Brasil
MTE e Senai/DF qualificam trabalhadores da construção civil com emprego garantido em Brasília
Em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Distrito Federal (Senai/DF) formou, no dia 24 de janeiro, em Brasília, 37 trabalhadores em cursos voltados ao setor da construção civil. Os profissionais, qualificados como Eletricistas de Instalações Prediais e Encarregados de Obras, já saíram do curso com emprego garantido e serão contratados pela BP Construtora. Esta é a terceira turma formada pelo Senai/DF incorporada ao quadro de funcionários da empresa.
O secretário substituto da Secretaria Nacional de Qualificação, Emprego e Juventude do MTE, Henrique Aquino, destacou que a parceria foi estruturada a partir do diálogo com o setor produtivo, assegurando que as formações ofertadas estejam alinhadas às necessidades reais das empresas. “O projeto representa uma nova geração de políticas públicas de qualificação profissional: cursos pensados a partir das vagas existentes, em diálogo direto com o setor produtivo e com resultado concreto, que é o emprego”, afirmou.
A articulação entre o poder público, o Senai e o setor produtivo é fundamental para a efetividade das políticas de qualificação profissional e inclusão produtiva. O Senai/DF é responsável pela execução técnica dos cursos, assegurando qualidade pedagógica e alinhamento com as exigências do mercado de trabalho. Segundo Henrique Aquino, a experiência com a BP Construtora demonstra o potencial de ampliação desse modelo para outros setores econômicos, contribuindo para o fortalecimento de uma política pública de qualificação profissional orientada por evidências e pela demanda real do mercado.
A iniciativa integra o Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Ministério do Trabalho e Emprego e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), que prevê a qualificação e a requalificação gratuita de trabalhadores até 2027, com o objetivo de impulsionar o mercado de trabalho no país. A ação foi desenvolvida com base nas políticas do Governo do Brasil, a partir da identificação das demandas por qualificação nos estados e da oferta de cursos alinhados às necessidades do setor produtivo, voltados a candidatos que atendem aos critérios de gratuidade do Senai.
Brasil
Brasil compartilha experiência amazônica em gestão integrada de paisagens na 8ª Assembleia do GEF
A experiência brasileira na gestão integrada de paisagens amazônicas esteve entre os destaques da 8ª Assembleia do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), realizada entre 30 de maio e 6 de junho, em Samarcanda, no Uzbequistão. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) apresentou os resultados e aprendizados do Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL Brasil), iniciativa que promove a gestão integrada da paisagem amazônica por meio do fortalecimento de áreas protegidas, da gestão de unidades de conservação e da governança territorial.
No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, o chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais (SBio/MMA), Carlos Eduardo Marinelli, participou do painel “Deliberate Transformation of Socioecological Systems: inspirations and challenges of the Amazon Sustainable Landscapes (ASL) Project in Brazil”. A apresentação destacou os avanços alcançados pelo projeto e contribuiu para os debates internacionais sobre governança, integração de políticas públicas e transformação de sistemas socioecológicos.
Entre os resultados apresentados estão a restauração de mais de 28 mil hectares de áreas degradadas, equivalente a 157% da meta prevista, e a implementação de planos de manejo florestal sustentável em 1,4 milhão de hectares de florestas públicas, alcançando 139% da meta estabelecida.
O projeto também promoveu a adoção de práticas produtivas sustentáveis em aproximadamente 900 mil hectares de propriedades rurais da Amazônia, atingindo 186% da meta inicial. Além disso, apoiou a implementação de práticas de manejo sustentável em mais de 5 milhões de hectares de áreas protegidas e contribuiu para que mais de 27 mil propriedades rurais adotassem instrumentos de planejamento e regularização ambiental.
Outro destaque foi o alcance social da iniciativa. O número de beneficiários diretos superou em mais de dez vezes a meta originalmente prevista, ampliando o apoio a povos indígenas, comunidades tradicionais, agricultores familiares e demais atores envolvidos na conservação e no desenvolvimento sustentável da Amazônia. Cerca de 40% dos beneficiários foram mulheres.
Transformação de sistemas socioecológicos
Com base na experiência acumulada pelo ASL Brasil, Marinelli apresentou cinco elementos considerados fundamentais para promover transformações duradouras em paisagens complexas.
O primeiro deles foi o reconhecimento dos territórios como sistemas socioecológicos, nos quais fatores ambientais, sociais, econômicos, culturais e políticos interagem de forma dinâmica. O segundo destacou a importância de estratégias de longo prazo e da capacidade de adaptação diante de cenários de crescente complexidade e incerteza.
Também foram enfatizadas a necessidade de integrar diferentes interesses e escalas de governança nos territórios, a relevância de mecanismos participativos e transparentes de tomada de decisão e o papel da gestão integrada para conectar planejamento, implementação, monitoramento, comunicação e governança.
Debate internacional
Os temas apresentados pelo Brasil convergiram com as conclusões da sessão de encerramento da Assembleia, intitulada “Science, Integration and Systems Transformation”, que reuniu os principais aprendizados construídos ao longo do evento.
Entre os pontos destacados estiveram a necessidade de abordagens integradas e de longo prazo para impulsionar mudanças transformadoras, o fortalecimento da governança e do financiamento ambiental e a incorporação de processos contínuos de monitoramento, aprendizagem e gestão adaptativa na implementação de programas.
Para Marinelli, o reconhecimento do ASL Brasil pelo GEF reforça a importância da integração entre ciência, políticas públicas, governança territorial e participação social na construção de soluções para desafios ambientais complexos.
“O reconhecimento do ASL Brasil pelo GEF demonstra a relevância de experiências construídas a partir da integração entre ciência, políticas públicas, governança territorial e participação social para enfrentar desafios ambientais complexos”, destacou Marinelli.
Cooperação entre países e paisagens florestais
Durante a Assembleia, o Brasil também fortaleceu o diálogo com outras iniciativas apoiadas pelo GEF voltadas à gestão integrada de paisagens, entre elas o programa Critical Forest Biomes of Mesoamerica, desenvolvido em países da América Central para conservação de florestas e promoção do desenvolvimento sustentável.
A troca de experiências amplia oportunidades de cooperação internacional, intercâmbio de conhecimentos e construção de soluções conjuntas para a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável.
Coordenado pelo MMA, o ASL Brasil integra o Programa Regional Amazon Sustainable Landscapes, financiado pelo GEF e implementado pelo Banco Mundial. A iniciativa reúne projetos em oito países amazônicos e busca fortalecer a conservação da biodiversidade, a conectividade dos ecossistemas e o uso sustentável dos recursos naturais na região.
A participação brasileira na 8ª Assembleia do GEF reforçou o reconhecimento internacional do ASL Brasil como uma experiência relevante para a implementação de políticas públicas voltadas à conservação da biodiversidade, à adaptação às mudanças climáticas e ao desenvolvimento sustentável.
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