Educação
Materiais do MEC orientam na prevenção de bullying na escola
No mês dedicado ao combate ao bullying e à violência nas escolas, o Ministério da Educação (MEC) reforça a importância da prevenção e do cuidado coletivo com a divulgação de materiais orientativos voltados a estudantes, famílias e comunidades escolares. A iniciativa integra o programa Escola que Protege, coordenado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi). Os flyers estão disponíveis na página do programa Escola que Protege, no portal do MEC.
Os documentos, que podem ser impressos pelas escolas ou compartilhados digitalmente, reúnem orientações práticas sobre como agir diante de situações de violência no ambiente escolar, com foco na escuta, no acolhimento e na responsabilidade compartilhada entre escola, família e estudantes.
Entre as recomendações, o MEC destaca que a convivência respeitosa é fundamental para um ambiente seguro e acolhedor. Atitudes como escutar, apoiar e não compartilhar conteúdos violentos fazem diferença no dia a dia escolar.
Os conteúdos orientam os estudantes a levarem a sério manifestações ou postagens preocupantes e procurarem ajuda de adultos responsáveis sempre que necessário. O alerta é claro: comunicar uma situação de risco não é “dedurar”, mas sim proteger colegas e contribuir para a segurança de todos.
Para o MEC, as famílias também têm um papel essencial na prevenção da violência. O direcionamento é que os responsáveis estejam atentos às mudanças de comportamento, especialmente quando repentinas ou intensas, e levem a sério qualquer sinal de sofrimento ou risco.
Outras recomendações incluem manter o diálogo constante com os filhos, observar o acesso a objetos que possam causar danos, evitar a disseminação de conteúdos violentos e informar a escola situações preocupantes.
O MEC reforça, ainda, que a construção de uma escola segura depende do envolvimento de toda a comunidade. A prevenção da violência passa pela identificação precoce de sinais, pelo acolhimento e pela atuação conjunta entre escola e famílias.
Flyer voltado para os estudantes
Cartaz voltado para as famílias
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
Educação
MEC debate ações pedagógicas baseadas em dados
Para avaliar os resultados da avaliação de matemática e planejar intervenções pedagógicas a partir de dados, o Ministério da Educação (MEC) realizou, nesta terça-feira, 28 de abril, um webinário do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA). Transmitido pelo canal do MEC no YouTube, o encontro contou com a participação de professores alfabetizadores, coordenadores pedagógicos, gestores escolares, equipes técnicas das secretarias de educação municipais e estaduais, especialistas em educação e articuladores da Rede Nacional de Articulação de Gestão, Formação e Mobilização (Renalfa).
O objetivo foi apoiar as equipes técnicas das secretarias de educação, apresentando os resultados do Ciclo I da avaliação formativa do MEC, realizada em parceria com o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF), por meio da Plataforma de Avaliação. Além disso, o encontro discutiu os achados em matemática e ofereceu subsídios técnicos e pedagógicos para a análise dos dados, além do planejamento de intervenções e apoio na organização de processos sistemáticos de gestão pedagógica orientados por evidências, de modo a contribuir para o fortalecimento das ações de acompanhamento e para a garantia do direito à alfabetização de todas as crianças.
No webinário, a coordenadora-geral de Formação de Professores da Educação Básica, Luciana Magri, informou que é fundamental conhecer os resultados das avaliações das crianças para que os professores façam o planejamento pedagógico. “A gente olha para essa demanda a partir da devolutiva que as crianças nos dão em suas avaliações, onde presentam suas dificuldades e seus avanços. Assim, o professor consegue fazer um trabalho muito mais assertivo e muito mais direcionado às necessidades das crianças”, apontou.
Segundo ela, o MEC atua para conhecer cada vez mais a realidade das crianças em sala de aula e de suas demandas educacionais. “A gente quer, efetivamente, avançar e garantir o direito de aprendizagem de todas as crianças. Quando a gente parte de um planejamento que não leva em consideração o que as crianças já sabem e o que as crianças precisam aprender, a gente faz um planejamento às cegas. Um planejamento a partir dos resultados das avaliações permite que a gente tenha muito mais efetividade e garanta, assim, o direito das crianças”, explicou Magri.
O debate contou, ainda, com a mestra em gestão e currículo da educação básica pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e articuladora da Renalfa, Fabiana Sena; e da mestre em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Carla Francisco.
Compromisso – O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada é realizado em regime de colaboração entre a União e os entes federados. O objetivo é garantir que 100% das crianças brasileiras estejam alfabetizadas ao final do 2º ano do ensino fundamental, conforme previsto na Meta 5 do Plano Nacional de Educação (PNE). Além disso, o programa busca garantir a recomposição das aprendizagens, com foco na alfabetização de 100% das crianças matriculadas no 3º, 4º e 5º ano, tendo em vista o impacto da pandemia para esse público.
O CNCA não propõe uma resposta única ou centralizada para todo o país. Cada estado, em colaboração com seus municípios, elaborará sua política de alfabetização do território, de acordo com suas especificidades.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
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