliação e acompanhamento 

O novo modelo também estabelece mecanismos de monitoramento dos resultados. Os projetos deverão participar de uma Jornada de Avaliação Institucional anual, voltada à prestação de contas e análise de indicadores de impacto. 

Após a publicação da chamada, o CNPq prevê a promoção de um webinário para orientar os participantes sobre regras, critérios e processo de submissão. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Ministério da Saúde amplia em 58% atendimentos contra obesidade na Atenção Básica em três anos

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 O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou nesta quarta-feira (29), em Brasília (DF), do Seminário Nacional do Programa Academia da Saúde: I Mostra de Boas Práticas. Na ocasião, anunciou o investimento de R$ 51 milhões por ano para a habilitação de 582 Academias da Saúde em 451 municípios. Esses espaços públicos, onde são ofertadas práticas de atividades físicas para a população, registraram um aumento de 95,10% nas atividades físicas desde 2023.

A iniciativa integra a estratégia Viva Mais Brasil e tem como objetivo fortalecer as políticas de promoção da atividade física e ampliar a rede de cuidado às pessoas com obesidade no âmbito do SUS, com foco nas doenças crônicas não transmissíveis. Medidas como essa têm contribuído para avanços importantes: nos últimos três anos, houve um aumento de 58% no acompanhamento de pessoas com obesidade na Atenção Primária à Saúde (APS), passando de 6,2 milhões de atendimentos em 2022 para 9,7 milhões em 2025.

Na ocasião, o ministro destacou o avanço da obesidade no país, defendendo o fortalecimento de estratégias de promoção da saúde, com abordagem ampla e integrada, ressaltando a importância da Academia da Saúde no enfrentamento desse desafio.

“A obesidade, dobrou desde 2006 até agora. A gente percebe isso no dia a dia. Então, a Academia da Saúde vai nos ajudar a enfrentar o excesso de peso, que impacta as doenças cardiovasculares, as doenças articulares e as dores que as pessoas sentem, ao mesmo tempo em que estimula a prática de atividade física, uma alimentação melhor e o convívio social, contribuindo também para enfrentar problemas de saúde mental nos territórios”, enfatiza.

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O cenário acompanha o avanço da obesidade no Brasil. Entre 2006 e 2024, a prevalência de excesso de peso passou de 42,6% para 62,6%, enquanto a obesidade subiu de 11,8% para 25,7%, segundo dados do Vigitel 2025, reforçando a necessidade de fortalecer ações de prevenção, promoção da saúde e cuidado integral.

Nesse contexto, a Estratégia Saúde Mais Brasil, o Programa Academia da Saúde e a expansão das Equipes de Saúde da Família, que em 2024 contou com orçamento de R$ 54,9 bilhões para o cofinanciamento de 53 mil equipes, além do avanço, a partir de 2023, na implementação da Linha de Cuidado do Sobrepeso e Obesidade pelos estados, estão entre as principais estratégias adotadas nos últimos três anos pelo Governo do Brasil.

Academia da Saúde expande atuação

O Programa Academia da Saúde vem ampliando de forma consistente sua presença nos territórios e fortalecendo o acesso da população a práticas corporais, atividades físicas e ações de promoção da saúde. Esse avanço se reflete na expansão da rede, que em 2025 alcançou 1.779 estabelecimentos credenciados, o que consolida sua presença em todo o território nacional.

O fortalecimento da iniciativa também está relacionado ao reforço do financiamento federal, com atualização das regras de custeio e reajustes que podem chegar a 233%, ampliando a capacidade de funcionamento dos serviços e fortalecendo a oferta de ações nos territórios, além de ampliar a composição multiprofissional das equipes, qualificando a atuação e o cuidado ofertado à população.

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Seminário celebra 15 anos da Academia da Saúde

O Seminário Nacional do Programa Academia da Saúde, realizado ao longo desta quarta-feira (29), em Brasília (DF), marcou os 15 anos da iniciativa no SUS. O evento reuniu gestores, profissionais e convidados institucionais para valorizar, dar visibilidade e promover a troca de experiências nos territórios.

A programação incluiu a apresentação de 15 iniciativas bem-sucedidas de promoção da saúde no âmbito do programa. As práticas apresentadas serão sistematizadas, com potencial de se tornarem publicações, contribuindo para a qualificação das ações e o fortalecimento da política em nível nacional.

 Foto: Rafael Nascimento/MS
Foto: Rafael Nascimento/MS

A secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas, destacou a ampliação inédita do programa e os impactos da iniciativa na vida da população. “É uma alegria ver uma política pública completar 15 anos e, com esse ato, chegar a 363 novos municípios que nunca tiveram a Academia da Saúde. Essa é uma ampliação inédita, que reforça o programa como pilar da Estratégia Viva Mais Brasil e mostra, na prática, como ele transforma a vida das pessoas, seja na redução de doenças crônicas e do uso de medicamentos, seja na melhoria do bem-estar e da saúde mental nos territórios, destaca.

Janaína Oliveira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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