Educação
TV do MEC lança documentário sobre novos Institutos Federais
Nesta sexta-feira, 20 de março, o Canal Educação – a TV do Ministério da Educação (MEC) – estreia, às 19h30 (horário de Brasília) o documentário “100 + Novos Institutos Federais”. A produção retrata a construção de novos campi de institutos federais e mostra como a expansão da educação profissional e tecnológica (EPT) chega a periferias, cidades do interior e territórios marcados por desigualdades históricas. O documentário também estará disponível no Canal do MEC no YouTube.
Com duração de 16 minutos, o filme passa por Santo Antônio do Içá (AM); Altos (PI); Sol Nascente (DF); Minas Novas (MG); e Araucária (PR). Nestas localidades estão sendo implantados campi do Instituto Federal do Amazonas; do Instituto Federal do Piauí; do Instituto Federal de Brasília; do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais; e do Instituto Federal do Paraná, respectivamente. As novas unidades integram os mais de 100 campi que o Governo do Brasil está construindo em todos os estados e no Distrito Federal, com um investimento de R$ 2,5 bilhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).
“O documentário destaca a geração de emprego e renda, além do fortalecimento das economias locais por meio do ensino, pesquisa e extensão desenvolvidos pelos institutos federais, ressaltando o investimento do governo federal na educação profissional pública, gratuita e de qualidade”, afirma o secretário de educação profissional e tecnológica do MEC, Marcelo Bregagnoli.
Expansão – Os novos campi irão gerar 142,8 mil novas vagas de EPT, a maioria em cursos técnicos integrados ao ensino médio. As novas unidades são direcionadas para regiões que ainda não contam com campus ou que registram baixo número de matrículas em cursos técnicos de nível médio em relação à população local. A expansão contribui para o cumprimento do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê a ampliação das matrículas na educação profissional técnica de nível médio.
Além da expansão, as instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, da qual os institutos federais fazem parte, também estão recebendo um investimento de R$ 1,4 bi para a consolidação das unidades já existentes.
Atualmente, o país conta com 686 unidades da Rede Federal. São mais de 1,9 milhão de matrículas, incluindo a oferta de qualificação profissional, cursos técnicos, superiores e de pós-graduação.
Serviço:
100 + Novos Institutos Federais
Estreia: sexta-feira (20/3), às 19h30;
Reprises:
Sexta (20/3), às 22h;
Sábado (21/3), 1h;
Domingo (22/3), às 17h30;
Segunda (23/3), às 13h15 e 20h45;
Quarta (25/3), às 12h30.
Onde assistir: sintonizando na TV, pelo Canal Educação no YouTube ou pelo canal do MEC no YouTube
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) e EBC
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência
A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026.
A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782.
No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas.
A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios.
Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso.
Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade.
Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”.
Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações.
A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais.
A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade.
“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”.
Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência.
A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção.
No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades.
A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão.
Multimídia
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
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