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Brasil

Evento internacional discute estratégias para reduzir consumo de álcool

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Brasília, 21/10/2025 — A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) realizou, nessa segunda-feira (20), o Webinário Intervenções Custo-efetivas para Salvar Vidas e Reduzir o Consumo de Álcool. O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), participou do encontro apresentando como aliar evidências, estratégias e ações coordenadas para enfrentar os impactos nocivos do uso de álcool. O debate ainda abordou temas como acessibilidade, marketing e reforma tributária sobre bebidas alcoólicas.

O consumo de álcool é um dos principais fatores de risco para doenças crônicas, violência e acidentes, além de gerar elevados custos sociais e econômicos. Nesse contexto, o objetivo do evento foi promover soluções eficazes e ações coordenadas para reduzir o consumo da substância.

Na ocasião, a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado, destacou o compromisso da Senad em produzir conhecimento para subsidiar políticas públicas de prevenção. “Esse compromisso é estratégico para a definição de políticas públicas eficazes”, afirmou.

O webinário contou com representantes dos Ministérios da Saúde e da Fazenda, do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e de instituições como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Nacional de Câncer (INCA), Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e Universidade Johns Hopkins (JHU).

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Pesquisas apoiadas pela Senad

Durante o encontro, foram apresentadas duas pesquisas desenvolvidas com o apoio da Senad:

Comércio Eletrônico de Bebidas Alcoólicas em São Paulo: Disponibilidade, Marketing e Desafios Regulatórios, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz);
Políticas de preço de bebidas alcoólicas – Sumário executivo, realizado em colaboração com o HCPA.

Também foi ressaltado o 3° Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad III), lançado recentemente em parceria entre a Senad e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O estudo indica que o padrão de consumo abusivo episódico de álcool permanece elevado. Todas as pesquisas estão disponíveis no Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid)

Da produção de conhecimento à prática

Durante sua fala, Marta Machado enfatizou que a geração de conhecimento precisa estar vinculada a intervenções práticas. “É fundamental que o trabalho de produção de conhecimento caminhe junto com ações concretas. A Senad tem assumido responsabilidades nessa frente, especialmente junto a populações vulnerabilizadas e em estágios de desenvolvimento”, afirmou.

Entre as iniciativas destacadas, está o Programa CRIA – Prevenção e Cidadania, lançado em 2024 como estratégia nacional para prevenção do uso problemático de álcool e outras drogas. Dentro dele, a Metodologia Famílias Fortes atua com adolescentes de 10 a 14 anos e seus responsáveis, promovendo práticas parentais saudáveis, fortalecimento de vínculos familiares e desenvolvimento de habilidades socioemocionais. A expectativa é beneficiar cerca de 3 mil famílias em 27 municípios até o final de 2026.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Brasil

“Reduzir a jornada sem reduzir salário é valorizar a vida dos brasileiros”, diz Luiz Marinho

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As centrais sindicais entregaram ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira (15), no Palácio do Planalto, as propostas da classe trabalhadora para o período de 2026 a 2030. O documento foi elaborado durante a plenária da Conferência Nacional das Classes Trabalhadoras (Conclat) e traz como principais pontos a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.

A entrega ocorre em um momento em que o Governo do Brasil já encaminhou ao Congresso Nacional, na terça-feira (14), um Projeto de Lei em regime de urgência que prevê a redução da jornada sem diminuição de salários e estabelece o fim da escala 6x, uma demanda histórica das entidades sindicais.

Presente na reunião, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou a importância da proposta enviada pelo Governo. Segundo ele, a medida representa um avanço na qualidade de vida da população. “A proposta enviada pelo Governo significa valorização da vida dos brasileiros. O que se debate é a redução da jornada de trabalho sem redução de salário e, junto, uma bandeira para a valorização da vida. A escala 6×1 é a pior das escalas de jornada de trabalho que possa existir, em especial para as mulheres”, afirmou.

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Durante a abertura do encontro, o ministro também ressaltou a relevância do diálogo com a classe trabalhadora e o contexto positivo do mercado de trabalho. “Pensar nos direitos da classe trabalhadora, pensar no avanço das conquistas, num momento em que temos o menor índice de desemprego da nossa história, gerando empregos, aumentando a massa salarial, elevando salários e avançando nas conquistas, além de refletir sobre o direito às negociações dos trabalhadores da iniciativa privada e do serviço público, é muito importante neste momento”, disse.

O Projeto de Lei encaminhado pelo Governo do Brasil estabelece o fim da jornada 6×1 sem corte nominal ou proporcional de salários, nem alteração de pisos, com validade para contratos em vigor e futuros, em todos os regimes de trabalho. A proposta também prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, garantindo dois dias de descanso remunerado.

Outro ponto abordado por Luiz Marinho foi a preocupação com a pejotização. Para o ministro, a prática compromete a estrutura das relações de trabalho no país. “A pejotização leva à desestruturação das relações de trabalho no país, destruindo o Fundo de Garantia, fragilizando a Previdência Social e o FAT, além de diminuir a eficiência do Sistema S. É um retrocesso incalculável nas relações de trabalho”, avaliou.

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Reivindicações

Na reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, participaram lideranças de diversas centrais sindicais, entre elas a Central Única dos Trabalhadores, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil e a Força Sindical. Mais cedo, em Brasília, as entidades promoveram a Marcha das Centrais, com o objetivo de pressionar por avanços nos direitos trabalhistas e pela melhoria das condições de trabalho no país.

Ao todo, foram apresentadas 68 reivindicações ao presidente, das quais 26 foram elencadas como prioritárias. Entre os principais pontos estão a redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6×1, a regulamentação da Convenção 151 da OIT, a adoção de uma política de valorização do salário mínimo sem limitações vinculadas ao arcabouço fiscal, a aprovação do projeto de correção da tabela do Imposto de Renda, a isenção de IR sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), a redução da taxa de juros, o enfrentamento da pejotização e a regulamentação do trabalho por aplicativos.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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