Paraná
Em expansão na rede estadual, cursos técnicos já superam 137 mil alunos inscritos
Os cursos técnicos seguem em expansão na rede estadual do Paraná. Neste ano, o Estado chegou à marca de 137 mil matrículas na Educação Profissional e Tecnológica (EPT), um aumento de quase 17 mil estudantes – ou 13,6% – em relação aos 120,6 mil do ano anterior.
Os dados confirmam a tendência de crescimento da modalidade nos colégios estaduais do Paraná. Em 2021, a rede estadual tinha cerca de 66 mil estudantes matriculados na EPT, dado que registrou aumento importante nos últimos anos: 76,7 mil em 2022, 96,3 mil em 2023, 114,7 mil em 2024, 120,6 mil em 2025 e 137 mil em 2026. Em cinco anos, o aumento foi de 101%.
O número de escolas ofertantes da modalidade também cresceu significativamente. Em 2021, 298 colégios estaduais mantinham cursos técnicos, número que saltou para 555 em 2022, 626 em 2023, 693 em 2024 e 772 em 2025. Hoje, 805 escolas da rede ofertam a EPT, o que representa um aumento de 170% em cinco anos.
Conforme o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, um dos diferenciais do Paraná é a escolha dos cursos técnicos com base nas demandas do arranjo produtivo de cada região. “Cada curso técnico é pensado para atender as necessidades das diferentes regiões do Paraná por mão de obra especializada. Com uma matriz curricular alinhada às demandas do mercado, os estudantes se sentem mais motivados e engajados na própria formação. Ao mesmo tempo, o setor produtivo se beneficia ao receber profissionais conscientes, críticos e qualificados”, explicou.
Atualmente, em todo o Estado, são ofertados mais de 50 cursos técnicos diferentes. Administração, Desenvolvimento de Sistemas, Formação Docente, Agronegócio e Agropecuária são os mais procurados. Outro destaque é o curso técnico em Inteligência Artificial, lançado neste ano, que já registra 1,3 mil matrículas em 45 escolas paranaenses.
DOIS DIPLOMAS E MAIS OPORTUNIDADES – Na rede estadual do Paraná, os cursos técnicos são ofertados de forma subsequente – o chamado “Pós-Médio”, para estudantes que já concluíram a Educação Básica – ou integrada ao Ensino Médio. Nessa modalidade, os alunos concluem o curso em três ou quatro anos, e deixam a escola com duas certificações – o diploma de conclusão do Ensino Médio e o diploma do curso técnico.
Além disso, a EPT garante aos alunos o desenvolvimento de competências práticas e tecnológicas, ampliando as oportunidades de emprego e ingresso no Ensino Superior.
Esse é o objetivo do estudante Eduardo de Queiroz, de 15 anos, que cursa Eletromecânica de forma integrada ao Ensino Médio no Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) Curitiba. O jovem acredita que a facilidade para conseguir emprego é uma das vantagens de quem faz curso técnico. “Esse curso vai trazer muitos benefícios para minha vida. Quando sair com o diploma do Ensino Médio e mais o diploma do ensino técnico, eu tenho mais chance em uma vaga de emprego. Temos seis aulas por dia, e eu estou gostando muito”.
Já Alana da Mata, de 16 anos, aluna do mesmo colégio, escolheu o curso técnico em Desenvolvimento de Sistemas pelo desejo de trabalhar nas áreas de computação e informática. “Eu já queria ir para a área de TI (Tecnologia da Informação) porque tenho dois tios formados na área. E o curso vai abrir várias portas para mim, além de beneficiar o meu currículo, porque vou ter dois diplomas. Meu futuro vai ser no ramo de internet, desenvolvimento, programação e tecnologia, então o curso técnico é um grande incentivo”, afirmou.
Segundo a diretora do CEEP Curitiba, Dayane Marchiori Marques, a expansão da procura pela Educação Profissional está relacionada às demandas atuais do mundo do trabalho. “Acredito que tem muito a ver com as necessidades do século 21, que buscam aliar trabalho, cultura e tecnologia. Daqui, os estudantes saem mais críticos e especializados, com uma formação técnica, e podem ser o que eles quiserem. Isso faz com que o nosso adolescente cresça em cultura e em desenvolvimento emocional, enxergando a educação como um propósito para a vida dele”, disse.
A EPT também se destaca pela atualização constante dos planos de cursos e matrizes e o investimento em equipamentos e laboratórios modernos, além de cursos ofertados em parceria com instituições como o Senai-PR e o Senac-PR.
