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MON inaugura obra nova na área externa e promove “caça às artes” com prêmios no sábado

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O Museu Oscar Niemeyer entregará ao público mais uma obra inédita do “MON sem Paredes – Arte ao Ar Livre” neste sábado (25), a partir das 10h. É a escultura “Afenufu vivalulu amulufu fufulufu”, do artista avaf (assume vivid astro focus), que integra escorregador, balanço e outros elementos para interação das crianças.

Também serão inauguradas réplicas táteis de obras que fazem parte do projeto: “Giroscópico”, do artista Arthur Lescher, e “Estruturas Dissipativas/Trepa-Trepa”, do artista Rommulo Conceição. Em breve, as obras “Té Danzante”, de Joana Vasconcelos, e “Ao Redor de uma Árvore”, de Gustavo Utrabo, também terão suas versões táteis.

As réplicas fazem parte das iniciativas do programa MON para Todos, desenvolvido pelo Museu Oscar Niemeyer para ampliar o acesso das pessoas com deficiência ao acervo e às atividades oferecidas pela instituição.

CAÇA ÀS ARTES – No mesmo dia e horário haverá uma caça às artes na área externa do museu, aberta ao público. Será uma experiência interativa pelos jardins, convidando as pessoas a explorar as obras do projeto “MON sem Paredes” de forma dinâmica e guiada.

Os primeiros 500 visitantes poderão retirar gratuitamente um mapa ilustrado na bilheteria do Museu. Educadores da equipe do MON estarão no percurso para informar sobre as obras, enriquecendo a experiência.

Para participar, o público irá percorrer o percurso sugerido no mapa e registrar a sua obra favorita do “MON sem Paredes” nas redes sociais com a hashtag #MONSemParedes. Os 100 primeiros participantes que completarem o desafio e apresentarem o post na MON Loja ganharão um sorvete.

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“MON SEM PAREDES” – Democrático e inclusivo, o “MON sem Paredes – Arte ao Ar Livre”, inaugurado em 2024, rompeu o limite físico das paredes do Museu e abraçou a população. A iniciativa se transformou num convite permanente para que o público externo se inspire e se sinta instigado a entrar no Museu.

Com curadoria de Marc Pottier e realização do MON, fazem parte do projeto obras como a escultura “Aurum”, da artista Rizza Bomfim, e o “Robô Interativo” dos arquitetos Dilva e Orlando Busarello, que resgata a memória afetiva de uma Curitiba de décadas atrás, quando a obra teve longa permanência no Centro da cidade, na Praça Osório.

O “MON sem Paredes” também conta com obras de Gustavo Utrabo, Artur Lescher, Rommulo Conceição, Alexandre Vogler, Narcélio Grud e Joana Vasconcelos, entre outros artistas.

“Em consonância com o movimento da cidade de oferecer mais atrativos na região central, transformamos o entorno do Museu num amplo espaço cultural. Dessa forma, alcançamos cada vez mais pessoas, sejam moradores ou visitantes, fazendo com que a região respire arte”, diz a diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika.

A iniciativa realizou recentemente a sua primeira edição itinerante, no Parque Estadual de Vila Velha, inaugurando um novo capítulo do “MON sem Paredes”, aproximando-se de novos públicos.

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“Podemos dizer que o MON está cada vez mais comprometido não apenas com a preservação e difusão da arte, mas definitivamente também com sua democratização e acessibilidade”, diz a diretora. “Quando levamos obras de arte até onde está a população, além de sensibilizarmos o grande público, que talvez não tenha o hábito de entrar em museus, oferecemos ambientes de pausa, de desaceleração e de reconexão interior, promovendo o bem-estar”.

MON – O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Serviço:

Museu Oscar Niemeyer

25/4, às 10h

Inauguração da obra “Afenufu vivalulu amulufu fufulufu”, do artista avaf (assume vivid astro focus)

Inauguração de réplicas táteis de obras do MON sem Paredes

Caça às artes – participação gratuita

Fonte: Governo PR

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Projeto da Unicentro vai mapear itinerários históricos em Irati

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Promover a valorização do patrimônio histórico-cultural de Irati por meio da construção de itinerários urbanos que articulem ensino, pesquisa e extensão. Esse é o objetivo do projeto “Percursos de Memória”, que deu início às suas atividades no Câmpus de Irati da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). A iniciativa une acadêmicos e docentes dos cursos de História e Turismo na busca de revelar narrativas locais que, muitas vezes, permanecem invisibilizadas no cotidiano da cidade.

