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Adapar regulamenta credenciamento de empresas para inspeção de animais de corte no Paraná

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Portaria estabelece regras para credenciamento de empresas de inspeção

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) publicou nesta quinta-feira (19) a Portaria nº 077, que regulamenta o credenciamento de empresas para inspeção ante e post-mortem de animais destinados ao corte.

A medida permite que profissionais e empresas cadastradas sejam contratados por frigoríficos e agroindústrias para fiscalizar a sanidade dos animais antes do abate e verificar o estado das carcaças após o processo. A iniciativa tem como objetivo agilizar a fiscalização sem comprometer a autoridade sanitária do Estado.

Base legal e modernização da inspeção de produtos de origem animal

A portaria é fundamentada na Lei Estadual nº 22.953, de 17 de dezembro de 2025, que modernizou o marco legal da inspeção de produtos de origem animal no Paraná, substituindo normas vigentes desde 1994.

O diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, destaca que a responsabilidade pelo credenciamento, fiscalização e eventual descredenciamento das empresas continua com o Estado, mas a medida permite ampliar a capacidade operacional e dar agilidade ao processo:

“O poder de fiscalização e de auditoria continua sendo do Estado, porque isso é indelegável, mas as empresas poderão contratar empresas credenciadas para fazer a inspeção, o que é um avanço”, afirma Martins.

Critérios técnicos e supervisão do Estado

Para atuar, as empresas credenciadas devem atender a rigorosos critérios técnicos, sanitários e legais, operando estritamente sob supervisão da Adapar. O Poder Executivo regulamentará os procedimentos, requisitos, prazos e responsabilidades por meio de portarias complementares.

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Os principais objetivos da regulamentação incluem:

  • Garantir a segurança sanitária na produção de proteína animal;
  • Padronizar os procedimentos de inspeção;
  • Assegurar transparência e supervisão adequada das atividades;
  • Apoiar o Estado diante do crescimento da produção e da agroindustrialização.
Estratégia para fortalecer a produção e exportação de proteínas

O Paraná é um dos maiores produtores e exportadores de proteínas animais do Brasil, com destaque para frango, bovinos e suínos. O Estado responde por mais de um terço da produção de frango do país e vem expandindo presença em mercados internacionais para outras proteínas.

Com o credenciamento de empresas privadas, os processos de inspeção serão modernizados e mais ágeis, atendendo às demandas de frigoríficos e agroindústrias, sem comprometer o rigor sanitário. A medida contribui também para o alinhamento com políticas nacionais de inspeção, garantindo coerência normativa, segurança jurídica e integração entre os sistemas de fiscalização municipal, estadual e federal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Combustível marítimo recua com trégua no Golfo Pérsico e alivia custos logísticos globais

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Os preços do combustível marítimo voltaram a registrar queda após semanas de forte volatilidade no mercado internacional, em meio à redução das tensões geopolíticas no Golfo Pérsico. O movimento marca uma correção importante após o pico de preços provocado pelo início do conflito na região.

Segundo dados da AMR Business Intelligence, a escalada começou em 28 de fevereiro de 2026, quando o mercado passou a precificar os riscos da guerra e seus impactos sobre o comércio global e as rotas marítimas estratégicas.

Conflito dispara preços e eleva custos do transporte marítimo

Antes do início das tensões, o combustível marítimo de baixo teor de enxofre era negociado em torno de US$ 580 por tonelada métrica. Com o agravamento do conflito, os preços chegaram a atingir US$ 1.823 no início de abril, refletindo o aumento do risco e da incerteza logística.

O combustível de alto teor de enxofre também acompanhou o movimento de alta, alcançando cerca de US$ 770 por tonelada métrica no fim de março.

Trégua mediada e reversão das cotações

A reversão do movimento ocorreu após o anúncio de uma trégua mediada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O acordo inicial previa uma pausa de duas semanas, posteriormente prorrogada por tempo indeterminado, reduzindo a pressão geopolítica na região.

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Com o arrefecimento das tensões, o mercado reagiu rapidamente, iniciando um processo de correção nos preços e devolvendo parte da valorização acumulada durante o período de conflito.

Cotações recuam, mas permanecem elevadas

Em 27 de abril, os preços já indicavam alívio nos custos logísticos globais:

  • Combustível marítimo de baixo teor de enxofre: US$ 1.116 por tonelada métrica
  • Combustível de alto teor de enxofre: US$ 681 por tonelada métrica

Apesar da queda, os valores ainda permanecem significativamente acima dos níveis registrados antes do início da guerra, evidenciando que o mercado segue sensível a riscos geopolíticos.

Impacto direto no comércio global e no agronegócio

O recuo dos preços representa um alívio parcial para os custos de transporte marítimo, setor essencial para o escoamento global de commodities agrícolas como soja, milho e carnes.

Rotas internacionais seguem monitoradas, já que o Golfo Pérsico é uma das regiões estratégicas para o fluxo energético mundial, influenciando diretamente fretes e cadeias de suprimentos.

Mercado reage a cenário mais estável, mas cautela permanece

A trégua reduziu parte da incerteza e trouxe estabilidade momentânea ao mercado de combustíveis marítimos. No entanto, analistas destacam que o setor ainda opera com cautela, dado o histórico de volatilidade recente.

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O comportamento dos preços reforça a sensibilidade do comércio global a eventos geopolíticos e a importância da estabilidade no Oriente Médio para o equilíbrio dos custos logísticos internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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