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Governo do Brasil consolida Rota do Enxaimel, em Santa Catarina, como ícone do turismo cultural

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O estado de Santa Catarina possui, oficialmente, um novo destino turístico na cidade de Pomerode: a Rota do Enxaimel. A lei que cria a rota foi sancionada nesta quinta-feira (26) pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

“A chegada de mais um destino turístico, estruturado por lei, é uma prova do fortalecimento do turismo brasileiro. É um passo importante do governo do presidente Lula para o desenvolvimento econômico do nosso país, por meio do turismo, com a geração de emprego e renda”, destaca o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.

A consolidação do roteiro contribui para a atração de turistas nacionais e internacionais, de interessados em explorar o turismo histórico e cultural, e para o desenvolvimento de setores ligados ao turismo, promovendo o crescimento econômico local, sustentável e inclusivo, gerando emprego e renda, e valorizando os atrativos naturais e culturais.

A rota do Enxaimel é a maior concentração fora da Europa de casas construídas na técnica Enxaimel, trazida pelos imigrantes alemães. São cerca de 50 casas ao longo de 16 km, em um percurso tombado como patrimônio paisagístico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Na técnica enxaimel, as estruturas de madeira são construídas sem nenhum prego ou parafuso, apenas com encaixes.

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Mais do que um trajeto turístico, a nova rota se apresenta como uma verdadeira viagem no tempo, onde cada casa preservada conta histórias de tradição e identidade cultural.

A expectativa é que o reconhecimento oficial fortaleça ainda mais o sentimento de pertencimento da comunidade local, ao mesmo tempo em que transforma Pomerode em vitrine viva da herança germânica no Brasil, unindo passado e futuro em uma experiência única para visitantes de todo o mundo.

Reconhecida pela ONU

A Rota do Enxaimel foi selecionada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma das melhores vilas turísticas do mundo.

A comunidade local conta com cerca de 3 mil moradores de Pomerode, no bairro Testo Alto.

A Rota do Enxaimel está alinhada aos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, entre os quais promover a igualdade de gênero, a produção sustentável de alimentos e o desenvolvimento econômico com oportunidades de trabalho decentes.

Além da herança da imigração germânica, o bairro conserva áreas de Mata Atlântica com incontáveis nascentes de água, ribeirões e cachoeiras. É um exemplo de destino que harmoniza atividades econômicas como turismo, agricultura e indústria à preservação dos recursos naturais e das características genuínas da localidade.

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Apoio

O Ministério do Turismo pode apoiar estados e municípios a fortalecerem a Rota por meio dos programas orçamentários – que, quando disponíveis, podem ser conferidos por meio do Sistema Transferegov.br.

Micro, pequenas, médias e grandes empresas, além de microempreendedores individuais (MEI) do setor turístico, também pode captar recursos pelo Fundo Geral do Turismo (FUNGETUR) — uma linha de crédito do Governo Federal, gerida pelo Ministério do Turismo, voltada para empresas do setor turístico com cadastro no Cadastur (sistema de cadastro de pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor de turismo).

Visite

O portal oficial da rota, na internet, conta com mapas distribuídos em pontos estratégicos para ajudar o visitante a descobrir as casas históricas, produtores de alimentos (como conservas, geleias, bolachas e chocolates), restaurantes e passeios pela natureza.

Mais informações no rotadoenxaimel.com.br.

Por Marco Guimarães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Brasil e Canadá formalizam cooperação internacional em saúde com assinatura de memorando e adesão à Coalizão Global do G20

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Após duas décadas sem acordos estruturados na área da saúde entre Brasil e Canadá, os dois países retomaram, nesta terça-feira (19), a cooperação bilateral com a assinatura de um memorando de entendimento no terceiro dia da missão oficial do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Genebra. A iniciativa consolida a agenda internacional da saúde no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e inaugura uma nova etapa da parceria entre os países em temas estratégicos como saúde e clima, adaptação dos sistemas de saúde às mudanças climáticas, saúde digital, fortalecimento de sistemas públicos universais e transferência de tecnologia.

Outro resultado do encontro foi a manifestação formal de interesse do Canadá em integrar a Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo em Saúde, iniciativa liderada pelo Brasil e, atualmente, presidida pelo ministro Padilha. A adesão reforça o protagonismo internacional brasileiro na agenda de saúde global e amplia a articulação entre países do Norte e do Sul Global em torno de uma agenda comum de acesso equitativo à saúde.

Em carta encaminhada à Coalizão, a vice-ministra da Saúde do Canadá, Shalene Curtis-Micallef, e a presidente da Agência de Saúde Pública do Canadá, Nancy Hamzawi, reafirmaram o compromisso do país com a cooperação internacional voltada à ampliação do acesso a vacinas, diagnósticos, terapêuticos e outras tecnologias em saúde, especialmente para populações em situação de vulnerabilidade e doenças negligenciadas, em alinhamento aos princípios da Carta de Genebra, documento que marca a criação da iniciativa.