Segundo a professora Nadia Maria Guariza, coordenadora do projeto, a inspiração vem de experiências realizadas em outras cidades. “Eu me espelhei em exemplos como o de Curitiba, que tem vários percursos que tentam trazer memórias que geralmente não são tão oficiais na cidade”, destaca a docente.

Para tanto, serão feitos levantamentos documentais, pesquisas de campo, entrevistas, mapeamento de bens patrimoniais e elaboração de roteiros de memória com potencial turístico e educativo em Irati. A equipe multidisciplinar que vai atuar na iniciativa conta ainda com os professores Alexandra Lourenço, Lucas Kosinski e Vânia Vaz, do Departamento de História (Dehis), e Lucas Antoszczyszyn, do Departamento de Turismo (Detur).

EXEMPLOS EM ANDAMENTO – Para fundamentar as ações práticas, o projeto também vai promover uma série de palestras e mesas-redondas com pesquisadores e profissionais da área. A primeira delas aconteceu em meados de abril com participantes que desenvolveram ações semelhantes em outras cidades. 

Um deles foi o professor Sandro Fernandes, que apresentou o “Percurso Afro Curitiba”. Com o apoio do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) e influenciado pelo trabalho de diferentes pessoas, o projeto busca identificar e divulgar locais relacionados à presença negra na Capital do Estado. Em três anos, mais de 20 percursos já foram realizados, destacando a história de espaços como a Sociedade Operária Beneficente 13 de Maio e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de São Benedito.

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“Falar da presença afro-brasileira em Curitiba é fundamental porque é uma forma de enfrentar o racismo”, pontua Sandro. “A importância é justamente tirar da invisibilidade pessoas negras, tanto no passado quanto atualmente, porque a nossa abordagem não fica restrita à história a partir do século XVIII. Ela chega até agora com a capoeira, com a escola de samba, com os grafiteiros, com o rap – tudo isso está presente no nosso percurso”.

A experiência prática em espaços culturais foi abordada por Felipe Valente Zem, responsável pelas ações educativas do Memorial Paranista. Localizado dentro do Parque São Lourenço, o museu promove visitas guiadas gratuitas que articulam história, artes visuais e meio ambiente, incluindo atividades como oficinas de escultura para crianças. “É uma experiência riquíssima porque a gente acaba trabalhando com públicos que, geralmente, as instituições mais formais de ensino acabam não acessando”, comenta o produtor cultural.

Ainda segundo Felipe, tratar de questões relativas ao patrimônio, à arte e à cultura desperta no público uma nova percepção sobre o cotidiano urbano. “[Com essas visitas] o pessoal começa também a viver e aprender a ver a cidade com outros olhos, com um olhar mais analítico e interessado. Porque às vezes o que falta é ter esses momentos para você despertar o olhar do público”, pondera.

Já a fotógrafa Larissa Guimarães trouxe para o debate a preservação da paisagem arquitetônica interiorana. Natural de Curitiba, foi nas raízes familiares em Prudentópolis que ela encontrou o tema para um trabalho documental que já dura mais de dez anos e que agora vai virar livro. Premiadas no Festival Internacional de Fotografia de Paraty, em 2020, as imagens “Ukrainos” retratam os descendentes de imigrantes, seus costumes e, em especial, as suas construções históricas de madeira.

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“Há dez anos, minha família tinha uma casa em Prudentópolis e na nossa rua tinha uma casa ucraniana de madeira, que eu fui lá pedir para fotografar. Quando eu cheguei, eles me falaram que seria realmente legal fazer isso, pois aquela casa ia ser demolida”, conta Larissa. “Foi aí que começou esse trabalho e que eu passei a entender que essas casas, em um determinado momento, iam desaparecer, e que muitas já tinham desaparecido. São casas que têm cupim, que o custo de manutenção é elevado. Então, eles acabam construindo casas de alvenaria e se desfazendo das antigas”. 

“Preservar a memória de um povo é honrar a saga dos nossos antepassados e tudo o que eles passaram pra nós estarmos aqui”, enfatiza.

AGENDA – No próximo dia 6 de maio está prevista uma conferência com a professora Alexandra Lourenço sobre as memórias da violência na região Centro-Sul do Paraná. Após discutir experiências e os referenciais teóricos, os acadêmicos do grupo vão começar a pesquisa de campo sobre quais são os percursos possíveis de serem implementados na cidade.

Como pondera Nadia, o objetivo é fortalecer a identidade local e aproximar a universidade e a comunidade. “A ideia é construir esses itinerários e estabelecer parcerias com órgãos públicos para que os roteiros sejam utilizados em escolas e no atendimento ao público”, afirma a coordenadora.

Fonte: Governo PR

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