Connect with us


Agro

Clima preocupa milho safrinha e colheita da soja avança para 82% no Brasil

Publicado em

O cenário climático no Brasil segue influenciando diretamente o desempenho das principais culturas agrícolas. Enquanto o milho safrinha enfrenta preocupação com calor e baixa umidade em áreas do Centro-Sul, a colheita da soja avança e já atinge 82% da área plantada, com desafios distintos entre as regiões.

Calor e falta de chuva mantêm alerta para o milho safrinha

Apesar de pancadas isoladas registradas recentemente, o tempo quente e seco continua preocupando produtores de milho safrinha em regiões do Centro-Sul do país.

No Paraná, especialmente na região oeste, a situação é mais crítica. A baixa umidade do solo, somada às temperaturas acima da média, tem afetado lavouras que já estão em fase reprodutiva — período considerado sensível para a definição da produtividade. Diante desse cenário, produtores já começam a estimar perdas nas áreas mais impactadas.

Outras regiões também entram em zona de atenção

A preocupação com o clima não se limita ao oeste paranaense. Na última semana, o alerta se intensificou em outras áreas importantes de produção:

  • Norte do Paraná
  • Sul de Mato Grosso do Sul
  • Sul de São Paulo

Nessas regiões, as lavouras começam a sentir os efeitos da umidade limitada, o que pode comprometer o potencial produtivo caso o padrão climático persista.

Leia mais:  Produtores da Bahia têm até 15 de janeiro para vacinar contra aftosa

Por outro lado, em outras áreas do Centro-Sul, as chuvas têm ocorrido com maior regularidade, permitindo bom desenvolvimento da safrinha 2026. Ainda assim, especialistas destacam que o milho dependerá de precipitações frequentes até o mês de maio para garantir bons resultados.

Colheita da soja avança, mas ainda abaixo do ritmo do ano passado

A colheita da soja no Brasil segue avançando e já alcança 82% da área cultivada na safra 2025/26, segundo levantamento recente. O índice representa evolução em relação aos 75% registrados na semana anterior, mas ainda está abaixo dos 87% observados no mesmo período do ano passado.

Os trabalhos estão mais concentrados em regiões de calendário tardio, como:

  • Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia)
  • Rio Grande do Sul
Excesso de umidade afeta qualidade da soja no Matopiba

No Matopiba, o excesso de umidade tem sido um dos principais desafios para os produtores. A condição impacta diretamente a qualidade dos grãos e também dificulta o ritmo da colheita.

Além disso, o alto teor de umidade:

  • Retarda a operação das máquinas no campo
  • Dificulta a recepção e armazenagem nos armazéns
  • Aumenta o risco de perdas qualitativas
Leia mais:  Agricultor familiar de Alto Jequitibá bate recorde e vence o Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais
Chuvas beneficiam lavouras tardias no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, as chuvas registradas na última semana tiveram efeito positivo para parte das lavouras que ainda estão em fase de enchimento de grãos.

Embora possam atrasar pontualmente a colheita, essas precipitações são consideradas benéficas para o desenvolvimento final da cultura, contribuindo para o potencial produtivo nas áreas mais tardias.

Clima segue como fator decisivo para as safras

O atual cenário reforça o papel do clima como principal fator de risco para a produção agrícola neste momento.

Enquanto o milho safrinha depende de chuvas regulares nas próximas semanas para evitar perdas mais expressivas, a soja caminha para a reta final da colheita com desafios relacionados à umidade e logística.

A evolução das condições climáticas até maio será determinante para consolidar os resultados da safra brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Glifosato volta ao centro do debate após decisão nos EUA e ação judicial no Brasil

Published

on

O glifosato voltou a ocupar o centro das discussões sobre regulação agrícola após uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos e o avanço de uma ação judicial no Brasil que busca proibir o uso do herbicida. Os dois movimentos evidenciam abordagens distintas em relação à segurança jurídica e ao futuro de um dos defensivos agrícolas mais utilizados no mundo.

Nos Estados Unidos, a Suprema Corte decidiu, por sete votos a dois, manter entendimento favorável ao herbicida comercializado como Roundup, reduzindo o alcance de milhares de ações judiciais movidas em âmbito estadual. Segundo a interpretação apresentada pelo presidente do Grupo Cabrera, Antonio Cabrera, a decisão reforça que, uma vez aprovado e rotulado pela autoridade reguladora federal competente, o produto não deve estar sujeito a exigências divergentes impostas por estados ou tribunais locais.

Na avaliação de Cabrera, o julgamento amplia a previsibilidade regulatória para produtores e empresas do setor, fortalecendo a uniformidade das regras aplicadas aos defensivos agrícolas.

Brasil enfrenta nova disputa judicial sobre o herbicida

Enquanto os Estados Unidos caminham para consolidar um entendimento sobre a competência regulatória federal, o cenário brasileiro segue em direção oposta.

Leia mais:  Preços do Algodão Caem no Brasil e no Exterior, Enquanto Plantio da Nova Safra Avança

Em 2026, o Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou uma ação contra a União e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), solicitando o banimento do glifosato no país. A ação pede o cancelamento dos registros do produto e a proibição de sua produção, importação, exportação, comercialização e utilização em território nacional.

O processo reacende um debate que envolve aspectos ambientais, de saúde pública, jurídicos e econômicos, além dos impactos sobre os sistemas de produção agrícola brasileiros.

Ferramenta é considerada estratégica para o plantio direto

Especialistas do setor destacam que o glifosato desempenha papel relevante na agricultura moderna, especialmente na adoção do sistema de plantio direto, amplamente utilizado nas principais regiões produtoras de grãos do Brasil.

Nesse sistema, o herbicida é empregado na dessecação da cobertura vegetal antes do plantio, reduzindo o revolvimento do solo e contribuindo para o controle da erosão, a conservação da umidade, a manutenção da estrutura física do solo e o aumento da sustentabilidade da produção.

Materiais técnicos da Embrapa reconhecem o uso do glifosato como uma das ferramentas empregadas no manejo do plantio direto, prática considerada importante para a agricultura conservacionista.

Leia mais:  Sucessão familiar no campo se fortalece com tecnologia e mecanização
Competitividade do agronegócio entra no debate

Antonio Cabrera também destaca que o Brasil figura entre os líderes mundiais na adoção do sistema de plantio direto, enquanto países europeus, como a Alemanha, apresentam participação significativamente menor dessa tecnologia.

Na visão do dirigente, a diferença entre os cenários regulatórios pode influenciar diretamente a competitividade do agronegócio brasileiro. Segundo ele, eventuais decisões judiciais que restrinjam o uso do glifosato podem impactar práticas consolidadas de manejo agrícola e elevar os desafios para a produção de alimentos.

O debate sobre o futuro do herbicida deve permanecer em evidência nos próximos meses, acompanhando o andamento da ação judicial no Brasil e as discussões técnicas e regulatórias envolvendo um dos insumos mais utilizados pela agricultura mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262