Brasil
MPor lança programa Embarque na Integridade para reforçar ética e transparência no setor
O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) dá mais um passo para consolidar a governança e a ética em suas operações. Nessa segunda-feira (26), o MPor publicou portaria que institui o programa Embarque na Integridade. A iniciativa busca sistematizar práticas de prevenção à corrupção, fraudes e desvios éticos, garantindo que os setores de infraestrutura operem sob os mais altos padrões de conformidade.
O programa visa construir um ambiente de trabalho pautado na diversidade, sustentabilidade e respeito ao trabalho digno. As diretrizes do Embarque na Integridade serão aplicadas em todas as unidades do Ministério, em consonância com as orientações da Controladoria-Geral da União (CGU), órgão central do governo federal, que coordena os sistemas e programas de integridade. A ação faz parte de 80 assessorias em integridade pública realizadas pela CGU em órgãos e entidades da administração pública federal.
De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o governo federal dá mais uma demonstração de que é pautado pela ética na gestão pública. “Com o ‘Embarque na Integridade’, estamos reafirmando à sociedade que a infraestrutura brasileira é movida pela eficiência, mas guiada pela ética. Queremos que cada porto e aeroporto do país seja o reflexo de uma gestão pública técnica, transparente e livre de desvios”, avalia.
“Queremos que cada porto e aeroporto do país seja o reflexo de uma gestão pública técnica, transparente e livre de desvios” Silvio Costa Filho
O secretário executivo Tomé Franca destaca o caráter educativo do programa. A proposta é integrar o Embarque na Integridade à rotina do ministério. “Nossa missão é sensibilizar cada servidor sobre a importância de padrões elevados de conduta. A integridade não é apenas um conjunto de regras, mas a base para que possamos entregar obras e serviços de qualidade para a população brasileira”, destaca o secretário.
Para garantir a eficácia do programa, a estrutura foi fundamentada em eixos que incluem o apoio da alta administração, a gestão de riscos e o monitoramento contínuo das ações previstas. A governança será conduzida de forma integrada, tendo o Comitê Ministerial de Governança (CMG) como instância decisória e a Assessoria Especial de Controle Interno como a Unidade de Gestão da Integridade responsável por coordenar a execução e avaliação das metas.
De acordo com a secretária de Integridade Pública da CGU, Patrícia Alvares, a implementação da medida reduz o risco de desvios de conduta ou falhas relacionadas à corrupção, viabilizando bons resultados na ponta. “Assim, garantimos melhores entregas de serviços públicos para a sociedade e aumentamos a confiança das pessoas na instituição”, conta.
O coordenador-geral de Integridade Pública Federal da CGU, Daniel Espínola, explica como, na prática, o programa de integridade faz a prevenção contra irregularidades. “Com ele, os órgãos podem planejar iniciativas como fluxos de trabalho para checar e apurar denúncias, rotinas para identificar riscos e criar soluções antecipadas”.
Transparência
A estrutura de comando do programa será compartilhada. Além da atuação do CMG na esfera estratégica, o Comitê de Integridade e Transparência (CIT) servirá como braço consultivo e supervisor. Áreas como a Assessoria Especial de Comunicação Social e a Subsecretaria de Gestão e Administração promoverão a capacitação de servidores, o planejamento e a divulgação das iniciativas nos canais institucionais.
O MPor estabeleceu um cronograma até 2027. Estão previstas ações como a criação de fluxos para prevenir o nepotismo em nomeações e contratações, o desenvolvimento de mecanismos de monitoramento e a implementação de metodologias de gestão de riscos.
Também haverá um esforço concentrado em ações de conscientização sobre proteção ao denunciante e conflitos de interesse, garantindo que o programa alcance todos os níveis da pasta. O Plano de Integridade, que organiza as medidas a serem adotadas no período, será atualizado a cada dois anos e estará disponível no site do ministério.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
Brasil
Ministério da Saúde qualifica assistência para prevenir progressão da doença renal
O Ministério da Saúde ampliou e qualificou o cuidado especializado às pessoas com doença renal crônica no SUS. A medida busca garantir assistência no tempo adequado para evitar a progressão da doença e reduzir os casos graves. Para isso, a pasta criou, no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, uma nova organização do cuidado que reúne consultas, exames e procedimentos em conjuntos integrados, com valores de 263% a 360% superiores aos pagos anteriormente. Na preparação para a hemodiálise, por exemplo, o valor passa de R$ 940,22 para R$ 3.000,63.
