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Economia

Fiscalização do Inmetro aponta fraudes em bombas de combustíveis no DF e em Goiás

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Operação Abastecimento Seguro

Fraudes eletrônicas, lacres violados e vazamentos em bombas de combustíveis foram identificados durante a Operação Especial ´Abastecimento Seguro´, deflagrada nesta terça-feira (21/10) no Distrito Federal e em Goiás. A ação integra uma força-tarefa nacional coordenada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), em parceria com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), a Agência Nacional do Petróleo (ANP), Polícia Civil do DF e de técnicos de órgãos delegados em DF, GO, PI, BA, MA, PE, SP e RJ.

De acordo com o balanço parcial, 17 dos 20 postos fiscalizados apresentaram irregularidades. Entre os problemas mais comuns estão a entrega de volume inferior ao pago, dispositivos eletrônicos ocultos que alteram a medição e vazamentos que representam risco de incêndio e explosão. Ao todo, foram 269 bicos fiscalizados; 107 reprovados e 30 interditados. Também foram apreendidas 46 placas eletrônicas por indícios de fraude.

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Terceira fase da operação

A etapa no DF e em Goiás marca a terceira fase da Operação Abastecimento Seguro, iniciada no Maranhão e na Bahia. A iniciativa faz parte do Programa Nacional de Combate às Fraudes Eletrônicas (Profae), criado pelo Inmetro para reforçar a fiscalização digital e combater práticas ilícitas que prejudicam o consumidor e a concorrência leal no setor de combustíveis.

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De acordo com o presidente do Inmetro, Márcio André Oliveira Brito, a operação representa uma nova era no combate às irregularidades:

“Com o avanço da tecnologia, alguns postos migraram das fraudes mecânicas para adulterações eletrônicas, muito mais difíceis de identificar. Por isso, o Inmetro está intensificando as ações, aperfeiçoando o cruzamento de dados e fortalecendo o trabalho em parceria com outros órgãos”, afirmou.
Brito também destacou a importância do trabalho de fiscalização para garantir segurança e justiça nas relações de consumo:

“A bomba medidora é um equipamento fechado que produz gases. A combinação de vazamento e uma simples centelha pode causar uma explosão. Nosso papel é proteger tanto o trabalhador quanto o consumidor.”

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Medidas e penalidades

As bombas com indícios de fraude foram lacradas e retiradas de operação. As placas eletrônicas apreendidas serão periciadas nos laboratórios do Inmetro. Os postos autuados têm dez dias para apresentar defesa, e as multas podem chegar a R$ 1,5 milhão. Casos confirmados de fraude serão encaminhados à Polícia Civil.

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Como o consumidor pode se proteger

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Durante o abastecimento, o consumidor deve:
• Verificar se o painel da bomba está zerado antes de iniciar.
• Conferir se o selo do Inmetro está visível na parte frontal.
• Observar se o lacre está íntegro e nas cores amarela ou azul (lacres vermelhos indicam interdição).
• Solicitar o teste com a medida padrão de 20 litros em caso de dúvida.

O secretário nacional do consumidor, Paulo Henrique Pereira, reforçou a importância da atenção redobrada:

“Combustível com preço muito abaixo do normal, bombas sem o selo do Inmetro ou postos sem bandeira são sinais de alerta. O consumidor deve denunciar ao Inmetro ou pelo portal consumidor.gov.br.”

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As denúncias também podem ser feitas à Ouvidoria do Inmetro pelo telefone 0800 285 1818, de segunda a sexta-feira, das 8 h às 16 h 30, ou pelo Fale Conosco: https://www.gov.br/inmetro/pt-br/canais_atendimento/ouvidoria/faca-sua-manifestacao.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Economia

MDIC e CGU debatem sobre transparência e gestão de ativos intelectuais no setor público

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A Secretaria de Competitividade e Política Regulatória (SCPR) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), realiza, no próximo 12 de maio, em Brasília (DF), evento voltado ao fortalecimento do registro e da mensuração de ativos de propriedade intelectual produzidos por Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs).

A iniciativa integra a Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual (ENPI) e reforça a agenda do governo federal para ampliar a transparência, a governança e o uso estratégico das tecnologias desenvolvidas no setor público.

Para o secretário de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Pedro Ivo, organizar esses ativos é parte central da política de desenvolvimento. “O Brasil investe na geração de conhecimento e inovação. Precisamos garantir que esse ativo seja bem gerido, tenha transparência e gere resultado para a economia e para a sociedade”, afirmou.

Na prática, o debate trata de um tema central: como dar mais visibilidade às tecnologias criadas com recursos públicos e ampliar seu potencial de gerar inovação, parcerias e soluções concretas.

Transparência e melhor uso das tecnologias públicas

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Grande parte das tecnologias desenvolvidas no Brasil nasce dentro de universidades, institutos de pesquisa e centros de inovação públicos, responsáveis por cerca de 30% das propriedades intelectuais geradas.

O desafio é garantir que essas tecnologias sejam bem registradas, acompanhadas e utilizadas de forma estratégica.

O evento vai discutir:

  • como qualificar o registro dessas tecnologias
  • como ampliar a transparência sobre seu uso
  • como orientar decisões sobre sua aplicação

Do conhecimento à aplicação

Um dos pontos centrais do encontro é diferenciar dois processos importantes:

  • valoração, quando a tecnologia recebe um preço para negociação com o setor privado
  • mensuração, quando ela é registrada como patrimônio da instituição que a desenvolveu

Essa distinção contribui para uma gestão mais organizada e segura, facilitando parcerias e ampliando as chances de que essas inovações cheguem ao mercado.

Pedro Ivo também destacou o impacto direto na competitividade. “Quando organizamos melhor esses ativos, aumentamos a capacidade de transformar conhecimento em inovação, atrair investimentos e gerar emprego de qualidade”, disse.

Fortalecimento da inovação e da governança

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Voltado a gestores de Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs), contadores e auditores internos, o encontro reforça o papel dessas áreas na organização e no aproveitamento das tecnologias produzidas.

A iniciativa também contribui para o desenvolvimento de uma agenda ainda pouco explorada no Brasil: a construção de conhecimento técnico sobre como registrar e acompanhar o valor das inovações públicas.

Ao avançar nessa agenda, o governo federal fortalece a governança, amplia a confiança nas instituições e potencializa o impacto econômico e social das tecnologias desenvolvidas com recursos públicos.

Serviço:

Evento: Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual (ENPI) – Desafios de mensuração de PI por ICT pública
Data: 12 de maio
Local: Auditório Anadyr de Mendonça, Sede da CGU – Brasília (DF)
Horário: 9h às 12h20

Inscrições:
https://forms.cloud.microsoft/pages/responsepage.aspx?id=_tl4ZiEJfUGEEV8cGN77u8SDpTNGk6RDjAXknHxC7MRUQVYyQzVOTlVPQUQzSlVQNlRCTkJBUDVXVS4u&route=shorturl

Transmissão:
https://www.youtube.com/cguoficial

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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