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Projeto da Unicentro vai mapear itinerários históricos em Irati

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Promover a valorização do patrimônio histórico-cultural de Irati por meio da construção de itinerários urbanos que articulem ensino, pesquisa e extensão. Esse é o objetivo do projeto “Percursos de Memória”, que deu início às suas atividades no Câmpus de Irati da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). A iniciativa une acadêmicos e docentes dos cursos de História e Turismo na busca de revelar narrativas locais que, muitas vezes, permanecem invisibilizadas no cotidiano da cidade.

Segundo a professora Nadia Maria Guariza, coordenadora do projeto, a inspiração vem de experiências realizadas em outras cidades. “Eu me espelhei em exemplos como o de Curitiba, que tem vários percursos que tentam trazer memórias que geralmente não são tão oficiais na cidade”, destaca a docente.

Para tanto, serão feitos levantamentos documentais, pesquisas de campo, entrevistas, mapeamento de bens patrimoniais e elaboração de roteiros de memória com potencial turístico e educativo em Irati. A equipe multidisciplinar que vai atuar na iniciativa conta ainda com os professores Alexandra Lourenço, Lucas Kosinski e Vânia Vaz, do Departamento de História (Dehis), e Lucas Antoszczyszyn, do Departamento de Turismo (Detur).

EXEMPLOS EM ANDAMENTO – Para fundamentar as ações práticas, o projeto também vai promover uma série de palestras e mesas-redondas com pesquisadores e profissionais da área. A primeira delas aconteceu em meados de abril com participantes que desenvolveram ações semelhantes em outras cidades. 

Um deles foi o professor Sandro Fernandes, que apresentou o “Percurso Afro Curitiba”. Com o apoio do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) e influenciado pelo trabalho de diferentes pessoas, o projeto busca identificar e divulgar locais relacionados à presença negra na Capital do Estado. Em três anos, mais de 20 percursos já foram realizados, destacando a história de espaços como a Sociedade Operária Beneficente 13 de Maio e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de São Benedito.

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“Falar da presença afro-brasileira em Curitiba é fundamental porque é uma forma de enfrentar o racismo”, pontua Sandro. “A importância é justamente tirar da invisibilidade pessoas negras, tanto no passado quanto atualmente, porque a nossa abordagem não fica restrita à história a partir do século XVIII. Ela chega até agora com a capoeira, com a escola de samba, com os grafiteiros, com o rap – tudo isso está presente no nosso percurso”.

A experiência prática em espaços culturais foi abordada por Felipe Valente Zem, responsável pelas ações educativas do Memorial Paranista. Localizado dentro do Parque São Lourenço, o museu promove visitas guiadas gratuitas que articulam história, artes visuais e meio ambiente, incluindo atividades como oficinas de escultura para crianças. “É uma experiência riquíssima porque a gente acaba trabalhando com públicos que, geralmente, as instituições mais formais de ensino acabam não acessando”, comenta o produtor cultural.

Ainda segundo Felipe, tratar de questões relativas ao patrimônio, à arte e à cultura desperta no público uma nova percepção sobre o cotidiano urbano. “[Com essas visitas] o pessoal começa também a viver e aprender a ver a cidade com outros olhos, com um olhar mais analítico e interessado. Porque às vezes o que falta é ter esses momentos para você despertar o olhar do público”, pondera.

Já a fotógrafa Larissa Guimarães trouxe para o debate a preservação da paisagem arquitetônica interiorana. Natural de Curitiba, foi nas raízes familiares em Prudentópolis que ela encontrou o tema para um trabalho documental que já dura mais de dez anos e que agora vai virar livro. Premiadas no Festival Internacional de Fotografia de Paraty, em 2020, as imagens “Ukrainos” retratam os descendentes de imigrantes, seus costumes e, em especial, as suas construções históricas de madeira.

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“Há dez anos, minha família tinha uma casa em Prudentópolis e na nossa rua tinha uma casa ucraniana de madeira, que eu fui lá pedir para fotografar. Quando eu cheguei, eles me falaram que seria realmente legal fazer isso, pois aquela casa ia ser demolida”, conta Larissa. “Foi aí que começou esse trabalho e que eu passei a entender que essas casas, em um determinado momento, iam desaparecer, e que muitas já tinham desaparecido. São casas que têm cupim, que o custo de manutenção é elevado. Então, eles acabam construindo casas de alvenaria e se desfazendo das antigas”. 

“Preservar a memória de um povo é honrar a saga dos nossos antepassados e tudo o que eles passaram pra nós estarmos aqui”, enfatiza.

AGENDA – No próximo dia 6 de maio está prevista uma conferência com a professora Alexandra Lourenço sobre as memórias da violência na região Centro-Sul do Paraná. Após discutir experiências e os referenciais teóricos, os acadêmicos do grupo vão começar a pesquisa de campo sobre quais são os percursos possíveis de serem implementados na cidade.

Como pondera Nadia, o objetivo é fortalecer a identidade local e aproximar a universidade e a comunidade. “A ideia é construir esses itinerários e estabelecer parcerias com órgãos públicos para que os roteiros sejam utilizados em escolas e no atendimento ao público”, afirma a coordenadora.

