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Operação Sinergia IV já cumpriu 63 mandados judiciais e apreendeu 51 armas

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A nova fase da Operação Sinergia IV será lançada nesta quinta-feira (6) em Pitanga já com resultados expressivos. A operação, que iniciou segunda-feira (4) em todo o Estado, já resultou na abordagem de 8.010 pessoas e 4.793 veículos, com 248 prisões e apreensões.

A Operação Sinergia integra as ações da Missão Paraná III, que acontece nos Campos Gerais e Centro-Sul, e tem braços em todo o Paraná. Ela reforça o compromisso do Governo do Estado em promover uma segurança pública moderna, integrada e eficiente, aproximando as instituições policiais da população e fortalecendo a presença do Estado nas ruas.

Até o momento, durante as ações, foram cumpridos 63 mandados judiciais e apreendidas 51 armas de fogo, além da recuperação de sete veículos furtados ou roubados. No combate ao tráfico, as equipes apreenderam 968,05 quilos de maconha, 7,1 quilos de cocaína e 800 gramas de crack. Também foram interceptadas 186.090 unidades de cigarros contrabandeados.

“A Sinergia é o retrato do que buscamos para a segurança pública do Paraná: união, estratégia e presença constante do Estado. Esses resultados são fruto de muito planejamento e da dedicação diária das nossas forças policiais, que têm atuado lado a lado em todo o território”, destacou o secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira.

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Além das ações operacionais, foram realizadas 48 atividades educativas e preventivas, que envolveram 910 pessoas em palestras e ações de conscientização. As equipes também executaram 23 revistas prisionais e 72 exames periciais, reforçando o caráter integrado da operação.

A Operação Sinergia IV reúne a Polícia Militar (PMPR), Polícia Civil (PCPR), Polícia Penal (PPPR) e Polícia Científica (PCIPR) visando fortalecer o policiamento ostensivo, ampliar a prevenção de crimes e intensificar a repressão qualificada em todo o Estado.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná requer a suspensão da comercialização de lotes e a regularização integral de loteamento da década de 1990 em Quatro Barras

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, ajuizou ação civil pública para garantir a regularização urbanística e ambiental integral do Loteamento Bosque Merhy. A ação pede, em caráter de urgência, a suspensão da venda de qualquer lote, bem como da cobrança e do recebimento de valores referentes a lotes eventualmente já comercializados, e busca a reparação de danos materiais e morais coletivos.

Áudio do Promotor de Justiça André Luiz de Araújo

São réus os dois loteadores do empreendimento e o Município de Quatro Barras, este último por suposta omissão no dever de fiscalizar. Registrado em 1995, com 133 lotes distribuídos em uma área de 561.076 m², o loteamento situa-se em região de manancial, integralmente inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí.

Problemas históricos – De acordo com a investigação do MPPR, o loteamento nunca foi integralmente concluído. Segundo relatórios técnicos, os loteadores não implantaram a infraestrutura básica que lhes cabia. As redes de água e esgoto foram executadas tardia e parcialmente pela Sanepar; a energia elétrica e a iluminação pública foram implantadas, de forma gradual, pela Copel. Em ambos os casos, os custos foram repassados ao Município e aos próprios moradores. Permanecem pendentes a drenagem pluvial, a pavimentação e a abertura integral das vias projetadas. Há, ainda, indícios de que áreas que deveriam permanecer preservadas, como um lago e um bosque protegido, teriam sido repassadas ao Município no lugar de áreas úteis à população, para simular o cumprimento do percentual mínimo de áreas públicas.

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O histórico do empreendimento também registra intervenções recentes objeto de autuação ambiental. Em 2020, a retomada de obras em Área de Preservação Permanente (APP) foi autuada e embargada pelo Instituto Água e Terra (IAT), inclusive por descumprimento de embargo que remontava a 2001, o que resultou em multa de R$ 200 mil. Mais recentemente, vistoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em maio de 2026, apontou indícios de nova supressão de vegetação em APP, em aparente descumprimento do embargo. A extensão exata e o volume dos danos ambientais ainda dependem de perícia judicial.

Pedidos urgentes – Diante da gravidade da situação, o Ministério Público formulou pedidos liminares, em caráter de urgência, requerendo ao Judiciário a imediata paralisação de qualquer obra e de qualquer supressão de vegetação na área, com o apoio da Polícia Militar Ambiental (Força Verde) na fiscalização. Também foram requeridas a indisponibilidade de bens dos loteadores, no valor mínimo de R$ 2 milhões, para assegurar as obras de regularização, o ressarcimento ao erário e a reparação dos adquirentes prejudicados, e a determinação para que o Município adote as medidas necessárias para fazer cessar e remover as irregularidades apontadas.

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No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FEID).

No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.

Processo 0001353-95.2026.8.16.0211

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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