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Ministra do MCTI defende políticas afirmativas para ampliar presença feminina na tecnologia

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A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, participou, na quinta-feira (23), do lançamento da 4ª edição do projeto Tech Woman, no Recife (PE). A iniciativa tem como foco promover a presença, o protagonismo e o desenvolvimento de mulheres no universo da tecnologia.

Durante o encontro, a ministra reforçou a importância de ampliar a participação feminina nas carreiras científicas e tecnológicas e defendeu o papel de iniciativas que trabalham temas como inclusão e diversidade.

“A área de TI é disruptiva, uma área transversal, que passa por todas as cadeias produtivas do País e, cada vez mais, ganha relevância. Precisamos garantir que mais e mais mulheres estejam inseridas nesse processo”, disse Luciana Santos, no evento que ocorreu na semana em que é celebrado o Dia Internacional das Meninas nas Tecnologias da Informação e Comunicação.

A ministra também pontuou o desafio histórico da baixa presença feminina em áreas como engenharia e computação, além do chamado efeito tesoura, que se refere ao fato de as mulheres perderem participação para os homens ao avançar na carreira, mesmo sendo maioria entre os matriculados na graduação e na pós-graduação.

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“Embora sejamos maioria das acadêmicas, inclusive entre mestres e doutores no nosso País, ainda somos minoria em áreas como ciência da computação e engenharia. Precisamos superar isso com políticas afirmativas porque a inclusão da mulher não é só uma questão de justiça social, é uma questão de excelência”, afirmou.

Outro ponto enfatizado foi a necessidade de aproximar a ciência das pessoas, sobretudo em tempos de enfrentamento ao negacionismo. “Precisamos mostrar que a ciência não é algo distante. Ela está nas soluções dos problemas dos mais simples aos mais complexos”, colocou a ministra, para, em seguida, defender a união entre a administração pública, a iniciativa privada e a academia para fortalecer o setor.

De acordo com ela, a luta pela inclusão deve ser não apenas das mulheres, mas de todos — inclusive do Estado brasileiro. Luciana Santos destacou que o MCTI, desde o início da sua gestão, já investiu cerca de R$ 1,7 bilhão em iniciativas femininas ou que incentivam a participação, a permanência e a ascensão de meninas e mulheres nas ciências.

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Na ocasião, as fundadoras do Tech Woman, Kássia Alcântara e Laís Xavier, anunciaram as novidades da 4ª edição do projeto, que ocorrerá em 29 de agosto, no Recife Expo Center, no bairro de Santa Rita. A expectativa é reunir cerca de 2 mil participantes em uma programação voltada exclusivamente para pessoas que se reconhecem como mulheres.

Neste ano, além das trilhas de Carreiras, Técnica e Soft Skills, haverá uma trilha para quem não é da área de tecnologia. “A gente vai falar de fake news, de como se proteger nas redes, de inteligência artificial para quem não entende nada e está perdido, vamos conversar sobre tudo isso, além de ampliar a nossa atuação na área de empreendedorismo”, adiantou Laís Xavier.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Brasil

Senad e Capes selecionam 24 projetos para ações de prevenção, cuidado e inclusão social

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Brasília, 18/6/2026 – A articulação entre ciência, extensão universitária e políticas públicas será ampliada com a implementação da Rede dos Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social na Política sobre Drogas (Rede Cais) Acadêmicos, linha específica do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação. A iniciativa, conduzida pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad/MJSP) em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), reunirá 24 universidades e institutos federais para desenvolver ações de inclusão social, prevenção e promoção de direitos em comunidades em situação de vulnerabilidade.

Com investimento superior a R$ 25 milhões, o programa estrutura a Rede Cais Acadêmicos, com atuação em todo o País. As instituições contempladas estão distribuídas pelas cinco regiões brasileiras, consolidando uma rede nacional voltada ao desenvolvimento de tecnologias sociais e à produção de conhecimento aplicado às realidades locais.

A ação integra a estratégia da Senad de impulsionar atividades de prevenção e cuidado, promovendo a articulação entre universidades, comunidades e serviços públicos para enfrentar desafios relacionados ao uso de álcool e outras drogas, à vulnerabilidade social e à garantia de direitos.

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Para a secretária nacional da Senad, Marta Machado, o programa representa mais um avanço na política sobre drogas no Brasil.

“Estamos falando de um investimento robusto de mais de R$ 25 milhões em ciência, pesquisa e extensão universitária. O objetivo é transformar conhecimento em novas tecnologias sociais e fortalecer a presença da política pública nos territórios mais vulnerabilizados”, ressalta.

Segundo a secretária, a rede selecionada terá alcance nacional inédito e contribuirá para ampliar o acesso a direitos fundamentais.

“Os centros vão atuar promovendo redução de riscos e danos, acolhimento, atenção psicossocial e, acima de tudo, o acesso aos direitos fundamentais. Essa é a materialização da nossa estratégia de prevenção ampliada”, afirma.

Rede nacional

Além de fomentar pesquisas e ações extensionistas, o programa busca produzir evidências e metodologias que possam subsidiar políticas públicas voltadas à prevenção, ao cuidado e à garantia de direitos de populações em situação de vulnerabilidade.

A expectativa é que a Rede Cais Acadêmicos contribua para reforçar a presença territorial das ações da Senad e aprimorar a articulação entre Governo Federal, instituições de ensino e sociedade civil, promovendo respostas mais qualificadas e integradas aos desafios sociais relacionados à política sobre drogas.

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Os projetos selecionados receberão bolsas e recursos de custeio para desenvolver as atividades previstas ao longo dos próximos anos. O resultado do edital foi divulgado em 11 de junho e está disponível aqui.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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