Fonte: Governo PR

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Tecpar terá R$ 29 milhões do Fundo Paraná para aplicar em projetos de saúde e inovação

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O Governo do Paraná, por meio do Fundo Paraná, vai destinar R$ 29 milhões em recursos ao Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) para serem aplicados na execução de projetos estratégicos de saúde e inovação em 2026, conforme a Lei Orçamentária Anual (LOA). O investimento foi anunciado na mais recente reunião do Conselho Paranaense de Ciência e Tecnologia (CCT Paraná), quando também foi divulgado o balanço da aplicação dos recursos em 2025. 

O Tecpar está entre as instituições que integram a distribuição de recursos do Fundo Paraná, uma dotação constitucional administrada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), criada para apoiar o desenvolvimento científico e tecnológico no Estado. 

Segundo o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, os investimentos consolidados em ciência, tecnologia e inovação, reforçam o compromisso do Governo do Paraná com o avanço da infraestrutura científica do Estado e trazem impacto para todo o País. “O Paraná vive um dos momentos mais promissores de sua história em relação ao desenvolvimento científico e, por meio da forte atuação do Tecpar, o Estado tem se consolidado como um dos principais polos de inovação em saúde humana e animal no Brasil”, salienta.  

SAÚDE ANIMAL – O principal investimento previsto para a área de saúde animal visa a conclusão do novo Centro de Pesquisa e Produção de Insumos para Diagnósticos Veterinários (CIV), que está sendo construído em Curitiba. A unidade, que produzirá insumos para o diagnóstico de brucelose, tuberculose e leucose bovina, já está com 70% da obra executada e 60% dos equipamentos adquiridos. 

As próximas etapas incluem a contratação e treinamento dos técnicos, qualificação dos fornecedores, licitação e aquisição de insumos e materiais; qualificação das áreas e instalação dos equipamentos. Após a produção dos lotes piloto e registro dos produtos, o mercado nacional passa a ser abastecido com os produtos do Tecpar. 

Ainda no âmbito do centro, há recursos reservados para o projeto de pesquisa que vai desenvolver, validar e registrar um teste nacional para diagnóstico de leucose enzoótica bovina (LEB). A intenção é de que o centro passe a produzir e comercializar o kit do método conhecido como Elisa – Ensaio de Imunoabsorção Enzimática, para diagnóstico da LEB. O estudo está sendo conduzido em parceria com o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP).

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MARINGÁ – Outra obra em andamento, contemplada com recursos do Fundo Paraná, é o Parque Tecnológico Industrial da Saúde do Tecpar em Maringá, no Noroeste do Estado. A obra já alcançou 60% de execução e tem previsão para ser finalizada ainda em 2026. 

O percentual se refere à fase relacionada à infraestrutura do local, que contempla asfaltamento e cercamento da área, construção de um prédio administrativo e central de utilidades, dentre outras edificações necessárias para o funcionamento do parque.

O novo câmpus está sendo construído em um terreno doado pela Prefeitura de Maringá ao Tecpar, com área de 100 mil metros quadrados.  

A previsão é de que a planta produtiva instalada na cidade do Noroeste paranaense contenha a infraestrutura necessária para dar suporte à futura produção de vacinas do instituto. Com dois projetos aprovados pelo Ministério da Saúde, o Tecpar será o único laboratório público fornecedor de vacinas contra a raiva humana e varicela para o Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do Programa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP).

SAÚDE DE PRECISÃO – Com o aporte do Governo do Estado, o ano de 2026 também será marcado por avanços significativos nos projetos desenvolvidos pelo Centro de Saúde Pública de Precisão (CSPP). A unidade especializada em genômica humana para apoio a diagnósticos a partir do DNA de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), com foco em doenças raras e câncer, receberá investimentos para a aquisição de equipamentos e insumos. 

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O CSPP foi criado em 2020 a partir de uma iniciativa conjunta entre Tecpar, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), e está localizado no Parque Tecnológico da Saúde, em Curitiba. Para fortalecer a oferta de soluções em saúde pública de precisão, recentemente as três instituições firmaram uma aliança estratégica, que, entre outras ações, irá definir um portfólio de serviços técnicos especializados e tecnológicos voltados ao SUS. 

AVANÇOS EM 2025 – Durante a reunião do CCT, o diretor-presidente do Tecpar apresentou um balanço com a aplicação dos recursos executados pelo instituto em 2025. No ano passado, o Tecpar aprovou junto ao Fundo Paraná diversos projetos alinhados aos três pilares do conceito de Saúde Única: saúde humana, saúde animal e saúde ambiental. 

Alguns deles estão sendo executados, como a plataforma sobre o uso de produtos derivados de cannabis medicinal; o projeto Solo Vivo Paraná, que vai estudar o DNA do solo paranaense; e o projeto que vai testar, validar e implementar a tecnologia húngara que ajuda a limpar e proteger as plantas contra fungos e bactérias.

Outros projetos contemplados em 2025 incluem a produção da vacina antirrábica animal; o fortalecimento e desenvolvimentos de novos programas de certificação; e a modernização da infraestrutura laboratorial do Tecpar, com a aquisição de novos equipamentos para o fortalecimento Rede de Laboratórios Multiusuários das Universidades Estaduais (RIMPP). 

O montante destinado ao Tecpar em 2025 faz parte de um total de R$ 609 milhões que também foram aplicados em projetos das secretarias da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), da Inovação e Inteligência Artificial, Fundação Araucária, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR) e Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), em conformidade com a Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná.

Fonte: Governo PR

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