Brasil
Municípios sem casos de hanseníase em menores de 15 anos chegam a 80,6% no Brasil
O Brasil ampliou o número de municípios sem registro de casos novos de hanseníase em menores de 15 anos, principal indicador de interrupção da transmissão da doença. O percentual passou de 73,1% (4.296 municípios) em 2019 para 80,6% (cerca de 4,4 mil) em 2024. Esse avanço é resultado do fortalecimento das ações de vigilância, diagnóstico precoce e tratamento oportuno, conduzidas em parceria entre o Ministério da Saúde, estados e municípios, e dos investimentos realizados pela atual gestão. Nesse período, o Ministério da Saúde destinou mais de R$ 21,3 milhões a pesquisas e projetos de ciência e tecnologia voltados ao enfrentamento da Hanseníase no país.
Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (12), durante a Conferência Nacional de Alto Nível em Hanseníase, no Rio de Janeiro, que reúne gestores, especialistas e representantes da sociedade civil para discutir estratégias de eliminação da doença.
“Retomamos a busca ativa de casos de hanseníase no Brasil, um esforço que foi interrompido durante a pandemia. Também ampliamos a oferta de diagnóstico e hoje realizamos muito mais testes do que nos últimos anos. Isso permite identificar os casos mais cedo e iniciar o tratamento de forma oportuna. Ao mesmo tempo, estamos fortalecendo o acesso ao tratamento e trabalhando para facilitar a adesão da população”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Segundo o ministro, manter a visibilidade sobre a doença é essencial para avançar na eliminação da hanseníase no país. “Precisamos continuar enfrentando o estigma e o preconceito. O maior desafio ainda é o estigma, porque ele afasta as pessoas dos serviços de saúde e dificulta que procurem diagnóstico e tratamento”.
De acordo com a Estratégia Nacional para Enfrentamento da Hanseníase 2024–2030, a meta é alcançar a interrupção da transmissão em 4,8 mil municípios até 2030, o equivalente a 87,5% do país. O indicador considera a ausência de casos novos em menores de 15 anos por cinco anos consecutivos. A presença da doença em crianças indica transmissão recente, já que a infecção ocorre após contato prolongado com a bactéria e aponta que o microrganismo ainda circula na comunidade.
Realizada em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro e a Fundação Nippon – Projeto Sasakawa, a conferência segue até 14 de março. A programação reúne cerca de 350 participantes, entre autoridades, pesquisadores, organismos internacionais e representantes da sociedade civil.
O diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Jarbas Barbosa, reforçou o reconhecimento internacional aos avanços do Brasil no enfrentamento de doenças transmissíveis e destacou que os resultados alcançados pelo país indicam caminhos promissores também para a eliminação da hanseníase.
“Tive a honra, junto com o ministro Alexandre Padilha, de entregar ao Brasil, em dezembro, a certificação da eliminação da transmissão vertical do HIV, da mãe para o filho. Foi o primeiro país continental a alcançar esse resultado. Isso nos enche de esperança de que, com a mesma firmeza com que tem atuado em outras doenças, o Brasil também possa alcançar, no futuro, a eliminação da hanseníase.”
O enfrentamento da hanseníase no país é um trabalho realizado entre Ministério da Saúde, estados e municípios, com foco em vigilância epidemiológica, diagnóstico precoce, tratamento oportuno e interrupção da transmissão. Nesta gestão, o Ministério da Saúde destinou mais de R$ 21,3 milhões a pesquisas e projetos de ciência e tecnologia voltados à doença.
Principais avanços no enfrentamento à hanseníase
Nos últimos anos, o Brasil ampliou as ações de vigilância, diagnóstico e tratamento. Entre 2022 e 2024, o número de diagnósticos da doença aumentou 42%: a proporção de casos novos identificados por meio do exame de contatos, estratégia central para a detecção precoce, passou de 9,6% para 13,3%.
Para ampliar a capacidade de diagnóstico, o Ministério da Saúde distribuiu mais de 325 mil testes rápidos para hanseníase nesta gestão. Também foram capacitados 4,7 mil profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e agentes comunitários, em ações voltadas ao diagnóstico e ao manejo clínico da doença.
O fortalecimento da rede assistencial também reflete o aumento dos atendimentos. Os atendimentos relacionados à hanseníase passaram de 140 mil em 2022 para mais de 194 mil em 2024, crescimento de 38%. As ações de prevenção de incapacidades físicas também avançaram, passando de 12,5 mil para mais de 16 mil atendimentos no mesmo período.
