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Brasil

Nova espécie de cipó descoberta no Espírito Santo pertence à família dos ipês

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Adenocalymma darwinii. Esse é o nome da nova espécie de cipó descoberta em Santa Teresa, região serrana do Espírito Santo (ES), em homenagem ao naturalista e evolucionista Charles Darwin. A pesquisa foi conduzida por cientistas vinculados ao Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

A descoberta é resultado do trabalho de doutorado do pesquisador brasileiro Luiz Fonseca, da Goethe Universität (Alemanha), que combinou análises de material do herbário Museu de Biologia Professor Mello Leitão, do INMA, com estudos genéticos de DNA. 

Foram quatro anos de pesquisa, que começou com a revisão de um material coletado na região e depositado no herbário. “Depois de perceber que o material não correspondia a nada descrito, passamos quatro anos de idas e vindas a campo para monitorar a fenologia dessa planta até que encontramos, no ano passado, a flor amarela”, explica o biólogo vinculado ao instituto que participou da pesquisa como bolsista, Ricardo Ribeiro. 

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O estudo, que também contou com o apoio de cientistas da Universidade de São Paulo (USP), da Ghent University (Bélgica) e da Goethe Universität (Alemanha), foi descrita em artigo publicado na revista internacional Plant Ecology and Evolution, do Jardim Botânico Nacional da Bélgica. 

O Adenocalymma darwinii pertence à família Bignoniaceae, a mesma dos ipês. Segundo os pesquisadores, o status de conservação da espécie foi classificado como Dados Deficientes (DD), de acordo com os critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). 

Segundo Ribeiro, essa descoberta mostra que a flora brasileira ainda guarda uma grande diversidade desconhecida. “Mesmo essas regiões, como a Mata Atlântica, que são relativamente bem estudadas, ainda existem espécies novas para a ciência, espécies que ainda não foram descritas, que não foram catalogadas, espécies que a gente ainda não conhece todos os seus potenciais, e, por isso, nós precisamos de mais estudos”, afirmou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Brasil

Ministério dos Transportes vistoria obras da Fico e reforça expansão da malha ferroviária nacional

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O secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro acompanhou, nesta quinta-feira (25), o avanço das obras da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), em Goiás. Integrada à Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), a ferrovia formará um dos principais corredores de exportação do Brasil, conectando regiões produtoras do Centro-Oeste aos portos e ampliando a competitividade logística do país.

Com 364 quilômetros de extensão, o trecho está em construção pela Vale como parte das contrapartidas da renovação antecipada da concessão da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). O modelo de investimento cruzado permite executar uma nova infraestrutura ferroviária estratégica com recursos privados, reforçando a parceria entre o poder público e a iniciativa privada na expansão da malha ferroviária nacional.

Ao sobrevoar as obras, Leonardo Ribeiro destacou o avanço do empreendimento e o papel da FICO na transformação da logística nacional.
“A FICO é muito mais do que uma ferrovia. Estamos falando de uma infraestrutura estratégica, que terá impacto direto no PIB brasileiro ao integrar a produção do Centro-Oeste à Ferrovia Norte-Sul e, futuramente, ao Corredor Leste-Oeste. Com o leilão desse corredor, o país ganhará uma nova alternativa logística para o escoamento da produção, reduzindo custos de transporte, aumentando a competitividade e fortalecendo o comércio exterior”, afirmou o secretário.

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Corredor Leste-Oeste

A Fico I integra um projeto ainda maior: o Corredor Ferroviário Leste-Oeste, que terá conexão com a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e com a Ferrovia Norte-Sul, formando um dos mais importantes eixos ferroviários em desenvolvimento no Brasil.

Com extensão prevista de 1.708 quilômetros, o empreendimento atravessará Bahia, Goiás e Mato Grosso. A ferrovia atenderá importantes regiões produtoras do oeste baiano, do Mato Grosso e do Matopiba, criando uma nova alternativa logística para o escoamento da produção regional em direção ao Porto Sul, em Ilhéus.
Para o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Sampaio, a FICO demonstra o potencial da atuação conjunta entre o poder público e a iniciativa privada para acelerar investimentos estruturantes.

“Em pouco tempo já é possível perceber o avanço das obras e a transformação que esse empreendimento representa para a infraestrutura brasileira. Esse resultado é fruto do trabalho conjunto entre o Ministério dos Transportes, a ANTT, a Infra S.A. e a iniciativa privada, que transformou uma política pública em uma obra capaz de gerar desenvolvimento, emprego e competitividade para o Brasil,” explicou Sampaio.

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Leilões ferroviários

O Corredor Leste-Oeste integra a carteira ferroviária estruturada pelo Ministério dos Transportes para os próximos anos. Em novembro de 2025, a pasta lançou a primeira Política Nacional de Outorgas Ferroviárias e apresentou a maior carteira ferroviária da história recente do país.

Ao todo, estão previstos oito leilões ferroviários, que somam mais de 9 mil quilômetros de extensão e têm potencial para atrair cerca de R$ 160 bilhões em investimentos, com projeção de movimentar até R$ 600 bilhões ao longo do ciclo de implantação e operação dos empreendimentos.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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