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Live da Marinha do Brasil e do InterAntar conectam o público da SNCT à ciência polar

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Com histórias de gelo, pesquisa e cooperação, a Marinha do Brasil e o InterAntar levaram o público da 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) para uma verdadeira expedição ao extremo sul do planeta. Durante a live em parceria entre as instituições, o público conheceu de perto o Programa Antártico Brasileiro (Proantar) — iniciativa que há mais de 40 anos garante a presença científica do Brasil na Antártica. 

A conversa mostrou que a ciência polar é feita muito além dos laboratórios: envolve logística, trabalho em equipe e um compromisso constante com o avanço do conhecimento sobre o planeta. A Marinha do Brasil, por meio do Proantar, assegura que cientistas brasileiros tenham condições de fazer pesquisas em um dos ambientes mais desafiadores do mundo — com o apoio de embarcações, de aeronaves e da Estação Antártica Comandante Ferraz. 

A live foi apresentada pelo responsável pela coordenação logística do programa, o comandante da Marinha Wagner Machado, que destacou a importância da integração entre ciência e defesa nacional para o sucesso das missões. “O Proantar mantém, há mais de quatro décadas, a capacidade da ciência brasileira atuar na Antártica. Nosso papel é garantir que os pesquisadores possam desenvolver seus estudos com segurança e estrutura, mesmo diante das condições extremas do continente”, explicou. 

Com experiência direta no terreno gelado, o comandante da Marinha Jairo Araújo Domingos Silva compartilhou diretamente da Antártica o cotidiano de quem já vive atualmente na Estação Antártica Comandante Ferraz. “Operar na Antártica exige preparo e dedicação. São 16 militares trabalhando diariamente para manter a estação funcionando e dar suporte às equipes científicas. É gratificante ver o resultado desse esforço refletido em descobertas que ajudam o mundo a compreender melhor o nosso planeta”, ressaltou. 

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InterAntar: educação, ciência e encantamento pelo gelo

O InterAntar atua há dez anos na popularização da ciência polar e na formação de professores em todo o Brasil. A instituição produz materiais didáticos, livros, jogos físicos e digitais — todos disponíveis gratuitamente em seu site. O objetivo é levar o conhecimento sobre o Ártico e a Antártica para as escolas, despertando o interesse de crianças e jovens pela pesquisa e pela preservação ambiental. 

Segundo dados da instituição, ao longo de uma década, mais de mil professores já participaram dos cursos oferecidos pelo projeto, alcançando cerca de 100 mil estudantes no Brasil e em outros países, como Portugal, Uruguai, Argentina e Chile. Todos os cursos são gratuitos, com certificado de horas complementares, e voltados à capacitação de educadores que desejam incorporar o tema polar em sala de aula. 

O InterAntar leva suas atividades interativas e o Museu 3D Polar a eventos como a SNCT, encantando o público com uma abordagem lúdica, e, em parceria com o Programa Escola Azul Brasil, conecta a educação sobre o oceano, os biomas brasileiros e as regiões polares como uma rede global de aprendizagem. 

Segundo o coordenador do Programa Escola Azul, Ronaldo Christofoletti, compreender as conexões entre o oceano e os polos é essencial para entender o papel do Brasil no cenário climático global. “Quando olhamos para o oceano ou para a Antártica estamos, na verdade, entendendo como o Brasil se conecta ao mundo e como as implicações climáticas reverberam aqui e lá”, explicou. 

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Ele também destacou que o envolvimento direto das escolas com pesquisadores e cientistas é o que torna o projeto único e transformador. “A parceria entre o InterAntar, a Marinha do Brasil e o Programa Antártico Brasileiro permite que as escolas façam trocas reais com pesquisadores no continente gelado — isso transforma o aluno, e ele passa de espectador a participante da ciência”, ressaltou. 

Solicitação de lives para escolas

As escolas interessadas podem solicitar a realização de uma live com o InterAntar em parceria com o programa polar pelos e-mails [email protected] ou  . Para mais informações sobre os cursos, acesse o site da instituição. 

A 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia segue até domingo (26). O evento promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, sob a coordenação da Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes), e conta com o patrocínio de Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); Huawei do Brasil Telecomunicações Ltda; Caixa Econômica Federal; Positivo Tecnologia S.A.; Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT); Banco do Nordeste do Brasil S.A. (BNB); Conselho Federal de Química (CFQ); Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur); Comitê Gestor da Internet no Brasil / Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (CGI.br e NIC.br) e Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (Aiab). 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina

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Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.

Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.

Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.

Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.

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Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:

230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.

200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.

Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.

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“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.

Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.

Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.

O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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