Brasil
Em Manaus, representantes do MPor participam de evento sobre desenvolvimento da navegação interior
Especialistas e representantes do setor público se reuniram em Manaus (AM), entre os dias 22 e 23, para participar do seminário Diálogos Hidroviáveis, promovido pela Agência de Desenvolvimento Sustentável das Hidrovias (Adecon), e debater os caminhos para o fortalecimento da infraestrutura hidroviária e o avanço da navegação interior no Brasil. O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) esteve presente no encontro, representado pelo diretor de Gestão Hidroviária, Eliezé Bulhões Carvalho, e pelo diretor de Navegação e Fomento da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação, Daniel Aldigueri.
Na abertura, Bulhões destacou a importância de realizar os debates na região Norte, onde se concentra a maior parte das hidrovias brasileiras e dos investimentos no setor. “Manaus é um vetor logístico fundamental da navegação interior brasileira, e a maior parte dos investimentos, públicos e privados, está concentrada na região Norte. Discutir esses temas aqui aproxima as políticas públicas da realidade local e fortalece soluções mais eficientes para o setor”, afirmou.
O diretor também apresentou o avanço das ações do MPor, com ampliação dos investimentos públicos e estruturação de projetos voltados à melhoria da infraestrutura hidroviária, e destacou o avanço dos projetos de concessão como parte da estratégia de fortalecimento da navegação interior. As iniciativas buscam ampliar a eficiência logística, melhorar as condições de navegabilidade e atrair investimentos privados.
Segundo Eliezé Bulhões, o desenvolvimento dessas concessões ocorre de forma gradual, com o amadurecimento dos projetos e maior compreensão por parte da sociedade. “Contribuindo para um ambiente mais estável e favorável ao crescimento do setor”, destaca.
Mudanças climáticas
Nos painéis, foram debatidos os impactos das mudanças climáticas na navegabilidade, especialmente na Amazônia, como a variação do nível dos rios e as estiagens prolongadas. Entre as soluções apresentadas estão estruturas flutuantes adaptáveis, melhoria do monitoramento hidrológico e ampliação da dragagem, medidas para garantir o transporte de cargas, insumos e o abastecimento das populações ribeirinhas.
Também foi apresentado o projeto Manaus Moderna, voltado à requalificação da infraestrutura portuária da capital, com foco em melhorar as operações de passageiros e cargas e aumentar a eficiência logística.
Fundo da Marinha Mercante
Durante os debates, Daniel Aldigueri abordou o papel do Fundo da Marinha Mercante (FMM), principal instrumento de financiamento da indústria naval, e os desafios no acesso ao crédito. “Hoje temos cinco embarcações de navegação interior de passageiros aprovadas pelo Fundo, mas apenas uma contratada e em construção”, afirmou.
Segundo ele, a principal dificuldade está na apresentação de garantias. “Essa é uma questão que estamos discutindo com diversos atores, inclusive com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), para ampliar o acesso ao financiamento e adequar as condições à realidade local”, disse.
O evento reuniu representantes da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), do BNDES e da Infra S.A., além de entidades do setor e representantes da indústria naval e da navegação.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
Brasil
MMA lança programas Gestar e ProAmbiente Adapta na Bacia do Rio Doce
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lançou, na última quarta-feira (15/4), os primeiros territórios de atuação dos programas Gestar e ProAmbiente Adapta, durante evento realizado no município de Águia Branca (ES). A iniciativa integra as estratégias do Governo do Brasil para promover a transição agroecológica e a gestão sustentável da paisagem rural no país, com início na Bacia Hidrográfica do Rio Doce.
As ações serão implementadas em municípios das regiões noroeste e norte do Espírito Santo, com foco no fortalecimento da agricultura familiar, de povos e comunidades tradicionais, além da recuperação e conservação ambiental. A execução ocorre por meio de Termo de Execução Descentralizada (TED) firmado com a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e de parceria estabelecida, em 2025, com o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ).
Na avaliação do diretor de Políticas de Gestão Ambiental Rural da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável (SNPCT/MMA), Daniel Peter, os programas têm caráter estruturante para o desenvolvimento sustentável nos territórios. “Os programas promovem a transição agroecológica dos sistemas produtivos e fortalecem a gestão da paisagem rural”, destacou.
A solenidade reuniu representantes de órgãos federais, estaduais e municipais, da Fundação Banco do Brasil, além de organizações da sociedade civil e da comunidade local.
A assessora da Secretaria Nacional de Diálogos Sociais e Articulação de Políticas Públicas da Secretaria-Geral da Presidência da República, Zilda Onofri, destacou a importância da participação social na construção das políticas públicas. “Esses programas só são possíveis com a participação ativa da sociedade civil, tanto na definição de objetivos estratégicos quanto no fortalecimento da governança, da mobilização e da educação ambiental, que são estruturantes para a transformação dos territórios”, afirmou.
O prefeito de Águia Branca (ES), Jailson Quiuqui, enfatizou o esforço coletivo desenvolvido na região, com articulação do IPÊ e participação de diversas instituições, como escolas agroecológicas, sindicatos rurais e entidades ligadas à agricultura e à sociobiodiversidade.
Durante o evento, também foi lançado o Programa Ecoforte Redes, iniciativa nacional que apoia redes territoriais de produção sustentável e é financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pela Fundação Banco do Brasil. O programa foi construído no âmbito da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO), da qual o MMA é integrante e participou da elaboração do edital e da seleção dos projetos.
No território capixaba, a iniciativa viabiliza o projeto “Estruturação e Fortalecimento da Rede Capixaba de Agroecologia e Sociobiodiversidade”, com investimento de R$ 2,3 milhões, executado pelo IPÊ.
Representando a Fundação Banco do Brasil, Robson Rocha explicou os objetivos da aplicação dos recursos no território. “A proposta é fortalecer a rede e apoiar a transição agroecológica a partir da atuação de movimentos e organizações sociais, promovendo uma produção orgânica, sustentável e certificada, com agregação de valor aos produtos, uso de tecnologias sociais, integração a políticas públicas e parcerias estratégicas ao longo das cadeias produtivas”, afirmou.
“A atuação integrada tem sido fundamental para o avanço das ações sustentáveis na região”, pontuou o diretor executivo do IPÊ, Eduardo Ditt.
A gerente de Educação Ambiental e Articulação Social da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), Ester Sabino, enfatizou a capacidade de articulação institucional e o papel estratégico do MMA no fortalecimento das políticas públicas ambientais.
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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