Fonte: Governo PR
Paraná
Com medidas simples, Saúde alerta para prevenção de acidentes com idosos
Nos primeiros cinco meses de 2026, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou atendimento a 10.214 idosos que sofreram quedas no Paraná. Durante todo o ano passado, o Estado contabilizou 24.417 ocorrências desse tipo. Além do socorro de urgência, esse agravo gera uma alta demanda na porta de entrada do sistema público. Somente entre janeiro e maio deste ano, foram registrados 2.691 atendimentos na Atenção Primária à Saúde (APS), enquanto em todo o ano passado o número foi de 5.627 ocorrências.
Dos atendimentos por quedas, feitos na APS, 42,6% foram de pessoas idosas. O dado é considerado expressivo pelas equipes de saúde, já que a população idosa representa 18,1% do total de habitantes do Paraná, mas concentra uma proporção muito maior das ocorrências e das complicações hospitalares. Além disso, o monitoramento estadual via Sistema de Informações da Pessoa Idosa no Paraná (SIPI-PR) aponta que 9,4% desta população cadastrada sofreu duas ou mais quedas no último ano.
Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que em alusão ao Dia Mundial de Prevenção de Quedas, celebrado nesta quarta-feira (24), reforçam os cuidados com a segurança dessa população e a necessidade de ações permanentes de prevenção.
Escorregões, tropeços, passos em falso e episódios de desequilíbrio estão entre as principais causas de quedas em pessoas com mais de 60 anos. Comuns nessa faixa etária, essas ocorrências podem ter consequências graves, como fraturas, internações prolongadas e perda de independência, comprometendo significativamente a qualidade de vida.
“As quedas não devem ser encaradas como uma consequência natural do envelhecimento. Na grande maioria dos casos, esses acidentes podem ser evitados com intervenções simples no dia a dia, adaptações no ambiente e, acima de tudo, o acompanhamento adequado pela equipe de saúde”, afirma o secretário de Estado da Saúde, César Neves. “O Paraná conta com uma rede estruturada na Atenção Primária para monitorar a saúde da pessoa idosa, identificando precocemente fatores de risco como a perda de equilíbrio, problemas de visão ou o uso de múltiplos medicamentos, agindo antes que o acidente aconteça”.
COMO PREVENIR – Entre as principais orientações, a Sesa destaca a adoção de medidas simples e eficazes que podem fazer a diferença na prevenção de quedas, como manter os ambientes domésticos livres de obstáculos, instalar barras de apoio em locais estratégicos como banheiros, corredores e ao lado da cama, utilizar calçados adequados, garantir boa iluminação, praticar exercícios físicos regularmente para fortalecimento muscular e equilíbrio, e revisar o uso de medicamentos com a equipe de saúde.
Para dar suporte a essas ações, o Paraná desenvolve diversas políticas de saúde voltadas à população idosa. As estratégias possibilitam não apenas a melhoria da qualidade de vida desse público, mas também dão suporte às equipes de saúde em todo o Estado. A Linha de Cuidado da Saúde da Pessoa Idosa do Paraná prioriza o rastreio da funcionalidade desse público na rede do Estado, permitindo que equipes multiprofissionais atuem de forma preventiva antes do agravo.
“O projeto Envelhecer com Saúde no Paraná norteia nossos trabalhos, ações e iniciativas voltadas à população idosa no Estado. Mantemos um olhar atento e sabemos da importância de aprimorar continuamente nossas políticas públicas para garantir um envelhecimento com dignidade e segurança”, disse Maria Goretti Lopes, diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa. “Capacitamos nossos profissionais e oferecemos materiais de apoio que servem como referência para orientar tanto as equipes quanto as famílias e cuidadores”.
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CAPACITAÇÃO E MANUAIS – Como parte dessa estratégia de qualificação, a Sesa disponibiliza gratuitamente o “Curso Introdutório Linha de Cuidado à Saúde da Pessoa Idosa” na plataforma Avasus Paraná, que conta com um módulo voltado especificamente para a prevenção de quedas e acidentes domésticos, direcionado aos profissionais de saúde que atuam na ponta.
Com foco na prevenção de quedas, a Sesa, em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), também disponibiliza o Manual de Prevenção de Quedas de Idosos, que aborda os principais riscos e apresenta medidas preventivas essenciais para garantir a segurança dos idosos em seus lares. O material didático traz recomendações práticas para cômodos como banheiros, quartos, cozinhas e escadas.
Fonte: Governo PR
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