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Economia

Parceria com o BID vai ampliar acesso de empresas brasileiras a benefícios do acordo Mercosul-UE

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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) dão início nesta terça-feira (17/3) à construção de um programa de apoio que visa ampliar e qualificar o acesso dos exportadores brasileiros aos benefícios do Acordo Mercosul-União Europeia, com foco em micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).

Protocolo de Intenções neste sentido será assinado pelo vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin e pelo presidente do BID, Ilan Goldfajn, em reunião realizada em Brasília, na sede do MDIC.

“Queremos transformar esse grande acordo em ganhos concretos para o setor produtivo e para toda a sociedade brasileira”, afirma Alckmin. “Por isso estamos iniciando essa colaboração, que amplia as parcerias que já temos com o BID em áreas de comércio exterior, investimentos e integração regional”.

O presidente do BID lembrou que as exportações do Mercosul para a UE podem aumentar em até 23% com o acordo. “Mas transformar essa oportunidade em resultados concretos exige planejamento, ajustes e adaptações regulatórias”, afirmou Goldfajn, que completou: “Somos o único banco regional de desenvolvimento cujos membros incluem tanto os países do Mercosul quanto a maioria dos Estados-membros da UE. Isso nos torna uma ponte natural entre os países e entre essas duas regiões. O objetivo é utilizar este acordo para fomentar ganhos de crescimento, produtividade e empregos”.

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O Acordo Mercosul–UE abre uma janela de oportunidades para empresas brasileiras em setores industriais e agroindustriais ampliarem suas exportações, diversificarem mercados e fortalecerem suas cadeias produtivas.

O MDIC identificou que, para que as empresas acessem integralmente os benefícios econômicos, produtivos e de investimentos do Acordo, são necessárias ações coordenadas de adaptação, qualificação e inteligência comercial. A parceria vem para apoiar o Brasil nesse processo.

O Plano de Trabalho pactuado com o BID está organizado em seis eixos:

  • Disseminação dos compromissos do Acordo, voltada a agentes públicos e privados, abrangendo os principais temas contemplados no Acordo, como medidas sanitárias e fitossanitárias, normas técnicas, compras públicas e propriedade intelectual, entre outros, incluindo passo a passo sobre como exportar para a UE na prática;
  • Assistência a estados e setores para se ajustarem às novas condições competitivas;
  • Criação de plataforma de informação dedicada a MPMEs para facilitar o uso do acordo, oferecendo detalhes sobre regras de origem, financiamento e acesso a mercados, a fim de ampliar a base exportadora brasileira;
  • Classificação e sistematização das certificações técnicas exigidas para o acesso ao mercado da UE;
  • Capacitação, assistência técnica e acesso a tecnologias, especialmente para MPMEs, para cumprimento de exigências ambientais e regulatórias para acesso ao mercado da UE;
  • Adaptação às mudanças de indicações geográficas para micros e pequenos produtores, para a adequação de seus modelos de negócios.
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“O Protocolo de Intenções é um passo prático para garantir que as empresas brasileiras tenham informação, capacitação e suporte técnico para aproveitar as oportunidades que se abrem no mercado europeu com o acordo”, explica a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

Diversificação de mercados

A parceria MDIC–BID soma-se a uma agenda mais ampla do governo federal para aumentar a inserção internacional do país, ampliar a base exportadora e diversificar mercados.

Em 2025, o Brasil alcançou níveis históricos de exportações e corrente de comércio, com recorde de exportação para mais de 40 mercados. No mesmo ano, a corrente de comércio bilateral Brasil – União Europeia atingiu US$ 100 bilhões, representando 16% do nosso comércio exterior. Dados de 2023 indicam que empresas que exportaram para a UE empregaram mais de 3 milhões de trabalhadores no Brasil.

