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Infraestrutura portuária responde ao aumento da produção e Brasil lidera mercado global de carne bovina em 2025

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O Brasil consolidou-se em 2025 como o maior produtor e exportador mundial de carne bovina, superando os Estados Unidos, e a infraestrutura portuária nacional foi decisiva para garantir esse resultado. O setor logístico respondeu com agilidade ao aumento de demanda, viabilizando o embarque de 3,45 milhões de toneladas da proteína, um salto de 20,9% em relação ao ano anterior. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

O desempenho gerou uma receita histórica de 18 bilhões de dólares para o país (cerca de 95 bilhões de reais), um crescimento de 39,31% frente aos 12,8 bilhões de dólares de 2024. Esse recorde reflete a integração entre a eficiência no campo e a modernização dos portos.

Enquanto estados como Mato Grosso (978,4 mil/t), Goiás (508,1 mil/t), Mato Grosso do Sul (450,1 mil/t) e Minas Gerais (324,6 mil/t) impulsionaram a produção de carne bovina, os terminais portuários absorveram esse fluxo, garantindo que o produto chegasse a mais de 170 países, incluindo mercados exigentes como China e União Europeia.

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Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números provam que a infraestrutura brasileira se tornou um diferencial competitivo. “O agronegócio brasileiro, puxado por estados como Mato Grosso e São Paulo, mostrou sua força ao bater recordes de produção. O nosso papel foi garantir que essa mercadoria não parasse no meio do caminho. O crescimento de Paranaguá e o desempenho sólido de Santos mostram que nossos portos estão preparados para absorver o crescimento econômico do país e entregar resultados”, avaliou.

“Nossos portos estão preparados para absorver o crescimento econômico do país e entregar resultados” Silvio Costa Filho

Principais portos

O Porto de Santos (SP) manteve a liderança absoluta em volume, sendo a principal porta de saída do agronegócio brasileiro. O complexo movimentou 1,7 milhão de toneladas de carne bovina no ano, um crescimento de 13,3% sobre 2024.

Já o Porto de Paranaguá (PR) se consolidou como o maior corredor de exportação de proteína animal congelada do país (incluindo carnes bovina, suína e de frango), tendo registrado um crescimento expressivo de 46,5% na movimentação de carne bovina em 2025, totalizando 1,2 milhão de toneladas no período.

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Outro destaque foi o Porto de São Francisco do Sul (SC), que se firmou como a terceira via estratégica para o setor, com alta de 20% nos embarques, somando 180 mil toneladas.

A eficiência logística também foi fundamental para blindar a competitividade do produto brasileiro diante de desafios externos, como o aumento de tarifas por parte dos Estados Unidos. A agilidade no embarque e a redução de custos portuários ajudaram a compensar barreiras comerciais, permitindo que o setor ampliasse sua receita e abrisse novos mercados no mundo árabe e na Ásia.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Brasil

Brasil apresenta compromissos para concretizar Política Nacional em fórum da ONU sobre migração

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Nova Iorque, 11/5/2026 – O Brasil voltou a participar do debate internacional sobre políticas públicas de migração durante o II Fórum Internacional de Revisão das Migrações, realizado em Nova York (EUA), de 5 a 8 de maio. O encontro contou com a participação dos ministérios da Justiça e Segurança Pública (MJSP), das Relações Exteriores (MRE) e dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).

O fórum ocorre a cada quatro anos na sede da Organização das Nações Unidas, no âmbito do Pacto Global para Migração Segura, Ordenada e Regular, e é considerado o principal espaço internacional de debate sobre políticas migratórias. O MJSP foi representado pela Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), com a participação da secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula, e do diretor do Departamento de Migrações (Demig), Victor Semple.

Durante o evento, países, organismos e sociedade civil debateram temas como integração social, governança de dados, mudanças climáticas, direitos trabalhistas e reunificação familiar de migrantes. Em painel sobre migração, qualificação profissional e transição justa, Maria Rosa Loula destacou que o Brasil tem demonstrado ser possível conciliar acolhimento e responsabilidade, com garantia de acesso à saúde, trabalho e proteção para migrantes.

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“Fortalecer essas políticas é essencial não apenas para acolher pessoas com dignidade, mas também para construir uma mobilidade laboral mais justa e integrada, enfrentando desafios como idioma e qualificação com apoio conjunto do setor público e privado”, ressaltou.

Em parceria com os governos do México e da Colômbia, a delegação brasileira também promoveu evento sobre a implementação do Pacto Global na América Latina, que contou com a participação de representantes de Portugal, Uruguai e Guatemala.

O Brasil apresentou, pela primeira vez, avanços em governança migratória e boas práticas de acolhimento desenvolvidos nos últimos anos. Além disso, o País anunciou 11 compromissos para fortalecer essas políticas e ampliar a proteção a migrantes, refugiados e apátridas.

Compromissos apresentados pelo Brasil

1. Promover a coesão social e combater a xenofobia;
2. Promover o retorno seguro e digno de brasileiros retornados;
3. Promover a implementação, o acompanhamento e o monitoramento da Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (PNMRA);
4. Promover governança migratória inclusiva e ampliar mecanismos de participação direta de migrantes, refugiados e apátridas;
5. Fortalecer a prevenção e a erradicação da apatridia nos âmbitos regional e global, com incentivo à adesão à Convenção para Redução dos Casos de Apatridia e ampliação da participação na Aliança Global para a Erradicação da Apatridia;
6. Aperfeiçoar normativas internas e políticas públicas voltadas à garantia do direito à reunião familiar de migrantes e refugiados;
7. Promover a implementação dos planos de trabalho das cinco redes temáticas da Conferência Sul-Americana sobre Migrações (CSM);
8. Fortalecer o Programa Brasileiro de Acolhida Humanitária por Patrocínio Comunitário, em parceria com organizações da sociedade civil, como via complementar de admissão e acolhimento de pessoas em necessidade de proteção internacional;
9. Fortalecer respostas sustentáveis e centradas na vítima no atendimento a pessoas afetadas pelo tráfico humano;
10. Fortalecer a governança de dados sobre tráfico de pessoas e contrabando de migrantes;
11. Fortalecer ações de prevenção e cooperação internacional no enfrentamento ao tráfico de pessoas e ao contrabando de migrantes.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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