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Brasil

Ministério do Turismo institui Programa de Adaptação Climática para o setor

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Diante de um cenário global de mudanças climáticas, em que os destinos turísticos aparecem como cenários vulneráveis, o Brasil dá um passo estratégico para proteger um de seus setores mais importantes: o Ministério do Turismo instituiu o Programa de Adaptação Climática para o Turismo, uma iniciativa estruturante do Plano Nacional de Turismo (PNT) 2024-2027.

A medida oferece, pela primeira vez, um guia oficial com metas, ações e instrumentos de monitoramento para tornar o turismo brasileiro mais resiliente, competitivo e preparado para os desafios ambientais das próximas décadas.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destacou a importância da iniciativa para preparar o setor diante dos desafios climáticos. “Adaptar o turismo às mudanças climáticas é essencial para garantir a sustentabilidade e a competitividade dos nossos destinos. Com esse programa, avançamos na construção de políticas e ações que ajudam o setor a se preparar melhor para os desafios do futuro”, disse.

O programa estabelece 24 metas a serem cumpridas até 2027, em alinhamento com o Plano Clima, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, estruturadas em eixos que abrangem desde o financiamento de iniciativas sustentáveis até a qualificação de profissionais e o fortalecimento da gestão de riscos nos destinos turísticos.

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Estratégias

Entre os principais avanços está a previsão de uma linha de crédito específica, a ser operacionalizada pelo Fundo Geral do Turismo (Fungetur), voltada a iniciativas de mitigação e adaptação climática. A medida prioriza empreendedores e prestadores de serviços turísticos, ampliando o acesso a recursos para investimentos em práticas sustentáveis e inovadoras.

Outro pilar da iniciativa é a qualificação do setor. Até 2027, o Governo do Brasil pretende implementar um programa nacional de capacitação em turismo sustentável e resiliente, direcionado a profissionais, empresas e comunidades locais de destinos turísticos. O objetivo é fortalecer práticas de preservação, conservação e restauração ambiental, promovendo um desenvolvimento mais equilibrado e duradouro.

A agenda também avança no fortalecimento da gestão de riscos. Em parceria com a Defesa Civil Nacional, será desenvolvido um protocolo de gestão de crises específico para municípios turísticos. A proposta é orientar gestores locais a incorporarem o turismo em seus planos de contingência, garantindo respostas mais rápidas e eficazes diante de eventos climáticos extremos, além de reforçar a segurança de visitantes e de trabalhadores do setor.

Com a iniciativa, o Ministério do Turismo posiciona o Brasil em sintonia com as principais tendências globais, ao integrar sustentabilidade, planejamento e inovação como pilares para o crescimento do turismo nacional.

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Por Fábio Marques
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Brasil

Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina

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Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.

Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.

Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.

Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.

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Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:

230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.

200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.

Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.

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“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.

Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.

Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.

O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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