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Ministério inicia curso de educação popular em saúde para o cuidado à população em situação de rua

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O Ministério da Saúde iniciou as atividades do Curso de Aperfeiçoamento em Educação Popular em Saúde para o Cuidado da População em Situação de Rua – EdPopRua em Recife (PE) e São Paulo (SP). A iniciativa integra o Plano Ruas Visíveis, política do governo federal destinada à ampliação de direitos, dignidade e acesso aos serviços públicos para pessoas em situação de rua. Ao todo, 305 pessoas participam da formação.

“A Educação Popular em Saúde é uma estratégia fundamental para qualificar o cuidado na Atenção Primária e fortalecer o vínculo com a população em situação de rua, respeitando seus saberes, trajetórias e territórios”, destacou Larissa Daiane Vieira Barros, coordenadora de Atenção às Populações em Situação de Vulnerabilidade, da Coordenação-Geral de Acesso e Equidade na Atenção Primária.

Coordenado pela Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps) em parceria com o Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz/PE) e movimentos sociais com trajetória de atuação junto à população em situação de rua, o curso prevê a capacitação de 5 mil profissionais. A formação tem como objetivo qualificar o processo de trabalho na atenção primária e fortalecer práticas de cuidado territorial, comunicação e educação popular em saúde.

Além das atividades presenciais de abertura, o Curso de Aperfeiçoamento em Educação Popular em Saúde para o Cuidado da População em Situação de Rua (EdPopRua) conta com um ambiente interativo de aprendizagem, voltado aos processos formativos, à produção de materiais pedagógicos e científicos e à integração com os movimentos sociais. A proposta valoriza os saberes populares e as experiências locais de cuidado, fortalecendo práticas alinhadas à Educação Popular em Saúde.

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Para a enfermeira do Consultório na Rua, Armiranji Queiroz, a iniciativa representa um marco na valorização dos profissionais e no fortalecimento do cuidado ofertado à população em situação de rua.“Esse curso é de muita importância. Toda a estruturação aumenta a nossa autoestima e a valorização, amplia os conhecimentos para lidar com as pessoas e traz mais confiança. A partir do momento em que percebemos essa preocupação com pessoas em alta vulnerabilidade, a gente passa a acreditar que há um futuro muito maior pela frente em relação a tudo isso”, afirma. Segundo ela, a abordagem do EdPopRua contribui diretamente para o reconhecimento das especificidades da população em situação de rua e para a garantia de seus direitos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Com a metodologia e as ferramentas do curso, ampliamos o olhar sobre a população em situação de rua, fortalecendo as políticas públicas e reafirmando a importância dessa formação”, afirmou Genivaldo Francisco, educador do curso, que segue com 16h/aulas mensais em 2 encontros por mês.

Nesta etapa, foram disponibilizadas vagas para os municípios pernambucanos de Recife, Garanhuns, Petrolina e Vitória de Santo Antão, além das cidades paulistas de Campinas, Ribeirão Preto, São Bernardo do Campo e a capital, São Paulo. O curso é voltado para trabalhadores(as) de nível médio, técnico ou superior que atuam no cuidado à população em situação de rua na Atenção Primária à Saúde (APS), especialmente os que integram as equipes de Consultório na Rua (eCR), de Saúde da Família (eSF), de Atenção Primária (eAP) e de Saúde Bucal (eSB), além das equipes multiprofissionais (eMulti) de referência para as eCR. Gestores(as) da APS e do Consultório na Rua e lideranças dos movimentos da população em situação de rua também fazem parte do público prioritário.

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Plano Ruas Visíveis

O Plano Ruas Visíveis reúne uma série de medidas para fortalecer a atenção, o cuidado e a garantia de direitos da população em situação de rua com um investimento de cerca de R$ 1 bilhão. Ele reúne 99 ações em sete eixos prioritários, como assistência social, saúde, moradia, trabalho, educação, combate à violência e cidadania, refletindo o compromisso político e humano de efetivar a Política Nacional para a População em Situação de Rua.

Camila Rocha
Ministério da Saúd

Fonte: Ministério da Saúde

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MPor faz balanço do primeiro biênio da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação

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O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, apresentou, nesta quinta-feira (21), em Brasília, o balanço das principais ações da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN), que completa dois anos de atuação. Durante o evento, foram apresentados dados sobre o crescimento do transporte hidroviário e da cabotagem, investimentos em infraestrutura, obras de dragagem e derrocamento, ampliação de terminais fluviais, modernização de eclusas e avanços do Fundo da Marinha Mercante (FMM).