O número de pacientes em tratamento subiu de 22,3 mil para 27,4 mil, indicando maior acesso ao cuidado e continuidade do tratamento. Em 2025, o Ministério da Saúde distribuiu 3,4 milhões de medicamentos, incluindo mais de 390 mil esquemas de poliquimioterapia (PQT), tratamento padrão e altamente eficaz contra a doença.
O que é a hanseníase?
A hanseníase é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo provocar manchas, dormência e fraqueza muscular. Apesar do estigma histórico, a doença tem cura, especialmente quando diagnosticada e tratada precocemente. A transmissão ocorre pelo contato próximo e prolongado com uma pessoa doente sem tratamento, geralmente por secreções nasais.
O tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da poliquimioterapia, disponível nas unidades de saúde de todo o país. Com o início do tratamento, a pessoa deixa de transmitir a doença. O Ministério da Saúde mantém ações de vigilância, diagnóstico precoce e busca ativa de contatos, além de iniciativas para reduzir o estigma e ampliar o acesso ao cuidado, com o objetivo de interromper a transmissão e avançar na eliminação da hanseníase como problema de saúde pública no Brasil.
Amanda Milan
Ministério da Saúde
Saiba mais sobre a hanseníase na página Saúde de A a Z
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
Ministério da Saúde debate inovação, incorporação de tecnologias e fortalecimento da indústria da saúde na Feira Hospitalar
O secretário-adjunto de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde (SCTIE/MS), Eduardo Jorge, destacou a importância do fortalecimento da produção nacional e da inovação para garantir a sustentabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS), nesta quinta-feira (21/05). Os apontamentos ocorreram durante debates na Feira Hospitalar 2026, reconhecida como um dos principais eventos da área da saúde na América Latina.
“O Brasil é o país com o maior sistema público de saúde do mundo e a sustentabilidade desse sistema passa pela consolidação de um ecossistema produtivo local inovador, competitivo e capaz de responder às necessidades da população”, afirmou Eduardo Jorge.
No painel promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde (Abimed), com o tema “Instâncias de ATS no Brasil: peculiaridades e necessidades do SUS e da Saúde Suplementar e relação com o processo de registro sanitário”, foram discutidos os processos de incorporação de medicamentos, tratamentos e equipamentos no país, além dos desafios relacionados à sustentabilidade dos sistemas público e suplementar.
Na ocasião, Eduardo Jorge ressaltou as iniciativas do Ministério da Saúde voltadas à modernização da avaliação de tecnologias em saúde e destacou o papel da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) na formulação de políticas públicas para ampliar o acesso da população a novas tecnologias no SUS.
O secretário-adjunto também ressaltou os recentes aprimoramentos na legislação da Conitec, que incluíram mecanismos relacionados à análise de impacto orçamentário, estratégias de negociação de preços e etapas de implementação das tecnologias incorporadas ao sistema público de saúde.
O debate ainda abordou as diferenças entre os modelos de avaliação utilizados pelo SUS e pela saúde suplementar, além dos desafios regulatórios e de financiamento enfrentados pelos dois setores.
Já no painel promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (Abimo), Eduardo Jorge discutiu o papel estratégico da indústria da saúde para o desenvolvimento do país. O encontro reuniu representantes do governo, da indústria e de instituições de pesquisa para debater temas ligados à produção nacional de tecnologias em saúde, inovação e integração entre setor público, centros de pesquisa e empresas.
A Feira Hospitalar 2026 ocorre entre os dias 19 e 22 de maio e reúne representantes de empresas, gestores públicos, pesquisadores e profissionais da saúde para discutir tendências, políticas públicas e desafios relacionados ao desenvolvimento do setor no Brasil.
Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
-
Paraná5 dias agoSanepar patrocina 15ª edição do Olhar de Cinema de Curitiba
-
Educação6 dias agoEvento abordará metas de equidade do Fundeb com prefeitos
-
Educação6 dias agoCPOP 2026: aberto período de recurso da seleção de cursinhos
-
Paraná4 dias agoParque Nacional do Iguaçu foi o segundo mais visitado do Brasil em 2025, aponta ranking
-
Brasil7 dias agoMinistério do Turismo destina R$ 2 milhões para o “São João” de Campina Grande (PB)
-
Agro6 dias agoSafra de laranja 2026/27 pode cair 13% e aliviar pressão sobre estoques globais de suco, aponta Cepea
-
Entretenimento4 dias agoMarcela Mc Gowan e Luiza Martins celebram pré-wedding com festa country: ‘Noivinhas!’
-
Esportes5 dias agoFluminense vence o São Paulo e encosta na vice-liderança do Brasileiro
