Educação
Curso capacitou articuladores para equidade na educação básica
O Ministério da Educação (MEC) realizou, entre os dias 13 e 17 de abril, em Brasília (DF), o Curso de Formação em Práticas de Ensino para a Equidade na Educação Básica. O curso buscou preparar articuladores e coordenadores da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) para implementação de práticas pedagógicas equitativas, de forma a fortalecer o senso de pertencimento e a autoestima dos alunos, materializando a equidade racial nas salas de aula brasileiras.
Durante o curso, os participantes foram levados a identificar barreiras pedagógicas na aprendizagem dos estudantes; desenvolver estratégias que assegurem o acesso, a permanência e o sucesso escolar de todos os estudantes; e atuar com foco prioritário na redução de desigualdades raciais nos municípios atendidos pela Ação Focalizada 2026 – iniciativa do MEC para apoiar as redes de ensino na implementação da Pneerq.
Na ocasião, foi anunciada também a redefinição do papel dos articuladores da política nos territórios, que passam de agentes de governança a agentes de formação. Dessa forma, os atuais 780 bolsistas da Pneerq se tornarão responsáveis pela formação local de educadores das redes de ensino. Assim, a segunda etapa da formação iniciada em Brasília acontece em maio, para esses agentes de formação local, e, na última fase do curso, eles replicam a formação a professores e demais profissionais das redes municipais participantes.
As ações fazem parte da Rede Equidade, estratégia que prioriza 1.294 municípios e estados que não cumpriram o critério de igualdade racial exigido pela Condicionalidade III do Valor Aluno Ano Resultado do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação em 2026. A iniciativa apoia as redes de ensino que ainda não apresentaram avanços na redução dessas desigualdades educacionais.
O curso foi promovido em parceria com o Instituto Canoa, organização sem fins lucrativos criada para fomentar a formação de professores de excelência no país. A entidade atua há 10 anos em parceria com uma rede de universidades brasileiras na promoção de salas de aulas equitativas, de excelência e democráticas.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Escuta nacional sobre formação docente é ampliada até 29/5
O Ministério da Educação (MEC) ampliou até 29 de maio o prazo da Escuta Nacional sobre Formação Continuada, iniciativa que vai subsidiar a criação da Política Nacional de Formação Continuada dos Profissionais da Educação Básica Pública. Até o momento, 165.428 professores e diretores escolares já contribuíram com o questionário on-line.
A consulta pública está disponível no portal do MEC e pode ser respondida por professores e diretores da educação básica de todo o país. A participação dos profissionais é considerada fundamental para orientar a construção de uma política que dialogue com as necessidades reais das escolas e das redes de ensino.
O levantamento busca mapear como educadores avaliam a formação continuada, além de identificar as principais demandas formativas, prioridades e preferências dos profissionais da educação. As contribuições ajudarão o MEC a estruturar diretrizes e estratégias voltadas ao fortalecimento da formação ao longo da carreira docente.
Além das dimensões pedagógicas, a escuta também considera aspectos organizacionais relevantes, como processos decisórios, mecanismos de acreditação e financiamento, bem como a gestão do tempo e dos espaços destinados à formação nas redes de ensino. Ao possibilitar acesso a novos conhecimentos, metodologias e reflexões sobre a prática pedagógica, ela contribui para o aprimoramento do ambiente escolar e para a promoção da qualidade da educação pública.
Na prática, a formação continuada pode ocorrer por meio de cursos, oficinas, seminários e grupos de estudo, com diferentes durações e periodicidades. As atividades podem ser ofertadas tanto na modalidade presencial quanto a distância, de forma síncrona ou assíncrona, e conduzidas por formadores das próprias redes de ensino ou por universidades e instituições parceiras.
Nesse processo, o engajamento das redes de ensino é de extrema importância para ampliar a representatividade da escuta e consolidar uma base consistente de informações. A participação dos educadores fortalece a formulação de políticas públicas alinhadas às realidades dos territórios, das escolas e das comunidades escolares.
Contexto – Em pesquisa recente, demandada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), realizada entre janeiro de 2024 e maio de 2025, foram obtidos dados relativos a temas e metodologias de formação continuada ofertados por 23 estados da federação, incluídos os conteúdos, os espaços, a duração, os responsáveis pela formação e as práticas formativas. Adicionalmente, foram investigados os princípios orientadores da formação, a oferta para diferentes etapas do ciclo profissional e os mecanismos de acompanhamento e avaliação utilizados.
Embora os dados apontem para algumas tendências, o MEC quer ouvir professores e diretores escolares para assegurar que os próprios profissionais possam atuar como elementos estruturantes da nova política. A escuta qualificada, que tem como base as necessidades formativas oriundas do chão das escolas, permite valorizar os saberes dos sujeitos e fomentar o protagonismo profissional.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
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