Brasil
MME autoriza 45 novas usinas hidrelétricas vencedoras do Leilão de Energia Nova A-5
O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou, nesta quarta-feira (25/3), as portarias com as outorgas de 45 novas usinas hidrelétricas vencedoras do Leilão de Energia A-5, realizado em agosto de 2025. Os empreendimentos somam 503 megawatts (MW) de potência instalada e estão distribuídos em 11 estados: Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco.
As novas hidrelétricas, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) e usinas com capacidade de até 50 MW, têm início de suprimento previsto para 2030 e contam com contratos de fornecimento de energia com duração de 20 anos. A potência contratada é suficiente para atender, ao longo de um ano, uma população superior a 700 mil pessoas.
Leilão de Energia Nova A-5
O leilão contou com diretrizes definidas pelo MME, e foi conduzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). No total, foram contratados 815,6 MW de 65 usinas. As outorgas emitidas pela pasta são dos empreendimentos que ainda não possuíam autorização prévia, enquanto os outros 20 projetos já contavam com essa liberação.
O preço médio alcançado no leilão foi de R$ 392,84 por megawatts-hora (MWh) e deságio de 3,16%.
O certame destacou a importância das hidrelétricas de pequeno porte na matriz elétrica brasileira, ao promover a diversificação regional da geração, impulsionar o desenvolvimento local, reforçar a segurança no fornecimento de energia e contribuir para a modicidade tarifária.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Brasil
MPA participa da 3ª Cúpula da Pesca de Pequena Escala em Roma
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participou, neste domingo (6), da 3ª Cúpula da Pesca Artesanal (SSF Summit 2026), realizada na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, Itália. O encontro reuniu governos, organizações de pescadores e pescadoras, sociedade civil e organismos internacionais para discutir a implementação das Diretrizes Voluntárias para a Sustentabilidade da Pesca em Pequena Escala.
O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou da mesa de alto nível ao lado do diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, e de ministros de outros países. Em sua intervenção, destacou que a sustentabilidade da pesca deve caminhar junto com a conservação dos recursos pesqueiros e a garantia de condições dignas de vida para as comunidades que vivem da atividade.
Edipo apresentou iniciativas brasileiras voltadas à pesca artesanal, incluindo o reconhecimento dos territórios pesqueiros tradicionais, políticas para mulheres e jovens, a integração entre conhecimentos científico e tradicional, a extensão pesqueira e a ampliação do acesso ao crédito. Também ressaltou a importância do pescado para a segurança alimentar e nutricional e o combate à fome.
“Não existe futuro para a pesca sem a conservação dos recursos pesqueiros, assim como não existe pesca sustentável sem garantir condições de vida dignas para as mulheres e os homens que vivem das águas. Incentivar o consumo de pescado é também uma estratégia de segurança alimentar e de combate à fome”, afirmou.
Plano Nacional da Pesca Artesanal
O diretor do Departamento de Territórios Pesqueiros e Ordenamento do MPA, Cristiano Quaresma, apresentou o Plano Nacional da Pesca Artesanal (PNPA) como principal instrumento brasileiro para transformar as Diretrizes-SSF em políticas públicas. Construído com a participação de pescadores e pescadoras de diferentes regiões do país, o Plano estabelece uma estratégia para os próximos dez anos e contempla temas como territórios tradicionais, gestão sustentável dos recursos pesqueiros, trabalho digno, igualdade de gênero, juventudes e mudanças climáticas.
“A nossa experiência demonstra que as Diretrizes tornam-se mais fortes quando transformamos participação em decisão, direitos em políticas públicas e pescadores e pescadoras em protagonistas de seu próprio futuro”, destacou Quaresma.
Reuniões bilaterais
Paralelamente à Cúpula da Pesca de Pequena Escala, a delegação realizou reuniões bilaterais com a Representação Permanente do Brasil e com a Direção de Pesca e Aquicultura da FAO. Entre os temas abordados, destacaram-se a reconstrução da estatística pesqueira marinha brasileira, projetos de cooperação internacional, mecanismos de financiamento e implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto (PSMA), voltado ao combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada.
A participação brasileira reforça a estratégia do MPA de ampliar a cooperação internacional e fortalecer a presença do Brasil nos debates globais sobre pesca, aquicultura, segurança alimentar e sustentabilidade.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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