Brasil
Nota de pesar pelo falecimento de Raul Jungmann
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) manifesta profundo pesar pelo falecimento de Raul Jungmann (1952–2026), ocorrido no último domingo (18/1).
Homem público que dedicou grande parte de sua vida ao serviço do Brasil, Jungmann teve uma trajetória marcada pelo compromisso com a democracia, com as instituições e com o debate público, e pela atenção permanente à agenda socioambiental e ao desenvolvimento sustentável. Foi deputado federal por três mandatos e ocupou funções relevantes no Executivo, como ministro da Defesa (2016–2018), ministro da Segurança Pública (2018) e ministro do Desenvolvimento Agrário (1999–2002), além de presidir o Incra (1996–1999).
No campo ambiental, foi presidente do Ibama (1995–1996), período importante para a consolidação da agenda ambiental no país e para o fortalecimento da capacidade institucional de proteção dos recursos naturais.
Mais recentemente, à frente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), manteve diálogo com diferentes setores e contribuiu para o avanço de práticas e padrões socioambientais.
O MMA se solidariza com familiares, amigas, amigos e com todas as pessoas que conviveram com Raul Jungmann ao longo de sua vida. Que sua contribuição à vida pública brasileira seja lembrada com respeito, e que seus entes queridos encontrem conforto e força neste momento.
Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima
Brasília, 19 de janeiro de 2026
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
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Brasil
Parteiras e parteiros indígenas de todo o Brasil se reúnem em encontro nacional
Entre os dias 08 e 11 de junho, a capital de Rondônia será palco de um movimento histórico: o primeiro Encontro Nacional de Parteiras e Parteiros Indígenas. Organizado pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, o evento não é apenas uma reunião técnica, mas um gesto de reconhecimento ao protagonismo de mulheres e homens que, há gerações, protegem os ciclos da vida e a sobrevivência física e cultural de seus povos.
O encontro responde a um chamado das próprias comunidades e busca reconhecer as “tecnologias da floresta”, à luz do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante três dias, representantes dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), além de especialistas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mergulharão em uma jornada de escuta sensível e troca de experiências.
Reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como figuras cruciais para a saúde materna, as parteiras tradicionais desenvolvem um saber construído na prática e na transmissão oral. Esse conhecimento acumulado será o centro das atenções em Porto Velho. A programação prevê diálogos sobre o preparo do corpo para a gestação, o uso de ervas medicinais e o cuidado com as adolescentes desde a primeira menstruação.
“Este encontro representa um passo importante no reconhecimento das parteiras e parteiros indígenas como guardiões de conhecimentos ancestrais”, destaca a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé. Segundo ela, a iniciativa visa construir caminhos para que esses saberes sejam respeitados e integrados às políticas públicas de saúde.
Tecendo o futuro da saúde indígena
A metodologia do evento foi desenhada para ser tão profunda quanto os temas tratados. Atividades como a dinâmica “Tecendo Conhecimentos” e a construção da “Árvore do Conhecimento” permitirão que os participantes sistematizem suas práticas de forma coletiva.
O encontro ainda prevê a elaboração de dois documentos orientadores: o Guia de Parteira para Parteira, focado em boas práticas, rituais e o uso de kits de cuidado; e o Guia para Profissionais de Saúde, uma bússola para que as equipes de saúde saibam como acolher e articular as práticas tradicionais com a medicina biomédica de forma culturalmente sensível.
Ao promover esse diálogo intercultural, o Ministério da Saúde reafirma que a equidade e a integralidade do SUS só são plenamente alcançadas quando a espiritualidade e a autonomia dos povos indígenas são levadas em conta no ato de cuidar. O evento que se inicia em 9 de junho promete ser um marco onde a tradição e a modernidade se encontram para garantir que o nascimento em territórios indígenas continue sendo um ato de celebração da vida.
Leidiane Souza
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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