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Estado libera R$ 80 milhões em obras para Londrina e reforça infraestrutura na Região Norte

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O secretário de Estado das Cidades, Guto Silva, participou neste sábado (7) da cerimônia de assinatura de ordem de serviço e convênios para novas obras em Londrina, no Norte do Paraná. O evento foi realizado no Parque Industrial Buena Vista e contou com a presença do prefeito Tiago Amaral e lideranças da região.

Ao todo, os recursos liberados por meio da Secretaria das Cidades (Secid) somam cerca de R$ 80 milhões. Os investimentos incluem a duplicação da Avenida Saul Elkind, que amplia o acesso à nova Cidade Industrial e melhora o fluxo na Zona Norte, além de intervenções no Parque Industrial Buena Vista, melhorias nas pontes do Lago Igapó, recape em vias urbanas e obras na estrada rural Apucaraninha, importante para a mobilidade e o escoamento da produção.

Parte dos recursos será utilizada para levar asfalto a todo o Parque Industrial Buena Vista. O espaço completa 30 anos e, ao longo desse período, empresários e trabalhadores reivindicam melhorias na infraestrutura para fortalecer a atividade econômica da região.

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“Essas obras mostram a integração entre o Governo do Estado e a prefeitura para atender às demandas da população. Londrina é um dos motores econômicos do Paraná e precisa de infraestrutura compatível com seu crescimento. Esses investimentos ajudam a melhorar a mobilidade, fortalecer os serviços e ampliar a qualidade de vida”, afirmou o secretário das Cidades, Guto Silva.

O prefeito Tiago Amaral ressaltou que a melhoria da infraestrutura no parque industrial é essencial para recuperar a competitividade da região.

“Ao longo desse período o município perdeu empresas que saíram daqui por causa das condições. Perdemos empresas e empregos, empregos que deixaram de existir, outros que não foram criados, empresas que mudaram de lugar, mudaram até de cidade. Essa obra é fundamental para o desenvolvimento econômico da cidade e também melhora a qualidade de vida de quem trabalha e mora na região”, disse.

CAIXA POSITIVO – Durante o evento, Guto Silva também destacou o bom momento das finanças estaduais. Segundo ele, o Paraná registra atualmente saldo positivo de caixa de R$ 10,5 bilhões — o maior entre os estados brasileiros e praticamente o dobro de São Paulo. O resultado é fruto de medidas de gestão adotadas desde o início do governo Ratinho Junior e consolidadas ao longo dos últimos anos.

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Os novos investimentos se somam a outras obras em andamento na região. Na área da saúde, estão projetos como a nova maternidade de Bela Vista do Paraíso, o novo Pronto Atendimento Municipal de Londrina e intervenções nos hospitais Universitário e Evangélico. Também avança a expansão do Hospital do Câncer de Londrina, referência para pacientes de cerca de 160 municípios e responsável por aproximadamente 1 milhão de procedimentos por ano.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná participa de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal em Brasília para debater aspectos da Lei Antifacção

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24/08 - Audiência Pública STF - Lei Antifacções

O Ministério Público do Paraná participou nesta semana, em Brasília (DF), de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir aspectos da Lei 15.358/2026, a chamada “Lei Antifacção”. Nos dias 24 e 25 de agosto, 17 expositores, entre autoridades, especialistas, integrantes do sistema de Justiça e representantes da sociedade civil, participaram dos debates com contribuições que serão consideradas pelo STF no julgamento de Ações Diretas de Inconstitucionalidade que questionam a Lei. O MPPR esteve representado no primeiro dia de exposições pelo Procurador de Justiça Rodrigo Régnier Chemim Guimarães, coordenador-geral do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, do Júri e de Execuções Penais e coordenador da Coordenadoria de Recursos Criminais do MPPR.

Convocada pelo ministro Alexandre de Moraes, a audiência pública busca ouvir diferentes posições sobre os efeitos da legislação no combate ao crime organizado e na preservação de direitos e garantias constitucionais.

Constitucionalidade – Em sua fala, Chemim defendeu a constitucionalidade de dois dispositivos questionados nas ações: a causa de aumento de pena de 2/3 ao dobro para as lideranças de facções criminosas e a vedação do livramento condicional nesses casos.

Um dos principais argumentos apresentados foi o de que as novas regras não produzem a chamada “perpetuidade branca”, apontada nas ações como possível consequência da legislação. Segundo o Procurador de Justiça, a progressão de regime para líderes de facções permanece possível, sendo aplicável o percentual de 75% da pena, e não de 85%, como sustentado nas ações. Além disso, o cálculo do tempo necessário à progressão deve considerar as hipóteses de remição da pena por trabalho, estudo e leitura, que são cumuláveis e, em premissas conservadoras apresentadas na audiência, podem alcançar 214 dias de remição por ano.

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Chemim demonstrou que, mesmo em cenários de penas elevadas, a conjugação entre progressão e remição permite que o condenado alcance o requisito temporal dentro do limite máximo de 40 anos de cumprimento da pena estabelecido pelo Código Penal. Em um dos exemplos apresentados, para uma pena de 60 anos, os 75% exigidos para a progressão correspondem a 45 anos de pena cumprida, marco que, consideradas as possibilidades de remição, poderia ser alcançado com aproximadamente 28 anos e 4 meses de efetiva custódia. “Não há impossibilidade matemática. Não há ‘perpetuidade branca’. O que há é um cálculo equivocado feito sem as variáveis que a própria lei preservou”, afirmou.

Em relação à vedação do livramento condicional, o Procurador de Justiça sustentou que o instituto não constitui garantia constitucional e que sua restrição já é prevista pelo ordenamento jurídico em outras hipóteses. Ressaltou ainda que a função ressocializadora da pena permanece preservada, uma vez que a progressão de regime não foi eliminada. Assim, diferentemente de um regime integralmente fechado, o condenado mantém mecanismos concretos para avançar no cumprimento da pena.

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Ao comentar dados constantes de pesquisa Datafolha realizada a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Chemim lembrou que, para 42,2 milhões de brasileiros, as organizações criminosas chegam a impor regras de convivência, afetando a rotina diária de expressiva parcela da população. “Trata-se da liberdade de ir e vir cotidianamente suprimida por particulares armados, que ocupam espaços nos quais a proteção estatal se mostra insuficiente. Essa realidade exige respostas normativas mais rigorosas e eficazes, especialmente em relação às lideranças das facções criminosas”.

Destacando a importância da preservação dos direitos das vítimas, o Procurador de Justiça completou: “Se há um ‘direito à esperança’ a ser preservado, ele também deve ser reconhecido às vítimas cotidianas dessas organizações: a esperança de viverem livres do medo, da coerção e do domínio territorial exercido pelo crime”.

As contribuições apresentadas ao longo dos dois dias serão consideradas no julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 7952, 7956, 7957 e 7958) que questionam a Lei 15.358/2026, que instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. Relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes, as ações discutem, entre outros pontos, regras sobre prisão, execução penal, comunicação entre advogados e presos e perda de bens.

Assessoria de Comunicação
Informações para a imprensa
[email protected]
(41) 3250-4264

 

Fonte: Ministério Público PR

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