Essa nova organização funciona por meio das Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs), que reúnem em um mesmo pacote os cuidados necessários ao paciente, de acordo com o estágio da doença e suas necessidades. As ofertas incluem consultas especializadas, exames laboratoriais e de imagem, acompanhamento multiprofissional e outros procedimentos. A iniciativa busca reduzir o tempo entre as diferentes etapas da assistência, garantir acompanhamento contínuo e preparar, no momento adequado, os pacientes que precisam iniciar a terapia renal substitutiva.
A portaria que estabelece os novos cuidados e valores das OCIs de Nefrologia no SUS foi assinada nesta quinta-feira (17) pelo secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales, durante o XXXIII Congresso Brasileiro de Nefrologia, em Belo Horizonte (MG). Na ocasião, também foi assinada a portaria que atualiza o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Anemia na Doença Renal Crônica, com a incorporação de novas opções terapêuticas.
“Não estamos falando apenas de colocar mais recursos. Estamos mudando a forma de organizar e financiar o cuidado. O paciente com doença renal não precisa apenas de uma consulta com o nefrologista. Ele precisa de avaliação, exames, acompanhamento e definição da conduta. Quando essas etapas estão desconectadas, o paciente precisa peregrinar pela rede e a assistência perde resolutividade. A lógica das OCIs é justamente enfrentar essa fragmentação, organizando os procedimentos necessários dentro de um percurso assistencial mais integrado”, destacou Mozart Sales.
Anemia na doença renal crônica
O Ministério da Saúde também atualizou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Anemia na Doença Renal Crônica. O documento incorpora ao SUS novas opções terapêuticas, como a carboximaltose férrica e a derisomaltose férrica, e estabelece os critérios para utilização dos tratamentos.
Para 2026, a estimativa é de impacto de aproximadamente R$ 3,5 milhões com as novas alternativas terapêuticas. Para 2027, a previsão é de cerca de R$ 13,5 milhões.
Transplante renal
O transplante renal também integra a linha de cuidado das pessoas com doença renal crônica. Com as OCIs, o acompanhamento especializado pode favorecer a identificação e o encaminhamento, no momento adequado, de pacientes com indicação para avaliação por uma equipe transplantadora, inclusive antes do início da diálise.
As regras do Sistema Nacional de Transplantes preveem que pessoas com doença renal crônica em estágio avançado, mesmo que ainda não façam diálise, sejam orientadas sobre a possibilidade de transplante renal e tenham acesso à avaliação especializada. Dessa forma, o cuidado antes da diálise também contribui para preparar e encaminhar os pacientes que possam ter indicação para transplante.
Estrutura para o cuidado
A criação das OCIs se soma a outras ações voltadas à assistência às pessoas com doença renal crônica no SUS. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, foram realizadas 62 habilitações de serviços, sendo 25 para hemodiálise, quatro para diálise peritoneal e 33 para o acompanhamento de pacientes antes da necessidade de diálise.
O cuidado nessa fase permite acompanhar a evolução da doença, planejar o tratamento e preparar o paciente com antecedência caso seja necessário iniciar a terapia renal substitutiva.
O transporte dos pacientes que já precisam de hemodiálise também está entre as ações. Por meio do Agora Tem Especialistas, foram destinados 963 veículos para apoiar o deslocamento de pessoas que precisam percorrer mais de 50 quilômetros até os serviços onde realizam o tratamento. O transporte sanitário eletivo é oferecido sem custos para o usuário e busca facilitar o acesso de quem precisa se deslocar regularmente para realizar a hemodiálise.
Congresso Brasileiro de Nefrologia
O XXXIII Congresso Brasileiro de Nefrologia ocorre de 16 a 19 de setembro, no Minascentro, em Belo Horizonte. O encontro reúne profissionais e pesquisadores para discutir temas relacionados à nefrologia clínica e às terapias renais, além de estratégias de cuidado para pessoas com doenças renais crônicas e agudas. A programação inclui debates e sessões científicas voltados à atualização e à troca de conhecimentos entre profissionais de diferentes áreas e regiões do país.
Alessandra Galvão
Bruna Queiroz
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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