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Granel sólido e contêineres impulsionam alta de 26% na movimentação aquaviária da Região Sul em novembro de 2025

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A movimentação aquaviária nos portos organizados da Região Sul alcançou 11,4 milhões de toneladas em novembro de 2025. Segundo dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq), o volume representa um aumento de 26,08% em relação ao mesmo período do ano anterior e o resultado se deve ao desempenho do granel sólido, da carga conteinerizada e do comércio exterior.

O granel sólido respondeu pela maior parcela da movimentação regional, com 6,7 milhões de toneladas, crescimento de 28,56%, refletindo o ritmo de escoamento da produção agrícola. A carga conteinerizada somou 2,9 milhões de toneladas, com alta de 29,80%, enquanto a carga geral atingiu 1,2 milhão de toneladas, avanço de 21,15%. Já o granel líquido movimentou 585 mil toneladas, com variação negativa de 1,62% no comparativo anual.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números indicam a consolidação de um modelo logístico mais eficiente. “Os números mostram que a navegação vem ganhando eficiência, com redução de custos operacionais, maior previsibilidade e melhor integração com outros modais, o que fortalece o escoamento da produção e o comércio exterior”, afirmou.

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Destaques
O Porto de Paranaguá liderou a movimentação, com 5,9 milhões de toneladas, seguido por Rio Grande, com 2,7 milhões de toneladas, e São Francisco do Sul, com 1,6 milhão de toneladas. Os portos de Itajaí e Imbituba também contribuíram para o resultado, evidenciando a distribuição da atividade portuária na Região Sul do país.

No recorte por mercadorias, os contêineres se mantiveram como a principal carga, com 2,9 milhões de toneladas, seguidos por adubos (fertilizantes), com 1,7 milhão de toneladas, além de milho e soja, ambos com 1,5 milhão de toneladas, e açúcar, com 715 mil toneladas, confirmando a forte vinculação da região com o agronegócio e a indústria.

Quanto ao perfil do transporte, o longo curso concentrou a maior parte da movimentação, com 9,9 milhões de toneladas, crescimento de 27,76%, impulsionado pelo avanço das exportações, que registraram alta de 48,90%. A cabotagem movimentou 608 mil toneladas, com crescimento de 10,82%, enquanto as vias interiores alcançaram 283 mil toneladas, aumento de 13,63%. As importações apresentaram retração de 1,79%, e o transporte nacional cresceu 12,86%.

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Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Ministério da Saúde inicia distribuição emergencial de medicamento oncológico em todo o país

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O Ministério da Saúde iniciou, nesta quarta-feira (23), a distribuição, de forma excepcional, do medicamento ciclofosfamida para todas as regiões do país, garantindo a continuidade do tratamento de pacientes com câncer no SUS. A aquisição do fármaco é, em geral, realizada diretamente pelos estados e centros de referência oncológicos. No entanto, após o único fornecedor nacional apresentar dificuldades técnicas na produção, o Governo do Brasil interveio e iniciou a compra internacional de 140 mil unidades, sendo 100 mil comprimidos de 50 mg e 40 mil frascos-ampola de 1 g , utilizando o poder de negociação e compra do sistema público de saúde.

O primeiro lote, com 7 mil ampolas, foi entregue ao almoxarifado do Ministério da Saúde na quinta-feira (22), com investimento federal de mais de R$ 1 milhão. O Instituto Nacional do Câncer (Inca), localizado no Rio de Janeiro, está entre os primeiros contemplados, com 377 frascos-ampola. O envio do medicamento às demais instituições de referência será realizado de forma gradativa, conforme agendamento prévio. Caso necessário, poderão ser adquiridos de forma imediata mais 40 mil comprimidos e 40 mil frascos-ampola, de modo a evitar o desabastecimento da rede pública.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, reforçou que a ação estratégica assegura o abastecimento dos estoques no SUS até julho, prazo estabelecido pela fornecedora brasileira para a regularização da oferta, bem como o cuidado integral e em tempo oportuno às pessoas.

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“Para uma aquisição assertiva, realizamos um estudo com base na necessidade apresentada por cada centro de referência e no uso médio mensal do medicamento. Não há desabastecimento na rede pública. O Ministério da Saúde agiu de forma estratégica para assegurar o estoque diante da dificuldade de produção apresentada pela empresa responsável, reforçando o compromisso com o cuidado de todos os pacientes assistidos no SUS”, disse a secretária.

A intervenção emergencial do Ministério da Saúde foi realizada com máxima agilidade, efetivando-se em menos de um mês, por meio do Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A necessidade de cada unidade de saúde para o envio de novas remessas será monitorada em parceria com as secretarias estaduais de saúde e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

A ciclofosfamida é um quimioterápico indicado para o tratamento de diversos tipos de câncer, como mama, ovário, linfomas e leucemias. Com a regularização do cenário de oferta, a aquisição e a disponibilização do medicamento voltarão a ser realizadas pelos Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacons) e pelas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons), por meio da Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade (APAC), conforme pactuação estabelecida entre os entes federativos na Comissão Intergestores Tripartite (CIT).

Priorização de Análise na Anvisa

Em conformidade aos esforços de manter a assistência interrupta no SUS e realizar compras do medicamento no mercado externo, o Ministério da Saúde solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) celeridade na análise nos processos de importação excepcional e a avaliação de mecanismos que garantiram a maior celeridade na liberação de lotes importados. A pasta mantém diálogo semanal com o órgão, apresentando o cenário dos estoques e capacidade de oferta do mercado nacional para atender a necessidade da rede pública de saúde.

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Reestruturação da assistência oncológica no SUS

O Governo do Brasil vem fortalecendo o cuidado aos pacientes oncológicos por meio de iniciativas estruturantes, com a implementação do Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco), que representa uma importante atualização no financiamento e no acesso a medicamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS). O novo modelo substitui o repasse fixo por procedimento por três modalidades de financiamento, com foco em mais eficiência, transparência e cuidado integral ao paciente.

Com a nova política, a aquisição dos medicamentos oncológicos incorporados ao SUS, incluindo o ciclofosfamida, passa a ser realizada diretamente pelo Ministério da Saúde, ampliando o investimento federal e permitindo negociações nacionais para melhores preços. Entre os próximos passos estão a regulamentação dos protocolos prioritários e a adaptação dos sistemas de regulação, com previsão de período de transição para garantir a continuidade da assistência aos pacientes.

Ana Freitas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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