Próximos passos

Com a assinatura do protocolo de intenções, as equipes iniciam a execução do cronograma de trabalho previsto para 2026, priorizando ações de alta tração — como o desenho da plataforma informativa, o estudo de certificações e o programa de capacitação —, bem como apoio focalizado a setores e estados com maior potencial de ganhos na fase inicial de implementação.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Camex360 amplia painéis e moderniza acesso a dados de comércio exterior

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A plataforma Camex360, iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), acaba de avançar no compromisso de ampliar a transparência e qualificar o acesso a dados estratégicos de comércio exterior. A ferramenta, que já reúne informações sobre tarifas de importação e investimentos, passa a contar com dois novos painéis que fortalecem a inteligência e a eficiência na análise de políticas comerciais. 

“Com a atualização, usuários passam a ter acesso mais ágil, organizado e intuitivo a informações sobre mecanismos de alteração tarifária temporária e sobre o andamento de pleitos apresentados pelo setor privado. Antes dispersos em diferentes canais, esses dados agora estão integrados em um único ambiente, facilitando a consulta e a tomada de decisão por empresas, analistas e formuladores de políticas públicas”, afirma a secretária-executiva da Camex, Juliana Volpi.

A iniciativa reforça a transparência das ações governamentais e contribui para aperfeiçoar a governança no comércio exterior brasileiro, ao mesmo tempo em que reduz custos de busca de informação – especialmente para micro, pequenas e médias empresas.

Listas de exceção

No Mercosul, os produtos seguem uma tarifa comum de importação, chamada TEC (Tarifa Externa Comum). Ainda assim, o bloco prevê mecanismos que permitem ajustes temporários nessas tarifas, dentro de limites definidos, como a Lista de Exceções (Letec), a Lista de Desabastecimento e a de Desequilíbrios Comerciais (DCC).

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Com os novos painéis do Camex360, é possível visualizar de forma simples como esses mecanismos estão sendo utilizados atualmente e acompanhar os pedidos feitos pelo setor privado para incluir produtos nessas listas.

Conheça abaixo as ferramentas do Camex360:

  • Painel tarifário: apresenta, de maneira intuitiva e acessível, uma visão consolidada a nível de produto das tarifas aplicadas, listas de exceção, regimes de ex-tarifários e acordos comerciais, contribuindo para maior transparência e eficiência na análise tarifária.
  • Painel de Mecanismos de Alteração Tarifária (NOVO): oferece estatísticas atualizadas sobre o número de NCMs incluídas em cada instrumento; informações sobre efeitos tarifários (redução, elevação ou retorno ao nível TEC); distribuição setorial dos produtos afetados; classificação dos itens segundo o tipo de bem (capital, intermediário, consumo); e indicadores complementares, como valores importados associados às NCMs vigentes.
  • Painel de Pleitos de Alteração Tarifária (NOVO): apresenta informações sobre os pedidos encaminhados pelo setor privado para inclusão de produtos nos instrumentos de alteração tarifária. Também, permite o acompanhamento das solicitações submetidas à Secretaria-Executiva da Camex, com estatísticas de pleitos apresentados para cada lista de exceção; tempo médio de análise; distribuição setorial e por tipo de bem; e status do pleito.
  • Rastreador NCM: rastreia o histórico dos códigos NCM e NALADI, com o objetivo de facilitar o acesso às correlações desses códigos a partir de um diagrama visual. O aplicativo é especialmente útil para negociadores comerciais e para analistas de comércio. Com a ferramenta é possível identificar qual é a NCM correspondente de um acordo anterior ou verificar se a análise comercial para determinado período faz sentido.
  • InvestVis: plataforma de visualização de dados de Investimentos Estrangeiros Diretos (IED), que oferece uma perspectiva abrangente e acessível sobre os fluxos e estoques desse importante tipo de investimento. Também, consolida informações de fontes primárias diversas, organizando os dados coletados e os apresentando de forma acessível, simplificando a compreensão para usuários de diferentes perfis.
  • GECEX deliberações: – acesso rápido e intuitivo às deliberações do Gecex e às notas técnicas públicas que serviram de base para as decisões.
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Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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