“A Coalizão responde a uma das maiores prioridades do governo do presidente Lula: reduzir a dependência externa do Sul Global na produção de medicamentos, vacinas, diagnósticos e equipamentos de saúde, por meio do fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. O Brasil tem orgulho de contar com instituições públicas de excelência, como a Fiocruz e o Instituto Butantan, e reafirma seu compromisso com o acesso equitativo, porque inovação sem acesso não é inovação, é injustiça”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

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O Canadá também indicou representantes para integrar o Comitê Diretor da Coalizão, responsável pelas decisões estratégicas da iniciativa. A entrada do país fortalece o peso político e técnico da Coalizão, diante da reconhecida capacidade canadense em pesquisa biomédica, inovação, regulação sanitária e produção biofarmacêutica, especialmente após os investimentos realizados para ampliar sua capacidade de resposta a futuras pandemias.

O ministro Alexandre Padilha anunciou a adesão de quatro organismos internacionais à Coalizão: a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a Medicines for Malaria Venture (MMV), o Medicines Patent Pool (MPP) e o South Centre. Com isso, a Coalizão amplia sua articulação internacional e passa a contar com 28 organizações participantes, reunindo atores estratégicos das áreas de inovação, pesquisa, financiamento, produção e políticas públicas em saúde.

O presidente da Fiocruz e secretário-executivo da Coalizão, Mario Moreira, destacou que a iniciativa representa um avanço estratégico para a soberania sanitária global. “Precisamos superar a lógica em que alguns países apenas produzem, enquanto outros permanecem dependentes de tecnologias em saúde. Essa discussão trata de soberania, resiliência e do direito de cada país desenvolver suas próprias capacidades científicas, tecnológicas e produtivas”, afirmou.

Durante a reunião, o Canadá também aderiu ao Plano de Ação de Belém, iniciativa internacional voltada à adaptação dos sistemas de saúde frente aos impactos da crise climática. Com isso, o país passa a integrar os esforços liderados pelo Brasil para fortalecer sistemas de saúde mais resilientes e sustentáveis.

Foto: Rafael Nascimento/ MS
Foto: Rafael Nascimento/ MS

O encontro também reforçou a parceria entre a Anvisa e a agência reguladora canadense. As duas instituições ocupam atualmente as vice-presidências da Associação Internacional de Agências Reguladoras e vêm ampliando a articulação conjunta em temas regulatórios, produção local e vigilância sanitária.

Dengue como pauta central da Coalizão

Em março deste ano, durante reunião de alto nível dos membros da Coalizão, a dengue foi definida como o primeiro desafio prioritário da iniciativa. Atualmente, quase metade da população mundial está em risco de contrair a doença, com estimativas entre 100 milhões e 400 milhões de infecções por ano

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“A dengue, que historicamente afetava países tropicais, hoje está presente em mais de 100 países e em todos os continentes. As mudanças climáticas ampliaram as condições para transmissão da doença e reforçam a necessidade de integrar as arboviroses ao Plano de Ação de Belém”, afirmou Padilha.

O ministro destacou ainda a importância da inovação e da produção regional de tecnologias em saúde no enfrentamento da doença. “A vacina Butantan-DV representa uma esperança concreta para o Brasil e demonstra a importância de fortalecer capacidades nacionais e regionais de pesquisa, desenvolvimento e produção”, ressaltou.

Padilha também convidou governos, instituições de pesquisa, organizações internacionais, financiadores e o setor privado a participarem da primeira Chamada de Propostas da Coalizão, aberta até 1º de julho. “Os desafios globais exigem respostas ambiciosas e coordenadas. Esta chamada representa apenas o início de uma agenda internacional de cooperação voltada à inovação, produção regional e acesso equitativo à saúde”, concluiu.

Sobre a Coalizão Global do G20

Criada a partir da assinatura da Carta de Genebra, durante a 78ª Assembleia Mundial da Saúde, a Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo em Saúde atua para reduzir desigualdades no acesso a tecnologias em saúde e promove a produção local e regional, o fortalecimento das cadeias de suprimento e a cooperação internacional em pesquisa, inovação e desenvolvimento produtivo.

A iniciativa é multissetorial e reúne governos, organizações internacionais, setor privado, instituições públicas, filantrópicas, academia e sociedade civil. A Coalizão tem secretariado executivo da Fiocruz e foi concebida durante a presidência brasileira do G20, em 2024, e consolida-se como uma das principais iniciativas internacionais voltadas à soberania sanitária e à redução das desigualdades globais em saúde.

Carolina Miltão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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