Também foram destacados os projetos de concessão de hidrovias, além das iniciativas voltadas à descarbonização do transporte aquaviário e ao fortalecimento da indústria naval brasileira.

Tomé Franca ressaltou os avanços alcançados pela política hidroviária nos últimos dois anos e o protagonismo da secretaria na retomada do setor. “Nesses dois anos, fizemos mais pelas hidrovias do que foi feito em toda a história do Brasil. Isso é motivo de reconhecimento pela priorização dada a essa pauta, mas, principalmente, pelo trabalho de todos aqueles que atuam na Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação”, afirmou.

O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, destacou que parte significativa das ações da secretaria está voltada à melhoria do transporte hidroviário de passageiros, especialmente nas regiões mais dependentes das hidrovias. “Essa é uma iniciativa importante para melhorar a qualidade do transporte oferecido à população que mais depende das hidrovias no Brasil”, afirmou.

Infraestrutura hidroviária

Ao todo, o setor registrou crescimento de 12,4% no transporte hidroviário, além da ampliação dos investimentos em infraestrutura e do avanço da carteira de projetos estratégicos voltados à navegação interior e à cabotagem.

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Os dados apresentados mostram que o transporte em vias interiores movimentou 145 milhões de toneladas de cargas em 2025. Já a cabotagem transportou 223 milhões de toneladas no país, consolidando a navegação interior como alternativa logística estratégica para o desenvolvimento nacional.

Na área de infraestrutura hidroviária, os investimentos passaram de R$ 716 milhões, entre 2019 e 2022, para R$ 1,5 bilhão, entre 2023 e 2026. Somente neste ano, a Lei Orçamentária Anual (LOA) prevê mais de R$ 540 milhões destinados ao setor, contemplando obras de dragagem nos rios Amazonas, Madeira e Solimões, além da operação e manutenção de eclusas em diferentes estados brasileiros.

Projetos em andamento

Entre os principais projetos em andamento, estão as obras de derrocamento do Pedral do Lourenço, no Rio Tocantins (PA), e de Nova Avanhandava, no Rio Tietê (SP), consideradas fundamentais para ampliar a navegabilidade e aumentar a eficiência do transporte hidroviário nacional.

Outro destaque é a ampliação do Terminal Hidroviário de Manaus (Manaus Moderna), obra com previsão de investimento de R$ 876 milhões e que é voltado à modernização da infraestrutura de embarque e desembarque da navegação interior no Amazonas.

A agenda estratégica da secretaria também prevê o avanço das concessões hidroviárias dos rios Paraguai, Madeira, Tocantins, Tapajós e Lagoa Mirim, com previsão de leilões no primeiro semestre de 2027. Os projetos devem ampliar a competitividade logística, reduzir custos operacionais e estimular a descarbonização do transporte aquaviário.

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Cabotagem e indústria naval

Na cabotagem (entre portos do Brasil), os avanços do programa BR do Mar, regulamentado em 2025, já registram a entrada de cinco novas empresas e 15 novas embarcações em operação.

O Fundo da Marinha Mercante (FMM) também apresentou crescimento expressivo no ciclo atual. Os valores aprovados passaram de R$ 22,8 bilhões, entre 2019 e 2022, para R$ 88,1 bilhões, entre 2023 e 2026. Já os contratos firmados cresceram de R$ 1,6 bilhão para R$ 14,3 bilhões no mesmo período. Ao todo, foram contratadas 833 obras, com geração de mais de 48 mil empregos em todo o país.

“Estamos trabalhando continuamente para avançar e enfrentar gargalos que ainda dificultam o desenvolvimento do setor, especialmente no acesso ao financiamento pelo Fundo da Marinha Mercante. Também buscamos ampliar a chegada desses recursos ao Norte do Brasil, principalmente para empresas que enfrentam dificuldades para oferecer as garantias exigidas pelo sistema financeiro”, concluiu Otto Burlier.

A programação contou ainda com a participação da secretária-executiva substituta do MPor, Helena Venceslau; do diretor-geral de Navegação da Marinha do Brasil, Silvio Luís; do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Frederico Dias; do diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Edme Tavares; e do diretor de Relações Institucionais da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Valter de Souza.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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