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Economia

Alckmin anuncia regulamentação de salvaguardas para fortalecer proteção à produção brasileira em acordos comerciais

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O governo federal trabalha na edição de um decreto para regulamentar as salvaguardas previstas em acordo comerciais firmados pelo Brasil. O anúncio foi feito pelo presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, nesta quinta-feira (19/02), Caxias do Sul (RS), onde ele participou da abertura da 35ª Festa Nacional da Uva e Feira Agroindustrial.

A medida deverá abranger os acordos comerciais atuais e futuros celebrados pelo país. Trata-se de uma regulamentação horizontal, voltada a conferir maior transparência, previsibilidade e segurança jurídica aos procedimentos de aplicação de salvaguardas bilaterais, beneficiando potenciais usuários do instrumento, como setores da indústria e do agronegócio.  A regulamentação ganha relevância no contexto de expansão inédita da rede de acordos comerciais do Mercosul. Desde 2023, foram concluídos acordos com Singapura, com os países da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e, mais recentemente, com a União Europeia, ampliando em 2,5 vezes a parcela da corrente de comércio brasileira coberta por preferências tarifárias.

Em um cenário anterior, de menor cobertura comercial, eventuais salvaguardas podiam ser aplicadas com base nas regras multilaterais gerais, sem necessidade de disciplina específica. No novo contexto de ampliação expressiva dos compromissos preferenciais, torna-se oportuno estabelecer regras claras e estruturadas para os mecanismos próprios dos acordos.

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“O presidente Lula vai regulamentar a salvaguarda por decreto. Então você pode lidar com aquele problema adotando uma medida de restrição comercial para aquele item. Se tiver um aumento grande de importação, a salvaguarda pode imediatamente ser acionada”, afirmou Alckmin.

Assim, o governo terá ferramentas para suspender o efeito do acordo para o item específico e proteger a produção brasileira em caso de aumento repentino de importações que causem prejuízo grave aos setores.

Salvaguardas em acordos comerciais

As salvaguardas são instrumentos típicos de acordos comerciais que permitem que um país reaja a surtos de importação decorrentes da redução tarifária negociada, quando esses aumentos causem ou ameacem causar dano grave à produção nacional.

A regulamentação estabelecerá procedimentos, prazos e condições para investigação e eventual aplicação dessas medidas, garantindo segurança jurídica tanto para os setores produtivos quanto para parceiros comerciais.

As salvaguardas podem ser instrumentalizadas de diferentes formas, entre elas:

  • estabelecimento de cotas, acima das quais as importações deixam de se beneficiar das preferências do acordo;
  • suspensão temporária da redução do imposto de importação (desgravação) prevista no cronograma do acordo;
  • restabelecimento do nível tarifário original, anterior ao acordo.
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Cronograma de desgravação com a União Europeia

Alckmin também esclareceu que o acordo Mercosul – União Europeia prevê calendário de implementação com prazos diferenciados para adaptação dos produtores nacionais às novas condições previstas pelo acordo. “A desgravação, no caso do vinho, por exemplo, se dará em 8 anos. No caso do espumante, se dará em 12 anos”, explicou o ministro durante a Festa da Uva.

O presidente em exercício ressaltou, ainda, o momento positivo do comércio exterior brasileiro e destacou os acordos comerciais fechado pelo Mercosul com Singapura, em 2023, com Efta, em 2025, e com UE, em janeiro de 2026. Com esses acordos, a corrente de comércio brasileira beneficiada por preferências comerciais mais que dobra, passando de 12% para 31,2%.

O acordo Mercosul-UE foi um dos temas da reunião de trabalho do ministro Geraldo Alckmin com o setor produtivo gaúcho, realizada antes da abertura da Festa da Uva. Também foram tratadas questões como reforma tributária, tarifaço dos EUA e o Move Brasil, que oferece crédito com taxa de juros mais baixas para a compra de caminhões.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Economia

MDIC celebra norma de sustentabilidade para vidros planos

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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) celebra a publicação da norma ABNT NBR 17296 de “Sustentabilidade de vidros planos – Requisitos e critérios ambientais, sociais e de governança (ESG)”, no âmbito do Programa Selo Verde Brasil. A normalização para mais um setor da indústria representa o avanço das ações coordenadas pela Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV/MDIC) na construção de padrões nacionais voltados à produção sustentável.

 A nova norma foi anunciada na última segunda-feira (25), durante a apresentação dos avanços do Selo Verde Brasil, realizada pela SEV/MDIC em São Paulo. O evento contou com a participação de representantes do setor produtivo, entidades técnicas e instituições parceiras do programa.

Publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) em 25 de maio, a norma ABNT NBR 17296:2026 estabelece requisitos e critérios aplicáveis à produção de vidro plano “float” e texturizado, além de vidros processados a partir dessas bases, considerando aspectos ambientais, sociais, econômicos e de governança.

A norma também prevê que produtos intermediários ou finais que utilizem vidro plano como componente possam declarar conformidade com critérios de sustentabilidade, desde que observadas as diretrizes gerais da ABNT NBR 20250 e que o vidro empregado atenda integralmente aos requisitos estabelecidos.

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A elaboração da ABNT NBR 17296:2026 foi conduzida pela Comissão de Estudo de Vidros Planos Sustentáveis (CE-037:000.005), vinculada ao Comitê Brasileiro de Vidros Planos (ABNT/CB-037). O grupo reuniu representantes do MDIC, da ABNT, da Associação Brasileira das Indústrias de Vidro (Abividro), da Associação Brasileira de Distribuidores e Processadores de Vidros Planos (Abravidro) e do setor produtivo.

O objetivo da norma setorial é ampliar a capacidade de avaliação do desempenho ESG do vidro plano brasileiro, fortalecendo a credibilidade, a rastreabilidade e a competitividade do setor em mercados e políticas públicas orientadas à sustentabilidade.

“A construção de normas técnicas voltadas à sustentabilidade é fundamental para impulsionar a transformação ecológica da indústria brasileira. A norma de vidros planos fortalece a competitividade do setor, promove inovação e amplia o alinhamento do Brasil às exigências internacionais de sustentabilidade e descarbonização”, afirmou a secretária da SEV, Julia Cruz. 

Selo Verde Brasil 

O Programa Selo Verde Brasil é uma iniciativa estratégica vinculada à Missão 5 da Nova Indústria Brasil (NIB), voltada à bioeconomia, descarbonização, transição e segurança energética. O programa busca estabelecer padrões nacionais de sustentabilidade para produtos e serviços brasileiros, transformando a conformidade ambiental em diferencial competitivo e facilitando o acesso das empresas nacionais aos mercados internacionais mais exigentes.

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 Além da norma geral de diretrizes do programa, já foi publicada pela ABNT a norma setorial de polímeros de eteno de fonte renovável. Também foi encerrada, em 25 de maio, a consulta nacional da norma técnica voltada às chapas laminadas de alumínio, cuja publicação está prevista para junho.

Acesse, na íntegra, a norma.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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