Economia
Na contramão da crise, venda de imóveis super luxo cresce 70% em Curitiba
Há anos não é novidade que o cenário econômico brasileiro não é dos melhores. Mas mesmo com a economia em crise, há alguns segmentos que ainda conseguem remar contra a maré e crescer mesmo diante de um cenário geral de retração. Um dos exemplos é o mercado imobiliário de apartamentos super luxo, comercializados por valores acima de R$ 2 milhões, cujas vendas tiveram crescimento de 70% em Curitiba no ano passado.
Segundo estudo realizado pela Brain Inteligência Corporativa sobre o mercado imobiliário, encomendada pela Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), em 2018 as vendas de imóveis residenciais verticais super luxo aumentaram em 70%, registrando 128 unidades vendidas. Em 2017, foram vendidas 75 unidades. Ainda, a cidade tem 308 unidades disponíveis e o preço médio do metro quadrado ficou em torno de R$ 13 mil.
Leonardo Pissetti, diretor da Ademi-PR, explica que o segmento foi o que apresentou melhor resultado em meio à crise, apontando ainda alguns motivos para tal situação. “Eu digo que é o mercado que menos sentiu a crise, é menos sensível devido à classe de venda, que não é tão afetada com a recessão como um todo. Essa pessoa não depende tanto de um financiamento bancário e, se depende, é um volume menor. Os bancos também há rejeição menor em conceder crédito, porque são pessoas que estão há mais anos no emprego, tem seu próprio negócio.”
Seguindo essa tendência, a Incorporadora MDGP planeja para o segundo semestre do próximo ano a entrega do residencial Arbo Cabral, que fica em um dos bairros mais bem localizados da cidade, o Cabral. Com design autêntico e cosmopolita, as unidades do empreendimento vão contar com toda a infraestrutura para permitir a automação residencial e outros detalhes, como, por exemplo, pontos de carga elétrica para todas as vagas de garagem. Até aqui, mais de 70% das unidades já foram vendidas na planta.
“Quando o produto é bem conceituado, ele vai melhor do que a média. O alto padrão, desde que tenha uma série de bons atributos, continua acontecendo um pouco mais do que a média do mercado”, explica Marlus Dória, diretor da MDGP.
Além disso, a chegada da A. Yoshii Engenharia a Curitiba, em 2015, é outro indício de que a demanda por imóveis de alto padrão vai bem na Capital. No próximo dia 30 a empresa entregará seu primeiro empreendimentona cidade, o Maison Heritage Ecoville, com apartamentos de R$ 5,5 milhões. Praticamente 89% das unidades (23 das 26) já foram vendidas.
Outros
Além disso, há ainda outras três obras em andamento: o Maison Legend, no Ecoville; o La Serena, em frente à Praça da Espanha; e o Arstsy, em frente à Praça Oswaldo Cruz e que já está com 95% das unidades vendidas. “O mercado melhorou e mesmo os anos de crise não foram ruins, de modo geral. O que saiu de diferente, bem localizado, o mercado absorveu”, comenta Erick Takada, gerente de Curitiba da A. Yoshii.
O que mudou foi o tempo de venda
O fato de o mercado de alto padrão ter conseguido um crescimento expressivo no ano passado, contudo, não quer dizer que o segmento passou incólume pela crise econômica. Segundo Erick Takada, houve um aumento na oferta de produtos nesse segmento, com muitas incorporadoras migrando para esse mercado. Outra mudança foi o tempo de compra.
“A crise impacta (o segmento), mas não como acontece no médio padrão, de perda de renda, uma depressão na capacidade de compra. Mas impacta no humor desse comprador, que fica mais receoso em fazer investimento. O que acontece, então, é que nosso tempo de venda (o quanto demora para vender um imóvel) cresceu muito. Se antes levava 3 ou 4 meses, agora passou a levar de 6 a 8 meses”, explica Takada, comentando ainda já notar que o humor dos investidores começou a mudar após a última eleição. “O próximo ciclo promete ser mais pujante do que foi esses últimos três anos e meio”, finaliza.
Economia
MDIC defende ações integradas de combate à pirataria
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) defendeu nesta quinta-feira (11/12) maior integração dos entes governamentais nas operações de combate à pirataria e ao comércio de produtos irregulares.
Esses temas foram debatidos em reunião que que marcou a reativação do Conselho Nacional de Combate à Pirataria e aos Delitos Contra a Propriedade Intelectual (CNCP), presidido pelo secretário de Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, Paulo Pereira, da qual participou o secretário de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Pedro Ivo.
“Queremos puxar novamente essa pauta e retomar ações coordenadas para combater a pirataria, de modo a criar uma cultura permanente de enfrentamento às irregularidades”, afirmou o secretário durante reunião.
Além do estabelecimento de um espaço permanente e estratégico de articulação entre o governo, setor produtivo e sociedade, o Conselho pretende construir ações coordenadas para o enfrentamento à pirataria, inclusive no ambiente digital e avançar em ferramentas unificadas de rastreabilidade.
“Nessa renovação da relação entre MDIC e Ministério da Justiça, trazemos essa proposta de retomar e fortalecer agendas, inclusive de práticas operacionais”, reforçou Pedro Ivo.
A intenção é que ações integradas de combate à pirataria e ao comércio de produtos irregulares sejam implementadas em 2026, em conjunto com o Ministério da Justiça, Anatel, Anvisa, Inmetro e outras instituições com poder de polícia.
O CNCP, o Grupo Interministerial de Propriedade Intelectual (GIPI) e o Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro) devem atuar sinergicamente nessa agenda.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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